terça-feira, 17 de maio de 2016

HÁ 21 ANOS



HÁ 21 ANOS...


O segurança coitado me olhava com cara de quem adivinhava o que se passava em minha cabeça...

"Moço, não é permitido subir". - Eu sei, relaxe.

E assim com essa resposta repetida eu tentava disfarçar olhando um jogo na TV que de tão interessante não saberia dizer ali, na hora, quem estava jogando. Minhas intenções estavam voltadas para o acesso ao andar de cima.

Na recepção entrava e saia gente de modo constante. Era hora de visitação.

O segurança, com tanta certeza que ele demonstrava, se posicionou quase em frente ao elevador. Como algumas pessoas precisavam de informações, ele acabava tirando um pouco a atenção.

Foi quando em um só golpe (leia pulo) subi as escadas. "Não pode", nunca foi a minha praia...

Alguns dias passados o povo sem noção, leia multidão de umas seis pessoas, insistiam que eu acompanhasse o parto! Eu? Euzinho? Para a minha sorte a médica não autorizava! Ufa!!! Não sou afeito a esse tipo de adrenalina...

Mas queria ficar ali na porta esperando meu dengo passar logo após o nascimento, e não haveria ordem nesse mundo que me tirasse esse direito.

Cálculos "perfeitos" deram conta da hora... até que a porta foi aberta e, nos braços de uma enfermeira ela passou para a sala dos primeiros cuidados! (segundos cuidados eu acho...). Trem mais que linda!!!

Havia um vidro enorme separando o corredor da sala com alguns recém nascidos. Pude ver a cara feia da branquela e iniciar um diálogo sem palavras com as enfermeiras. Gestos e acenos acompanhados por elas com muito riso.

Insisti que após aquela seção de tortura com a minha lindinha ela fosse colocada mais próximo ao vidro. Queria babar mais um pouco a minha cria. Gestos compreendidos!

Não há palavras, por melhor que seja o cidadão escritor, que definam a alegria de ser pai. Muito menos o ser pai de uma menina!

Com bastante competência organizei a ordem ideal (ideal à época e para mim...): primeiro um filho. Pra gente poder falar sacanagem, ensinar dirigir antes da idade, sair juntos, ir ao futebol, ver as gatas passarem, etc... Mas penso que seria um pai incompleto...

Aí providenciei meu dengo! Dengo assim é apenas maneira de falar... quem conhece a peça!!! Mais é MEU DENGO SIM. Muitos se enganam achando que goste mais do caçula (ah ainda teve a raspa de tacho). Ou até mesmo o primeiro por ser homem... Não! Meu dengo é minha filha!

É simplesmente maravilhoso ser pai de uma encrenca! Excetue-se os meus muitos erros... nem assim a maravilha muda! Botar pra ninar, cuidar sozinho na ausência da mãe, que horror!!! Coitada... Ir ao banheiro juntos, banhos juntos, sair juntos, dormir.. bem dormir não acontecia juntos porque após se jogar entre mim e a mãe, eu acabava sendo expulso por ambas...
Os bolos de comida, meus restos no prato deixados propositalmente... Hospitais, doenças, operação... Nossas brigas, sua personalidade em me encarar... As reclamações de mico!!!
UFA!!! Muita coisa...

Amo cada um deles de um modo diferente. Eles são MUITO diferentes. Mas a peça rara traz luz!

Entre tapas e poucos beijos... EU TE AMO!
Feliz maioridade!
Feliz 21 anos!
E que você seja muito feliz!!!
...

- Claro! Do seu jeito. Eu sei... já disse! Do seu jeito ora...
- Saco!!!
- Encrenca!!!

SERÁ?




SERÁ?

OZEAS CB RAMOS

Não!
Não sou mais a mesma criança
que por tudo tudo corria
sem saber para onde ia
sem saber nem mesmo como chegar


Não!
Não vejo mais os quadros na parede
Nem sei se ainda alguma coisa vejo
além do meu umbigo estufado e perdido
aquém do fim de minha vida esperar

Talvez!
Talvez esteja na hora ultimar
de rasgar os véus suspensos ao vento
dos novos rascunhos brochados
de levantar o olhar para outro lugar.

Sim!
Ainda há flores nos outros quintais
e seus perfumes que passam no outro lado
(sem saber de mim os porquês nativos)
que vão em vão amor encontrar...

Será?

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segunda-feira, 16 de maio de 2016

FIQUE A VONTADE PARA DEIXAR A SUA OPINIÃO



FIQUE A VONTADE PARA DEIXAR A SUA OPINIÃO


O espaço Rascunho1966 é aberto para a sua opinião.
Opine sem receios!, mesmo quando em contrário do pensamento exposto.

Aqui discutimos ideias, pensamentos, posicionamentos!
Não sou de nenhuma elite!
Não tenho partido!
Não pratico nenhuma religião, credo, ou troço que o valha!
Nem mesmo sobre meu time eu publico...

O que penso serve apenas para mim! Não tem caráter universal, não visa mudar a quem quer que seja... É mero devaneio de um filosofar, divagar, livre! Logo, cabe ser contraposto. Quando muito, confirma seu modo de pensar!

Como repito: tenho espírito grego. Adoro uma discussão! Mesmo que depois cada um volte pelos mesmos caminhos...

PORTANTO: DEIXE A SUA OPINIÃO!
Seu comentário, sua crítica, e quando aprouver, deixe um



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POLÍTICA - PENSE NISSO






POLÍTICA - PENSE NISSO


O QUE VOCÊ COMENTA, O QUE VOCÊ PUBLICA, É O QUE VOCÊ É.


Não basta dizer "eu não gosto de política". Nem assim ela se afasta de você. Você é a política. A política está em você.

Não basta dizer "eu sou contra isso e aquilo". É necessário dizer mais e melhor sobre o que te interessa como cidadão, cuja responsabilidade não se esvai logo após o voto, e ficar torcendo para que os outros desempenhem bem suas funções para que você após quatro anos retorne às urnas e confirme mais um voto de continuidade ou mudança.

É preciso urgentemente se engajar na vida política do país! E o que você diz em seu mural reflete quem você é!

É preciso ser mais que esquerda ou direita! Mais que coxinha ou mortadela!

Pense nisso!


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sábado, 14 de maio de 2016

AS LENDAS, OS MEDOS E CERTAS LEMBRANÇAS DA INFÂNCIA




AS LENDAS, OS MEDOS E CERTAS LEMBRANÇAS DA INFÂNCIA


"Boi, boi, boi. Boi da cara preta. Pegue essa criança que tem medo de careta...". Eles, adultos, diziam que "isso" era música de ninar! Cantiga de ninar! E foi com essas e outras pérolas do cancioneiro infantil que muitos de nós adormeceu, cresceu e hoje conta estórias do passado.

Além das cantigas haviam as lendas, urbanas e/ou rurais. Para a maioria dessas lendas a função principal era educar a criança (ainda que pelo medo) para obedecer cegamente aos pais. Um objetivo quase nobre utilizando um método nada nobre.


Umas dessas lendas mais usadas no passado, ainda que passado recente, era o Bicho-Papão. Ilustre tenebroso morador dos telhados (as casas eram de telhados...) haveria de punir e pegar as crianças desobedientes e teimosas.

"Bicho papão
De cima do telhado
Deixa o meu menino Miguel
Dormir sossegado.

Vai-te papão
Vai-te embora do telhado
Deixa o meu menino
Dormir sossegado".

Em muitos, a paralisia causada era total. Em contrapartida, os pais ou cuidadores tornavam-se os protetores capazes de livrar o pequeno assustado e envolto em quase pânico, do iminente perigo de ser tragado pelo horroroso monstro de olhos vermelhos.

Há ainda as lendas que chamamos de urbanas. Ainda hoje ouço esses casos recorrentes. Uma proeminente lenda urbana é pessoas em um carro preto pegando crianças. Como muita gente desaparece nesse país, em um absurdo sem medida, e as autoridades investigam como sendo ocorrências isoladas mesmo com o crescente número de desaparecidos, a lenda se mantém atual. Crianças são desencorajadas de saírem sozinhas e o "carro preto que pega crianças" segue viva no imaginário urbano.

Esse meio de amedrontar já era comum na minha infância. Menos comum com um carro preto, eram os ambulantes que vendiam suas guloseimas pelas ruas os responsáveis por levar as crianças. Ganhava-se a obediência para não ficarmos na rua, tão comum no passado, e de quebra se evitava que o rebento pedisse dinheiro para comprar o objeto de desejo.



 

   


Vendedores de algodão doce, pirulito, taboca, licuri, quebra-queixo, eram frequentes caminhantes pelas tardes. Atraíam toda criançada que vendo aquelas deliciosas guloseimas entravam em transe! Muitas vezes a saída era associá-los a pegadores de crianças: "Cuidado que ele te pega e leva"... Como não estava na ordem do dia desaparecer, o desejo arrefecia e a paz voltava a reinar no lar, doce lar.

Bem provável que esses nobres trabalhadores, ambulantes do desejo de sustento de si e de suas famílias, nem soubessem a fama pejorativa que lhes era atribuída...

São lembranças... de um tempo que não volta mais! O tempo, esse inexorável senhor tirano, que também amedronta... Mas essa estória fica para outra hora!

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quarta-feira, 11 de maio de 2016

PT NUNCA MAIS


PT NUNCA MAIS!


Confesso um desejo de vingança, ainda que essa palavra não seja a mais adequada. Desde o mensalão que o engano que cometi ao votar e fazer campanha para essa corja canalha não sai do pensamento: é preciso derrubar essa quadrilha que se apropria da riqueza de um país para se manter no poder e dar as migalhas a um povo que historicamente é sofrido. Pior que essa migalha é vista como mérito de um grupo que é corrupto em sua origem...

Aprecio as sessões da Câmara e do Senado e vejo com prazer pessoal que a turminha volta ao protagonismo que jamais deveriam ter perdido: de ser apenas oposição barulhenta, que só sabe pedir questões de ordem, de apelar aos meandros das leis recorrendo aos parágrafos e incisos que nada dizem a não ser para eles mesmos e às suas interpretações unilaterais, sempre estúpidas por natureza. Aliás a essa turma cabe bem essa adjetivo: políticos estúpidos!

Eu que agora sou da elite branca reacionária posso me dar a esse luxo: dizer e propagar que quero ver varrida a nossa política dessa gente lixo, que pratica uma política lixo, para tantos que se satisfazem apenas com as sobras de suas ganâncias!

Então agora estou em tempo, uma vez que os anos que me restam de vida útil já se mostram exíguos, ajudando a corrigir o meu erro quando por essa bandeira ajudei a por no governo esse bando de incompetentes, ladrões, corruptos, e quando menos se apresentam são investigados com toda a sorte de delações batendo às suas portas. Logo criminosos condenados e presos, é só uma questão de tempo.

Esses, antes arautos da moralidade, por meu voto jamais sairão vencedores nos sufrágios eleitorais no porvir. Voltarão às ruas, repetindo os velhos discursos e táticas de guerrilhas sem jamais cumprirem mandatos de nenhuma natureza, uma vez que nem nos sindicatos essa gente é mais tolerada.

Errei porém estou ajudando corrigir esse fatídico erro! Morrerei sem essa culpa na consciência. Permanecerei observando todo esse novo cenário e jogo político, cobrando, indo às ruas, manifestando minha humilde opinião, exigindo a melhoria das condições para nós da camada mais pobre da sociedade e a garantia dos direitos mais fundamentais como: saúde, educação, segurança, liberdade de expressão, estado laico, manutenção dos direitos trabalhistas, etc.

Pt nunca mais!


terça-feira, 10 de maio de 2016

O JUMENTO E AS MINHAS ANDANÇAS



O JUMENTO E AS MINHAS ANDANÇAS.

(o jumento é nosso irmão - disse Luiz Gonzaga).


Não tem animal com a natureza mais marrenta que o jumento. O troço quando empaca... Além do que, quando ele quer, é coice na certa.

Diz-se de alguns seres humanos: Parece um jumento. Só em poucos casos essa alcunha traz alguma satisfação... Na maioria das vezes pretende-se dizer que a alma ali categorizada é de uma natureza insuportável. Nesse particular já coube a mim ser denominado de jumento...

Jumento comumente chamado de jegue, está presente em todo esse nordestão... de ponta a ponta. Nas minhas andanças por aí não faltam crônicas e lembranças.

Vamos ver algumas?

Viajando de Xique-Xique para Barra (ambas cidades na Bahia) embarcado numa Rural que seguia caminhos tortuosos na mata seca, sem uma estrada propriamente dita, lá pelas tantas, dois caboclos dos muitos ali sentados resolveram animar a viagem cansativa e causticante: apostaram cervejas e refrigerantes ao vencedor que contasse mais jumentos pelo caminho; cada um deles contaria os animais que encontrasse do lado em que estava sentado. Em pouco tempo a molecagem já ocupava a todos os passageiros. O tempo passou, chegamos ao destino, e todos vencedores contadores de jumento beberam juntos o justo prêmio.

Ainda moço (êta tempo baum!) fomos parar na cidade de Serrinha-BA. Em um bar provando da água que passarinho não bebe tivemos que desistir de uma aposta: havia uma teimosia dos locais que na cidade ocorria uma corrida de jumentos que seriam mais velozes que muitos cavalos. É; não é; vamos apostar; risadas debochadas; vocês duvidam; nós acreditamos somente não apostamos. Não ficamos para ver a bendita corrida e até levamos um corre da turma da cidade por digamos, inoportunos encontros com as donzelas moças em detrimento de seus pretensos pretendentes...

Mais recente, nas estradas do Piauí, terra que encontrei muitos animais soltos provocando sustos e em alguns casos acidentes nada agradáveis. Por sorte, com um misto de competência ao volante, nunca me envolvi em um evento mais sinistro. Pelo Maranhão as carroças puxadas por jumentos de todo porte, fazem serviços a custo baixo e sustentam a muitos carroceiros e suas famílias.

Todas lembranças são boas menos uma.
Na roça lá para as bandas de Itaberaba-BA, havia necessidade de ir buscar água nas presas (reservatório de água). De lata em lata levaria uma semana para abastecer algumas dornas na casa. Na propriedade havia um jumento. O aparentemente tranquilo Jeremias. Nome "bunito" para um senhor ainda vigoroso. Com a ajuda de um dos locais, selei o dito com a cangalha que permitiria trazer quatro talhas de madeira.

Na saída um aviso que eu não dei muito crédito: Ele vai bem tranquilo, mas na volta após passar pela cancela ele aperta o passo... Tenha cuidado!

O caminhar do jumento Jeremias não deixava dúvidas. Ele seguia tranquilamente. A montaria era agradável e pude passar por algumas casas saudando os conhecidos até que cheguei ao destino. Abastecida as talhas retomamos caminho de casa. Ao passar na cancela e já esquecido do tenebroso aviso, a infelicidade do Jeremias aperta o passo e dana correr. O chapéu na cabeça do intrépido e hábil cavaleiro voa e a coisa fica assim tipo sem controle. Já ouviu dizer de carro que quebrou a barra de direção? Lembra do acidente do Senna? Eu me senti assim: passageiro sem controle algum. Coube tranquilizar e esperar que os freios automáticos do animal funcionassem a seu tempo.

Nessa espera pelo longo percurso da cancela até a porta da casa um grito ainda causa controvérsia: "Segura Peão". Eu gritei isso mesmo, mas alguns deles, que riam debochadamente pois já esperavam um final mais dramático com uma possível queda do cidadão que vos narra esse causo, juram em unanime opinião que eu gritei: "Socorro Tuca"!

A controvérsia quanto ao grito ainda perdura, mas o final foi tranquilo e sem novos sobressaltos. Eu porém completei as viagens carregando uma lata d'água da cabeça!

Não sei que fim teve o jegue Jeremias. Ainda hoje eu repito: Segura peão!!!


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sexta-feira, 6 de maio de 2016

30000 VISITAS



Dizer apenas obrigado!
Uma brincadeira pessoal, uma terapia, que muitos ao menos deram uma passadinha e ajudaram a construir esse número significativo de 30.000 (trinta mil) visitas.
VALEU!



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