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segunda-feira, 18 de maio de 2015

GRACIOSA MAESTRIA


Quero ler as notas quentes
Arpoadas na pauta de meu corpo
Que sem piedade escreves
Com tatuagens apaixonadas
Em cada noite de amor.
Teu corpo cabocla linda
É diapasão para meu instrumento
Desejar tocar-te nos quatro cantos
Regido por tua graciosa maestria.
Agora vem amor
Vem musicar meu coração
No embalo do vai-e-vem frenético
Do gozo e do grito:
Bravo! Bravo! Bis. Bis...!!!


OZEAS CB RAMOS
www.facebook.com/rascunho1966

quinta-feira, 14 de maio de 2015

DE UM JEITO PECULIAR ELA ME AMOU


Cansado eu só pensava em tomar um banho rápido e me jogar na cama. Nem a adrenalina de um dia estafante e corrido encorajavam a qualquer outro pensamento que não fosse apagar na cama. E quando lembrava que acordaria madrugada para outro dia de trabalho era essa ideia a mais correta e prudente.

Cheguei a casa e corri para o quarto a fim de dar cumprimento, mas ela tinha outras intenções para a noite. Não retrucou sobre meu cansaço declarado limitando-se a dizer:

- Deixe que te ajude a tirar essa roupa. – O meu estado por si só permitia que ela agisse.

Tão logo despido me conduziu ao banho, e por mais comum que fossem as próximas cenas, era inusitado para mim. Não era tomar banho juntos, ela queria me dar banho. Abriu o registro de chuveiro, tomou uma bucha vegetal e iniciou a lavagem. Percorria meu corpo com tanta diligência e cuidado que eu quase durmo em pé. Uma massagem com a bucha e a outra mão ensaboando. Sentia um tesão enorme e isso acendia meu desejo. Entretanto não era esse o caso. Era amor transformado em cuidado. Penso que agora entendo o que sentiu Jesus quando Maria Madalena, em tom erótico, massageou o carpinteiro com óleo e depois secou com os cabelos o nazareno.

Sentia cada percorrer; não havia canto que não fosse tocado. As sensações eram amplificadas pelo aliviar do cansaço. Ensaboado e lavado pela bucha era hora do enxaguar. As suas mãos, sem pressa alguma, ajudavam a água na remoção da espuma do sabonete. A água fria não incomodava nem um pouco. Meu pênis ereto era desprezado pelo fim a que estava destinado aquele banho.

Livre da espuma eu tive o corpo atendido pela toalha. Eu apenas olhava para ela. Ela pouco falava e limitava-se a conduzir; era dela aquele momento. Ela se apresentava como companheira que cuida.

Concluída essa etapa fui colocado deitado na cama. O ar condicionado deixava a noite quente mais amena. O silêncio não trazia nenhum incomodo. Uma toalha cobria cintura e coxas. Os pés livres agora recebiam a atenção dela que, usando tesoura e alicate, fazia a assepsia que há muito necessitava. Resmungava algumas bobagens como quem indicava um “não querer querendo”. Ela não estava nem aí...

A tesoura ainda prestaria outros serviços. Cabelos na orelha, narinas, região púbica, iam sendo dizimados. Uma limpeza ímpar. Enquanto imaginava o que sucederia, pensando em uma transa deliciosa, eu adormeci. Deitado nu, de papo para cima, eu apaguei.

Quando na madrugada ainda escura em despertei, o sol em mim brilhava como nunca antes havia brilhado. A meu lado ela adormecida, serena, não desconfiava as marcas que eu levaria dali quanto àquela noite. De um jeito peculiar ela me amou!

OZEAS CB RAMOS

sábado, 2 de maio de 2015

ENTRE COQUEIROS


CONTO ERÓTICO
Texto de cunho erótico e conteúdo adulto. Caso você se ofenda com esse material evite a leitura. Grato



ENTRE COQUEIROS

Parte 1

Caminhava à procura de um lugar para beber alguma coisa, beliscar um tira-gosto, matar um tempo naquela noite de céu estrelado e brisa agradável. Quem sabe e com alguma sorte uma companhia feminina igualmente caminhasse desprovida de destino?

Após cruzar um longo trecho entremeado de coqueiros como típico em todo nordeste, quase ao final daquele quarteirão encontrei um bar com música ao vivo e resolvi buscar assento. Pedi uma cerveja com o exagerado “bem gelada”. O garçom atencioso deixou um cardápio e sugeriu bolinhos de bacalhau como uma opção. O que acolhi e após dois copos de cerveja ingeridos chegaram os deliciosos bolinhos. Petiscava e já pedia outra garrafa. Ao longe as pessoas andavam de um lado para o outro sem muita pressa. O local era uma novidade e buscava me encontrar. Outras mesas ocupadas com gente que se fechava em torno deles próprios. A cerveja era então a companhia possível e deliciada.

Tentei dar atenção ao artista que se apresentava mais ao fundo, com um violão e muita boa vontade em agradar. Tocava MPB e era acompanhado pelos escassos expectadores mais atentos às suas conversas. Foi nesse ínterim que fui surpreendido por duas belas jovens que sem cerimônia sentaram à mesa. Ofereci que me acompanhassem na bebida e logo estavam bebendo e dividindo o que restou dos bolos de bacalhau. Pedi mais uma cerveja e elas rindo de soslaio tentavam explicar o que faziam por ali.

Eram amigas e segundo elas estavam precisando de dinheiro para ir a Aracaju. Diziam que a praça ali estava saturada e não estavam mais faturando como antes. Ia entendendo o que faziam quando quase em uníssono ofereceram seus préstimos. Duas lindas moças, razoavelmente bem vestidas, maquiagem discreta e sorrindo todo tempo. Insistiam em um programa a três, assim as duas receberiam pelo trabalho ofertado. Precisavam de quarenta reais, sendo vinte para cada. Até brinquei com elas dizendo que não tinha dois pênis, não vendo sentido em transar com duas mulheres. Não lembro se foi falta de fetiche ou de dinheiro. Insistiam e o jeito foi apelar para a preferência e escolher a morena dos cabelos pretos em detrimento da loira. Mais duas cervejas animavam a conversa e a troca de boas mentiras quase verdadeiras. Vez por outra a oferta do ménage voltava ao foco.

Uma vez que a minha preferência tornou-se clara, a moça loira se despediu com presteza deixando a amiga que me acompanhava no que seria a nossa última cerveja. Atenciosa e profissional ela já fazia uns afagos e trocávamos carinhos. Eu ouvia dizer que essas moças não beijavam em serviço e não coloquei a informação à prova.

Logo discutíamos onde seria o programa e eu pensava que não conseguiria acesso ao hotel em que estava hospedado. Ela que conhecia a área me informou de uma pousada ali próximo. Paguei a conta incluindo uma dose de uísque e tão logo sequei o copo seguimos rumo a tal pousada. Mãos dadas como se conhecidos fossemos seguíamos sem muita pressa. Distava duas quadras e à medida que caminhava me dava conta de estar em uma rua desconhecida, com pouca iluminação e com uma companhia igualmente desconhecida. Os riscos foram deixados de lado com a ajuda da bebida e com a vontade de dar uma trepada. A calma veio com a chegada a pousada.



Parte 2 - continuação

Era uma velha casa transformada para atender a necessidade de pousar e oferecer períodos como seria esse meu caso. Uma senhora gorda estava no que sugeria ser uma recepção e me entregou uma chave, respondendo com boa noite à nossa chegada. Pagamento feito antecipado garantia o acesso.

O local parecia vazio, sem outros hóspedes. Não havia movimento nem barulho que denunciassem outras pessoas no recinto. O quarto ficava logo ali na sala como um quarto de casal. Entramos e verifiquei o lençol trocado e duas toalhas limpas sobre a cama. Travesseiros e fronhas estranhamente limpos. Não haveria privacidade, pois a casa era de telhado e não tinha forro sequer. O uísque bebido minutos antes faria esse detalhe ficar inofensivo. Estava disponível sobre um frigobar um litro de conhaque. Tratei de por uma dose em um copo e dei cabo em dois goles.

Fui direto ao banho me preocupando em esconder a carteira que guardava algum dinheiro. Em seguida a bela morena entrou para seu asseio. Não muito tempo estava aos amassos na cama, quando me dei conta que não tinha preservativos disponíveis. Sob o efeito do álcool ingerido sai pelado do quarto para pegar camisinhas. Sem nenhum espanto a senhora me entregou duas.

Ao voltar para a cama minha companhia ria enquanto recomeçava seu desempenho. A quase ereção transformou-se em pau duro com a maestria da jovem. O delicioso boquete fora completado com algo novo para mim. A camisinha fora colado à boca e à medida que chupava meu pau ela ia colocando. Por pouco ela não teria encerrado os trabalhos. Fui quase ao gozo.

Ela era linda. Linda mesmo. Cabelos pretos, pele limpa sem marcas ou tatuagens. Jovem e experiente no serviço de dar “amor”. Seus pelos pubianos aparados davam à sua vulva um convite especial para fodê-la e como já estava armado deitei-a sobre a cama e me pus sobre ela penetrando-a. Ela fazia movimentos com as pernas e me acariciava com seus braços sempre ágeis. Suas mãos iam de meus cabelos até meus culhões. Ela trabalhava com maestria. Eu me concentrava em penetrar uma buceta quente e úmida até que o clímax me levou ao gozo. Fazia oito dias que não dava uma trepada. Precisava gozar. E gozei.

Deitados ela ainda fazia carinhos e puxava assunto. Enquanto falávamos tomei outro banho agora junto com a moça. Seus seios duros e com bicos rosados me excitavam mais uma vez. É uma pena que puta não beije na boca. Bem que eu tentei, mas ela esquivava-se usando a sua língua para roçar da minha orelha a meu cacete que já mostrava querer mais sexo.

Uma pergunta que fiz pois termo a meu desejo incontido: vai rolar anal? O que ela respondeu de modo irônico e até cínico. – “Vocês homens só pensam em cú. Mas cú quem dá é viado. Não dou nem mesmo para meu namorado”. Ela não oferecia em seu menu de serviços esse item. Eu olhava para a bunda pequena e bem torneada, apertava as nádegas, mas ela era irredutível. E o anal não rolou. Tive que me contentar com sua performance em cima de mim.

De volta para a cama, de pau duro, doido para comer aquele cuzinho que devia ser mesmo apertado, e a moça negava sem remorso. Em compensação ela cavalgava em cima de mim, mudando de posição freneticamente. Ela queria meu gozo o que encerraria aquela noite. Eu que após a primeira gozada permanecia mais tempo ereto tratei de aproveitar os préstimos da gostosa. Apreciava seu belo corpo e guardava na memória para posterior punheta. Foi por esse tempo que o gozo chegou sem que eu desejasse.

Não demorou e a linda já estava vestida como quem pedia pressa para sairmos dali. Ela queria receber o seu soldo. Vesti a minha roupa, coloquei no bolso as duas camisinhas usadas, e saímos conversando até o ponto do encontro no bar.

Conversamos ainda um pouco mais e ela me contava de seus planos em Aracaju. Já em frente ao bar ela me ofereceu um beijo rápido e com um sorriso no rosto, o mesmo sorriso que havia quando ela e a amiga se aproximaram, ela seguiu. Eu tomei meu caminho de volta ao hotel e por entre coqueiros apreciava a noite e o efeito da lua sobre o mar. As jangadas descansando na areia da praia enquanto lentamente seguia meu destino.

Foi só aí que despertei desse sonho estranho! O dia amanhecera e era hora de ir trabalhar...

quarta-feira, 8 de abril de 2015

AMOR TEM SORVETE


ATENÇÃO

Esse texto tem conteúdo sensual/erótico. Caso você se ofenda com esse tipo de literatura, por favor, não leia.




AMOR TEM SORVETE...

Eu trabalhava com todas as preocupações inerentes à minha função e tarefas. Pensamento estava ali dedicado quando o celular tocou. Foi em um breve telefonema: −Vem. Amor tem sorvete e muito mais!

Mas a voz não sustentava a tese de ser apenas sorvete a causa do telefonema. Era voz de Disk-Sexo e aquele “muito mais” excitava os sentidos. Não pude retrucar, nem dizer nada. Ela simplesmente desligou. E eu corri para seu apartamento que mesmo distante fora vencido pelo taxista com uma ordem bem peculiar: − Voe. − E assim foi.

Cheguei e já estava anunciada a minha chegada. A portaria praticamente estava aberta. Desci do táxi e com meu acesso garantido andei a passos largos rumo ao elevador, que sem demora venceu os vinte andares até o apartamento. Já na porta entendi o que me esperava.

Ela com seu olhar malicioso de loba no cio e com um sorriso mais malicioso ainda anunciavam o que seguiria. Um beijo de tirar o fôlego, chupado, gostoso, sem pausa... Aquele beijo delicioso que arrancaram de mim todos os planos. Se haveria domínio exercido pelo macho, ele fora anulado. Seria ela que marcaria um X ao final daquela noite.

Sua blusa estrategicamente usada sem sutiã mostrava seios que esperavam por serem chupados. Não resisti sentir aqueles mamilos e após o beijo desci até eles. Ela estava perfumada em cada canto do corpo. Chupei um de cada vez. Minhas mãos já passeavam em seu corpo até que chegaram ao destino. Quase não deu tempo de fechar a porta. Mas que porta impediria todo aquele tesão numa hora dessa? Não sei dizer quem trancou a porta e até acho que apenas o trinco fora usado.

Precisava correr para o banho necessário haja vista que suas mãos já procuravam meu cacete sob a calça. Esse caminho até o quarto foi à base de muitos beijos. Ofegava de vontade de ser comido. Ela não iria perdoar. Tudo estava armado para sexo, e sexo com paixão. Voluptuoso. Animal.

O banho teve o tempo de recorde mundial. O pensamento só me levava até o outro lado do banheiro onde estaria na cama a mulher loba. Ao abrir a porta e para mais uma surpresa ela não estava deitada esperando como uma fêmea em seu dia normal. Era a loba líder que já me aguardava à porta. Nunca tantos beijos lascivos. Nunca tantas mãos disputavam espaços em corpos sedentos por sexo. Respirei ainda uma vez e deixei que ela guiasse a trepada. A noite era dela. Seu planejamento cobria os mínimos detalhes.

Foi sem delonga que após a sua mão senti seus lábios em meu pau. Ela chupava freneticamente, sugando, engolindo, beijando. Movimentava a cabeça nesse delicioso boquete. Perícia, destreza, az na arte de chupar... Nesse tempo já estava deitado, quarto a meia luz, e ela em sua ação contínua. Eu apenas acompanhava, deliciando-me de toda aquela cena. É bom ver e sentir o pau ser chupado daquele modo.

Minhas mãos apertavam seus seios, aumentando a sua excitação. Acarinhava seus cabelos, ora acariciando-os, ora arrumando-os para que ela tivesse livre acesso ao objeto de sua vontade. Eu suspirava. Falava toda sorte de palavrões e safadezas para dar o tom e incentivar a tocada da fera em ação. Ela respondia e correspondia.

Queria fazer o mesmo por ela naquela hora, mas a moça não estava para ceder o comando. Foi após outro olhar predatório, com um beijo significativo para o momento, que senti seus lábios e vulva molhados roçarem meu pau. Ela brincava em cima de mim. Excitava-se com o movimento e quando quis, permitiu que a penetrasse muito lentamente. Sentou, penetrada, levantou e seguiu com esse jogo por alguns instantes. A seu prazer, segurando as minhas mãos que davam a ela o equilíbrio que precisava, ia aumentando o ritmo. Ela me comia. Eu era a presa dominada. Um pênis ereto era tudo o que significava. Segui fazendo movimentos no mesmo sentido que ela. Estocava aquela gruta e só pensava em todo aquele mel doce que corria de seu sexo.

Não demorou e comecei a escutar os gemidos mais efetivos. Ajeitou-se ainda uma vez para seguir com seu movimento ritmado. Ela sabia onde queria chegar. Até que ouvi – vem comigo, vou gozar. – eu apenas segurei ainda mais forte as suas mãos. Os gemidos aumentavam de volume e frequência. Ela praticamente uivava em um delírio excitante que a levou ao gozo. Instantes de tamanha intensidade que não resisti vê-la tão linda e gostosa, que a acompanhei no gozo e derramei esperma em sua vagina. Aquele momento fora consumado com ela ainda sobre mim em um maravilhoso e recompensador abraço.

Havia um silêncio marcado pelo compasso dos corações batendo em nossos peitos. Uma quietude vinda da plenitude do ato dominava aquele quarto. Quando ela balbuciou algumas palavras. Eu não entendi e pedi que repetisse. O que ela o fez: - amor tem sorvete!



OZEAS CB RAMOS

quarta-feira, 18 de março de 2015

INTEMPÉRIE AMOROSA EM TONS DE CINZA



O dia mal amanhecera mas ainda pesava sobre as nuvens pesadas e escuras. Uma tempestade sem chuvas torrenciais tomara aquela noite para si. Ele queria apenas levantar e partir. Seria um fim pertinente aos derradeiros acontecimentos. A decisão havia sido tomada ainda no dia anterior. Mas como partir em guerra quando outrora reinava a paz? Não podia ser assim pensava ainda deitado.

Virou-se para um afago em ritmo de bandeira branca. Seu gesto fora aceito sem recusa visível nem imaginária. Bastaram algumas trocas de afeto para que seu corpo denunciasse torpes desejos, esses sim, mais sinceros que a sua intenção de partir. As caricias falavam o que os lábios não ousavam nem queriam pronunciar. E sem resistência alguma seu corpo encontrou-se sobre o dela. Movimentos, movimentos de muita excitação encobertos pelo silencio. Ela bem que tentara pronunciar algumas palavras. Balbuciava e sem que concluísse era tomada por tapas que exigiam quietude de sua parte. Ele apenas dizia: Quieta! Calada!

Amavam-se assim, ele dominado pelo desejo de sua amada, e ela em busca da melhor posição para receber a seu amado e gozar. Era o que tentava pronunciar sem êxito. Ele, apenas exigia seu corpo, como em um dúbio gesto de desejo animal e paixão. Quanto mais ela movia seu quadril mais bofetada recebia. Ele dizia que ela não iria gozar. Seria a sua vingança. Mas ela gemia, apertava os mamilos, implorava que ele os tocasse com os lábios. Cerrava os olhos, contorcia-se embaixo dele excitada pelo sexo grosseiro e inesperado. Ele apenas penetrava. Socava-lhe o pênis com um olhar incisivo. Ela buscou em um travesseiro melhorar a posição para que a penetração cumprisse nela o desejo do gozo. E foi logo em seguida que ele ouviu dela: Vou gozar... E com mais um tapa exigia o silencio tentando evitar esse gozo. Os olhos dela cerraram em si mesmo. Suas coxas apertavam seu amante como quem queria prendê-lo a si. Era inevitável agora. Ela gozara sem cerimônia, livre e movida por seus sentimentos de amor e paixão.

Seu amado seguia seu movimento de vai-e-vem. Reclamou seu “direito” ao gozo. O que ainda não havia acontecido. Chamava-a de vadia. Ela não ousava mais pronunciar palavra alguma. Cravou as suas unhas no amado trazendo-o para dentro de si. Firmando o movimento nela. E ele seguia o ritmo até que se entregou ejaculando toda porra de seu corpo. A respiração ofegante de ambos e os olhos fechados era toda a comunicação daquele momento. Refestelaram abraçados um ao outro.

Quanto ao partir?
Bem, eles vão precisar de mais algumas intempéries para esse fim. Por hora seguirão um ao lado do outro até que o sol os desperte para um novo dia.

OZEAS CB RAMOS


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

CAUSOS DE MOÇOS E MOÇAS




CONTO - CAUSOS DE MOÇOS E MOÇAS


Eu repito com muita freqüência: Morrer eu não quero, mas ficar velho é uma droga! Não que esteja velho ou que sinta estar velho. Nada disso. Apenas, diria, começo a invejar os causos de moços e moças. Tentarei explicar, pois são esses causos que trazem a idéia de “ficar ou não ficar velho”.
Estava sentando na porta de casa com Zé Henrique, um amigo um pouco mais velho que veio pra capital tendo nascido no interior e na roça. Relembrávamos as coisas da infância e adolescência. Morávamos numa esquina de uma pequena ladeira em S. Não víamos que vinha nem de um nem de outro lado. A conversa corria animada naquela noite de temperatura agradável. Ora um ora outro se lembrava de um detalhe tendo os apartes concedidos automaticamente pelo outro. Prosa boa é assim. Tem fluidez, seqüência, é quando o outro mostra interesse. Na verdade para ambos essa conversa estava boa.

Um fato chamou à nossa atenção. O ir e vir dos moços. Jovens casais saindo como que indo à praça namorar. E em nosso tempo Zé? ─Foi a deixa para a conversa correr para esse lado. Ele logo começou:
Hoje é tudo fácil. Arrumar uma moça pra namorar e logo já tem sexo. Nem bem se pergunta o nome e já estão transando. Meu tempo era um horror. A gente crescia na roça. Ia ficando curioso vendo os animais na natureza e imaginando como seriam as coisas. Os amigos mais velhos iam adiantando a curiosidade contando seus feitos e isso só aumentava a vontade de conhecer uma mulher. Era zoado a todo instante.─Diziam: Isso é menino donzelo. Donzelo... Donzelo... Não saia da cabeça. Mas como deixar de ser donzelo, se arrumar uma namorada era uma dificuldade? Perguntava ele, enquanto eu apenas ria e assentia com a cabeça. Mal balbuciava alguma palavra.
Senão veja como eram as coisas...

No final de semana, tipicamente no sábado, a tarde ia caindo e a gente nos preparativos para sair à noite. Banho tomado, outro banho de desodorante (perfume era coisa de gente chique), arruma cabelo pro lado e pra outro (em meu caso por esse tempo ainda tinha vasta cabeleira), adiantava o café para depois escovar os dentes. Deixava a camisa por último já na hora de sair rumo ao paraíso. Isso ocorria por volta das dezenove horas.

Lá chegando, uma volta padrão para identificar as amizades e conhecidos. Enturmar era a palavra de ordem. Conversas tolas, fúteis, mas que serviam ao propósito de ver as “moça bunita passá”. A coisa começava numa apresentação devidamente “preparada” para a ocasião ou por conta de uma troca de olhares furtivos. Desse primeiro momento até o instante de estar a sós com a “doce donzela” era o tempo de uma eternidade. Quando fosse rápido durava uma semana e isso se ela desse ares de reciprocidade e interesse.

Passado esse interregno de uma semana, lá estávamos na mesma praça. Inicialmente com outros amigos até a hora da saída para uma conversa mais particularizada. Leia: conversa. Nada de intimidades, que se ocorrera, estava circunscrita apenas à imaginação do pretendente. Afastados da turma, propiciava a conversa solta, que dava o rumo para lá para as vinte e uma horas, roubar da linda moça uma pituquinha. Isso mesmo. Um beijo roubado, ousado, atrevido. E em muitos casos recriminado de pronto. A moça não haveria de permitir-se a tal investida. Retomando a conversa era hora de deixar a mão passar por sobre um seio da donzela. Fato consumado, tapa na mão! Simples assim. Os olhos da moça traziam um misto de surpresa e excitação. “Como pôde ser tão ousado?” Essas facilidades davam o sinal para o primeiro beijo do casal de pombos enamorados. Agora avaliem como esse beijo era a expressão realística da divindade! Não sairia da cabeça durante outros sete dias. E chegando próximo das vinte e duas horas, hora da moças “de família” (todas são) de retornarem para as suas casas, o grand finale: Você quer namorar comigo? excitação, coração disparado, pernas tremendo, dúvida atroz... E? Instante de eternidade com a espera da resposta. Ela haveria de permanecer assim PA RA LI ZA DA para dizer ao final: Posso pensar? Mais uma eternidade na vida desse desbravador de emoções. E de certo como ele misturava sentimentos nessa hora, ele esperaria. Embora a satisfação e sorrisos bobos no rosto da moça já denunciavam qual seria a sua resposta. Mas isso só daqui a uma semana. Como uma novela aguarde as cenas dos próximos capítulos.

Não havia telefones disponíveis. Era caro ter um. Nada de internet sem seus aplicativos de comunicação, redes sociais eram os amigos na escola e na praça. O negócio era mesmo aguardar a longa semana. Até que de volta a praça, buscavam-se mutuamente entre os tantos rostos conhecidos e, cumpridos os protocolos com as amizades, era hora de afastarem-se deles para tão esperada resposta. (Usarei aqui da liberdade de ser o escritor e irei direto para a resposta sem mais delongas). Sim aceito. Sorriso e espanto em ambos. No garoto era a glória. Hora em que o beijo já não era mais roubado. Beijo longo, esperado, desejado. Para o homem era aquele beijo mela-cueca. As mãos-bobas agora esperadas já faziam a parte que lhes apraz nesse evento. Aperta daqui, aperta de lá, línguas que se cruzam num frenesi constante. É esse o beijo mais demorado na vida do guerreiro. Se tivesse uma irmãzinha capeta, ao chegar a casa ouviria: Ta namorandoooo, fulano ta namorando. E seu doce segredo já estaria descortinado.

A semana do ainda donzelo agora tem o fulgor dos raios de sol. Os ventos agora o refrescam de um modo singular. Há beleza em tudo, em especial nas lembranças da última noite de namoro. Os autoflagelos (aquele famoso cinco contra um) intensificavam em número e qualidade. O namoro prossegui, os aprendizados mútuos também, até que a moça seja assediada para dar ao namorado ‘uma prova de amor”. Amam-se, mas falta algo que confirme esse sentimento e ele espera dela esse consentimento. (aqui eu pulei a fase de apresentá-lo à família, o pedido para namorar, a angústia diante do pai da moça, etc). Agora ele quer sexo. Só pensa em sexo. Já informou-se sobre como acontece uma relação. Domina todos os detalhes. Sabe tudo. Falta-lhe a prática. E como ele a ama, será ela a escolhida para levar à cabo sua iniciação.

Por obra e graça do divino, chega um dia, um belo dia, um dia “especial” em que cansada das investidas do namorado e igualmente excitada com a transa propriamente dita, ela em tom de anuncio de jornal nacional extraordinário diz: Amor, sabe aquela coisa que você me pede a doze meses? Isso mesmo! Um ano na espera e labuta, sussurrando ao ouvido da donzela o desejo de amá-la de corpo e alma!

E agora Zé Henrique? O diabo do sim abria o caminho para a felicidade! Mas quando? Onde? Como? Eram tantas as dúvidas que assombravam o moço. Não havia motéis. Nas próprias casas para achar vacância era como esperar por um prêmio de loteria acumulado. O jeito era ir ao rio, ou usar o matel (motel no mato).

Ela traria ainda novas preocupações. Como se não bastassem aquelas que ele já havia concebido. Faz com carinho, tá? E ainda outra: Promete que não vai me engravidar? E cresciam as angústias de ambos. Mas enfim o dia e a hora haviam chegado. Afastados da agonia vigiada dos pais e amigos rendiam-se aos beijos ainda mais acalorados. Verdadeiros chupões. Excitação em ambos. E a tão chegada hora. Livres das roupas, deitados, amando-se ainda com as mãos e bocas... Ainda há tempo para uma última expressão da moça que se retrai diante de seu amado: Não sei se é a hora certa. Se me ama, você espera meu momento!...

E levanta-se dali a toda deixando o galante donzelo atordoado e solitário com a sua própria volúpia. Ele terá que esperar ainda mais um tempo...


OZEAS CB RAMOS

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

DESEJO POR TI



DESEJO POR TI

O que dizer-te
Que não saiba teu coração
Teus sentidos sextos?
Sou desejo por ti
Intuição que te amar
É ter a alma em completo gozo.
Alcançar tua intimidade
Percorrer tuas curvas
Descobrir teus caminhos.
Beijar-te, beijado.
Tocar-te, tocado.
Amar-te, amado.
Para ter teu sexo
Para ver teu gozo
E em ti, ser só teu!


OZEAS RAMOS
@ozeascbr

 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

COMO ESQUECER?




Como esquecer
a primeira vez que meu pau
roçou tua vulva?

Deitada, sem calcinha,
pernas entreabertas,
tua buceta molhada

E tua voz trêmula
dizendo-me: vem!

Naquele instante eu te quis
para sempre,

até amanhã...


OZEAS RAMOS
@ozeascbr

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

É DESEJO INSANO




É DESEJO INSANO

Não me dês teu coração
Não saberia o que fazer
Pois amo apenas teu corpo
Teu sexo
Tocar-te excita-me a alma!
É desejo insano.
Incontrolável querer.

OZEAS RAMOS
ozeascbr@gmail.com

quarta-feira, 31 de julho de 2013

VEM. VEM COMIGO, VEM!


Para o dia do orgasmo!

VEM. VEM COMIG, VEM!



A noite estava fria e o quarto escuro. A única luz vinha do basculante no banheiro. Era a lua cheia, que insistia em descobrir os amantes na terra. Como ela mesma não poderia descer espelhava a luz que recebia e assim eu podia olhar tua silhueta sob o edredom. Era ele que naquele instante aquecia teu corpo. Ainda em pé amei-te em silêncio. 

Busquei espaço para me aquecer por um instante junto a ti. Você lateralmente de costas, propiciou que meu corpo inteiro cola-se ao teu. Calor de teu corpo nu e teu respirar em silêncio. 

Senti teu cheiro. Beijei teu ombro por mais de uma vez. Cheirei novamente teus cabelos enquanto também beijava suavemente tua cabeça. 

Ainda havia silêncio. Estar tão próximo já permitia ser tomado por meus pensamentos. Desejava-te! Sangue a correr nas veias e meu pênis já denotava o excitação que me acometia. A ereção acontecia... Queria você naquele instante. Numa tentativa de despertar teu acomodado corpo, passei uma de minhas mãos sobre tua cintura. Desci um pouco e voltei a passear em tua barriga até que encontrei teu seio. Foi ele que entre meus beijos e o aperto de minha mão denunciara teu despertar. O mamilo dizia-me com clareza que ao menos ele me queria. Que aceitava meus carinhos em ti. 

Foi quando após um sussurro você virou-se premiando minha espera e desejo. Um sorriso aquiescia e autorizava-me ir adiante. Agora você estava vivaz ali comigo. Beijos que se avolumavam e que nós tratávamos de prolongar cada um deles. Línguas e sussurros. Até ali era minha mão que te procurava quando a tua encontrou meu pênis já ereto. Eu podia esperar e prolongar as carícias. Ele queria estar em você. Suavemente você me masturbava enquanto eu virado a teu lado tocava tua vulva suavemente. 

Entre carícias foi que você me empurrou para que ficasse de costas para a cama, e de súbito sentou-se sobre mim. Disse em tom firme e inquestionável: "Fique quieto! Nada de gracinhas. Essa noite é minha"! Iniciando logo em seguida um roçar de sua vulva em meu pênis. Eu estava agora para seu inteiro prazer. Ele implorando para possuir-te logo. Mas você queria mais era excitar-se! Movimentos constantes, tuas mãos apertavam meus braços, quando senti a cabeça de meu pênis encontrar tua vagina. Lentamente permitiu que estivesse inteiro em você. Era você no controle. Restava-me olhar teu rosto em desejo e volúpia. 

Levantavas teu quadril e suavemente retornavas para que penetrasse você por completo. Minhas mãos alcançaram teu quadril ajudando em teus movimentos. Teus olhos fechados, teu quadril no vai-e-vem, e você em loucura entregava-se ao prazer. Eu podia sentir meu ereto em sua vagina úmida e quente. Queria gozar, mas estava tão gostoso nosso sexo que também desejava que prolongasse aquele instante. Foi quando ouvi teu sinal de que estávamos chegando a nosso destino: Vem. Vem comigo! Vem! 

Tuas mãos apertaram mais ainda meu peito, teu corpo enlouqueceu sobre o meu. Minhas pernas enrijeceram elevando meu quadril para que mais te penetrasse com meu pênis que já pressentia o prazer. Nessa hora você apertou-me uma última vez, contraindo todo seu corpo, num ofegante respirar confidenciou-me, agora junto ao ouvido e com teu corpo sobre meu peito: Gozei! Nem percebera que também eu acompanhei-te nesse prazer! 

Trocamos ainda alguns beijos e carinhos quando cada um de seu lado adormeceu inebriado de prazer e gozo! 


OZEAS CB RAMOS
www.facebook.com/rascunho1966

segunda-feira, 24 de junho de 2013

NOSSO SEXO

Olhar que atrai
Um desejo incontido
Línguas que se tocam
Lábios que se beijam
Frenesi impulsivo
Braços que se atracam
Sem que haja luta
É só querer
Pernas que se cruzam
Pés que se acariciam
Penetrar que te encontra
É você quem me recebe
Peito a peito
Silêncio e sons
Quietude e movimentos
Êxtase e gozo
Segredo prazenteiro
Refestelar e sorrir.

OZEAS RAMOS

Ozeas Ramos

sexta-feira, 1 de março de 2013

APRECIE SEM MODERAÇÃO

Sugiro que leiam antes, o poema de Mário Quintana (http://rascunho1966.blogspot.com.br/2013/02/sublime-criacao.html).
Se ele pode...

Imagem da Net.

 APRECIE SEM MODERAÇÃO

Dizem que mulheres apreciam os doces e homens os salgados.

Para mudar essa preferência masculina, sugiro criarem um doce
e nominá-lo: doce de buceta!


Adoro doces: Cocada, pudim (de leite moça), pé de moça. E por que não doce de buceta?


Esse deverá ser:
Sempre encorpado. Tons do avermelhado ao rosa. De sabor e aroma marcantes. 


Não levaria canela nem cravo. Após preparo deverá ser deixado sempre em local fresco e arejado. Não se deve armazenar por muitos dias. Fica bem em qualquer tamanho.

Mesmo que tenha alguma acidez, poderá ser consumido após cada refeição. Mas nada impediria que se degustasse também antes de dormir.


Consumido com frequência, ajudaria na perda de peso e controle do humor. Pode ser acompanhado com vinho tinto ou licor, devendo ser apreciado sem pressa e sem moderação.


A amiga pode preparar que eu aceito convite para ir comer seu docinho. E caso o amigo tenha em casa e não aprecie, pode me convidar para comer, e me acompanhar, sem problemas, no cafezinho.


Fica a sugestão.


OZEAS CB RAMOSwww.facebook.com/rascunho1966

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

SUBLIME CRIAÇÃO

Carnaval PODE. Demais dias? Também!
Querida por uns. Odiada por outros...
E por mim: AAAMMMAAADDDAAA.



A CRIAÇÃO DA XOXOTA - por MARIO QUINTANA

Sete bons homens de fino saber
Criaram a xoxota, como pode se ver:
Chegando na frente, veio um açougueiro.
Com faca afiada deu talho certeiro
Um bom marceneiro, com dedicação.
Fez furo no centro com malho e formão
Em terceiro o alfaiate, capaz e moderno.
Forrou com veludo o lado interno
Um bom caçador, chegando na hora.
Forrou com raposa, a parte de fora.
Em quinto chegou, sagaz pescador.
Esfregando um peixe, deu-lhe o odor.
Em sexto, o bom padre da igreja daqui.
Benzeu-a dizendo: 'É só pra xixi!'.
Por fim o marujo, zarolho e perneta.
Chupou-a, fodeu-a e chamou-a...
Buceta!



Leia também: APRECIE SEM MODERAÇÃO por Ozeas Ramos
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