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terça-feira, 17 de maio de 2016

SERÁ?




SERÁ?

OZEAS CB RAMOS

Não!
Não sou mais a mesma criança
que por tudo tudo corria
sem saber para onde ia
sem saber nem mesmo como chegar


Não!
Não vejo mais os quadros na parede
Nem sei se ainda alguma coisa vejo
além do meu umbigo estufado e perdido
aquém do fim de minha vida esperar

Talvez!
Talvez esteja na hora ultimar
de rasgar os véus suspensos ao vento
dos novos rascunhos brochados
de levantar o olhar para outro lugar.

Sim!
Ainda há flores nos outros quintais
e seus perfumes que passam no outro lado
(sem saber de mim os porquês nativos)
que vão em vão amor encontrar...

Será?

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

EU SÓ QUERO VIVER



EU SÓ QUERO VIVER



Quero seguir o louco que sou
abandonando pelo caminho o que me tornei.
Ser a própria reinvenção
Buscando num olhar a energia universal.

Quero ser capaz de recriar os sonhos esquecidos
E deles me alimentar e crescer.
Como meu destino é seguir,
seguir até com eles me encontrar.

Quero atravessar as pontes,
caminhar as estradas longínquas
e ver de frente todas as placas.
(Os retrovisores esqueci na outra partida).

Quero ler mais horizontes
Perceber mais amanheceres
e cortar mais pores do sol.
Á noite, nos teus braços descansar.

Agora
Eu só quero viver!
Viver...


OZEAS CB RAMOS
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

DESEJO UM VERSO NU

video


DESEJO UM VERSO NU


Um poema com métrica
É como uma canção
Em que a música precede a letra
Ritmada por um compasso...
Tem esquadro.

Como uma alma
Que depois de parida
Recebe um corpo.
Tem escopo.

Ou ainda:
Roupa feita de encomenda
por um alfaiate.
Ah! Não me enfade...

Quero versos livres
Sem princípios, meios
e afins.

Que diga o que você conseguir
Ouvir... Sentir... Ou viver...

Desejo um verso nu!
Sem antíteses, sem sínteses.

Que não se encerre em si!
E que de mim não tenha dó.

OZEAS CB RAMOS

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

IN CENA


IN CENA


Muitos atores
em um teatro vazio.
A Esperança é
Merda in cena.


OZEAS CB RAMOS

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

CHINELOS NA JANELA




Houve um tempo
um certo tempo passado
em que deixava chinelos na janela
que esperavam, esperavam
e na manhã quando descobertos
pelo ressurgir do sol
continuavam chinelos na janela
mesmo passado todo aquele tempo...


OZEAS CB RAMOS
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A FILOSOFIA NOS CÂNTICOS - Cecília Meireles


Cântico VI - Cecília Meireles


Tu tens um medo: Acabar.
Não vês que acabas todo dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.



A FILOSOFIA NOS CÂNTICOS - Cecília Meireles




Uma abordagem diferente sobre os textos publicados tardiamente - 26 poemas.




OZEAS CB RAMOS
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

HOMO ERECTUS



O poema do (maluco beleza) Marcelino Freire é provocador e cumpre um papel de fazer pensar nas notícias do cotidiano...


HOMO ERECTUS

Marcelino Freire


Sabe o Homem que encontraram no gelo?
Encontraram no gelo da Prússia? Enrolado?
Os arqueólogos encontraram no gelo gelado da Prússia?
Perto das colinas calcáreas da Prússia?
O Homem feito um feto gelado, com sua vara de pesca?

Sabe o Homem que encontraram? Com seu machado de pedra?
O Homem que tinha cabeleira intacta? A arcada dentária?
O Homem meio macaco? Funerário? Fossilizado na encosta que o engoliu? No tempo perdido? Você viu?

Tetravô dos mamíferos do Brasil? O Homem vestígio?
O Homem engolido pela terra primitiva? Da Era Quaternária, não sei? Secundária?
Que caçava avestruz sem plumas? Caçava o cervo turfeiras? Javali e mastedonte?
Ia aos mares fisgar celacanto? Rinoceronte?
Sabe deste Homem?

Irmão do Homem de Piltdown?
Primo do Homem de Neandertal?
Do velho Cro-Magnon?
Do Homem de Mauer? Dos Incas, até?
Dos Filhos do Sol?
Das tribos da Guiné?

O Homem de 100 mil anos antes de nossa era? Ou mais? Um milhão de eras?

Homem com mandíbula de chimpanzé?
Parecido o mais terrível dos répteis carnívoros do Cretáceo?
Um mistério maior que este mistério?
Navegador de jacaré? Não sabe?

Homem desenterrado por acaso? Pelos viajantes, por acaso?
Pela Paleontologia, não sabe?
Visto nas costelas frias da Prússia, repito? Prússia renana, vá saber lá o que é isso?
O Homem ressuscitado, você viu na TV?

De ossos miúdos? Esmiuçados?
Abertos para estudo? À visitação nos museus americanos?
Como uma múmia sem roupa?
Quase?

Flagrada como se estivesse dormindo nas profundezas do mundo oceânico?
O Homem embrionário?
Das origens cavernosas da Humanidade?

Sabe este Homem, não sabe?

Pintado nas cavernas da Dordonha?
Mesolítico?
Nômade?
Perdido?

Este Homem dava o cu para outros homens...
E ninguém, até então, tinha nada a ver com isso.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A VIDA É SONHO - La Barca


A VIDA É SONHO - Pedro Calderón de la Barca

"A Vida é Sonho é uma peça teatral do dramaturgo e poeta espanhol Pedro Calderón de la Barca. O texto narra as aventuras de Segismundo, filho renegado de Basílio, rei da Polônia que ao nascer é trancado em uma torre".



É certo; então reprimamos
esta fera condição,
esta fúria, esta ambição,
pois pode ser que sonhemos;
e o faremos, pois estamos
em mundo tão singular
que o viver é só sonhar
e a vida ao fim nos imponha
que o homem que vive, sonha
o que é, até despertar.


Sonha o rei que é rei, e segue
com esse engano mandando,
resolvendo e governando.
E os aplausos que recebe,
Vazios, no vento escreve;
e em cinzas a sua sorte
a morte talha de um corte.
E há quem queira reinar
vendo que há de despertar
no negro sonho da morte?

Sonha o rico sua riqueza
que trabalhos lhe oferece;
sonha o pobre que padece
sua miséria e pobreza;
sonha o que o triunfo preza,
sonha o que luta e pretende,
sonha o que agrava e ofende
e no mundo, em conclusão,
todos sonham o que são,
no entanto ninguém entende.

Eu sonho que estou aqui
de correntes carregado
e sonhei que em outro estado
mais lisonjeiro me vi.
Que é a vida? Um frenesi.
Que é a vida? Uma ilusão,
uma sombra, uma ficção;
o maior bem é tristonho,
porque toda a vida é sonho
e os sonhos, sonhos são.

domingo, 6 de dezembro de 2015

INÚTIL VIVER ASSIM

INÚTIL VIVER ASSIM


loucura absurda intemporal
em tempo de muitos loucos
muitos se matam para terem tudo
alguns morrem de fome e nada
nada muda... só endereços.

em fila colocam o dedo na ferida
do buraco do outro próximo
nu outro buraco
que é o próximo depois de si
do ser que imbele em si.

inútil viver assim
sem ver, sem sentir
descerebrado sem raiz
cujo pão não vem do chão
querendo ruminar um fim.

OZEAS CB RAMOS
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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

VEM PRA CÁ


VEM PRA CÁ

Vem cá
Como fuxico e alinhavo
Entrelaçam-se e unem
e ouve as minhas andanças,
tagarelices e estórias sem fim.
Dá-me a mão
Enquanto refestelas e apaziguas
Os teus queixumes em meu ombro!
Deixa-te quietar
Como dantes na barra das marés
No sacudir das ondas
Víamos infinitos horizontes
e em aviões de papel podíamos sonhar.
Eu aqui!
E tu, por onde andarás?
Vem pra cá!

OZEAS CB RAMOS
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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

DESEJO


Desejo
Que você se encontre
Em um olhar
Que ao te olhar
Não precise as palavras
Tão somente
Sorria!

OZEAS CB RAMOS
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sábado, 28 de novembro de 2015

LUA (QUASE) CHEIA


LUA (QUASE) CHEIA


A lâmpada
apagada;
Iluminados por uma lua (quase) cheia
que emprestava seu brilho
por entre os vidros translúcidos das janelas.
Os travesseiros
- jogados ao chão;
lençóis, cobertores
- espalhados.
De silêncio em silêncio
E aos (muitos) beijos
fazíamos poesia no corpo do outro.
Onde o melhor verso
estava em teu sorriso!
Dele vinha um gozo:
Indescritível!


OZEAS CB RAMOS
www.rascunho1966.blogspot.com.br
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