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segunda-feira, 2 de maio de 2016

TAMBÉM QUEM MANDA MORAR NA ROÇA?




TAMBÉM QUEM MANDA MORAR NA ROÇA?


Ela diria com seriedade e sobriedade quase irônicas: "também quem manda morar na roça?".

Uma velha amiga que nem por fatídico engano eu ousaria escrever amiga velha. Seria excomungado do planeta terra.

Nesse caso em particular e inicialmente não darei razão a ela nem por força de lei.

Moro na chamada região metropolitana de Salvador - Cidade de São Salvador para ser mais preciso.

Nossa cidade, antiga Água Comprida, que no passado fora visitada por El Rei do Brasil, terra de jornalista governador, agora chamada Simões Filho.

Sentimos que moramos na capital ainda que em sua periferia. Estamos a menos de 10km dela. E por isso criamos um imaginário que não se trata do "interior". Quem mora em Salvador não declara viajar quando se dirige para Simões Filho pois são cidades grudadas uma à outra.

Essa percepção de residir na "capitar" não se reflete na vida, digamos, do cotidiano.

Citarei alguns pormenores para embasar essa diferença.

O primeiro exemplo é o transporte público. Com a chegada do Metrô, nós simoesfilhenses de nascimento ou de agregação tardia, estamos sendo colocados de lado, com alterações dos itinerários, horários e até remoção de linhas, etc.

Deslocados pelas mudanças no trânsito temos que reaprender a caminhar pela cidade soteropolitana. Há um entendimento que o transporte metropolitano causa um desconforto no trânsito da capital baiana.

Um aparte necessário:
Nosso sistema de transporte municipal é um caso para o MP cuidar com brevidade. Quem quiser pensar em absurdos nos micro ônibus que rodam por aqui estará pensando a metade do que experimentamos de abusos e arbitrariedades. É um sofrimento sem medida ir dos bairros ao centro de nossa cidade. Retornar é um sofrimento ainda maior... Eles fazem o que querem com os passageiros...
MP cadê você?

Salvador... retomando...

Uma segunda questão a ser colocada esta no campo da telefonia celular. Tenho sentimento que distamos do grande centro tecnológico uns mil quilômetros. Já experimentei todas as operadoras e a funcionalidade é sempre precária. Funciona aqui, ali, acolá. Falha... E até cai a rede.

No cafofo mesmo, não é fácil navegar a 3G. Usei a TIM. Ruim! Usei a VIVO; morte. Testei a OI. Oi? Oiii? Ei? Psiu?? Até que cheguei por eliminação a CLARO.

Claro que nos primeiros dias clareou tudo. Navegava em velocidade da luz! Na segunda semana o plano que havia escolhido não estava mais disponível. Encurtando a conversa... Tem hora que a na ve ga ção é so frí vel.
Claro...

Uma terceira e última que passarei de largo é a segurança pública. Que aqui pode ser referida como INSEGURANÇA PÚBLICA. Os nossos índices são alarmantes. Sabe aquela conversa de "nunca antes na história" dessa cidade se viu tantos crimes de tantas naturezas?

Mas nesse ponto saímos da estrita competência do município e entramos na área dos governos estadual e federal. Deixaremos esse item para outra divagação.

É nesse contexto que vivemos. Os problemas chegam, ganham corpo, criam raízes e até dão cria. E nós, a despeito de nossos direitos e cidadania, seguimos aprendendo a conviver com as dificuldades sem a devida atenção dos órgãos e serviços públicos, principalmente na esfera municipal. Em alguns aspectos e particularidades, seguimos sem exercê-la devidamente.

Por fim, sigo aqui pensando:
Será que ela tem razão?

Ela mesma, ainda rindo, responderia:
"Queta"!

SIMÕES FILHO-BA


OZEAS CB RAMOS
www.rascunho1966.blogspot.com.br

sábado, 30 de abril de 2016

ÊTA MUNDO (quase) BAUM





ÊTA MUNDO (quase) BAUM


Da parte da cantiga eu só pude cantar (e isso até hoje):
"Eu sou pobre, pobre, pobre, De marré, marré, marré. Eu sou pobre, pobre, pobre,De marré deci".


Nem me pergunte que raios é marré e muito menos marré deci...

O fato é que a vida foi, digamos, mais cruel nos primeiros tempos...

Quando vejo os calçados de agora, de modo geral eles são muito! muito melhores do que foram a quarenta anos.

Desses aí usei todos nessa sequência:
(imagens da net)

1. Conga - Por sorte, por pouco tempo. O trem era feio e ficava esquisito no pé maior.

2. Kichute - Esse quase veio para ficar. Foram muitos anos calçando o sapato do "Homem de seis milhões de dólares". Sem falar que era "quase" uma chuteira. Enquanto a Conga ficava pior no final do tempo de uso, o kichute era ruim no início. Os birros embaixo precisam de umas duas semanas para ficarem raspados e nivelados.

3. Bamba - Esse passou rapidamente pois do kichute a gente partia (eta mídia de mercado) para o All Star. Era o sonho de consumo de todo menino(a) pobre.

4. All Star - Logo após comprar o primeiro par All Star, vermelho, cano alto, a vontade era não tirar mais do pé!

Como expressamos aqui diversas vezes, nesse tempo havia uma magia, talvez devido ao fato de ser ainda criança chegando a fase adolescente. A sensação é que se era mais feliz a despeito das dificuldades serem maiores do que hoje em dia.
É isso.

Mais uma lembrança.

Para concluir, um verso do mestre Mario Quintana:

"Quem disse que eu me mudei?
Não importa que a tenham demolido:
A gente continua morando na velha casa em que nasceu".


RASCUNHO1966
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quinta-feira, 28 de abril de 2016

PRIMEIRA VARA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE



PRIMEIRA VARA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE
de meu tempo...

Há quarenta anos!
Ou mais...

E quem disse que era fácil?

Nenhuma onomatopeia será capaz de descrever o coro sendo castigado por instrumentos de fácil persuasão:

- Palmatória
- Cinto de couro
- Bainha de facão
- Cipó vermelho (cipó caboclo)
- Chinelo
- Palmatória
- e mais uma meia dúzia...


RASCUNHO1966
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sábado, 19 de março de 2016

RUBIÃO ME LEMBROU RUBÃO

QUINCAS BORBA - M. de Assis

RUBIÃO ME LEMBROU RUBÃO



Dizem que ler é viajar. Fazer uma viagem para lugares nunca antes navegado!
Hoje, após iniciar a leitura do livro QUINCAS BORBA, logo eu seu primeiro parágrafo surge um dos personagens - o Rubião.
Nem uma página. Nem um capítulo. E uma viagem às reminiscências trouxe à lembrança o seguinte fato.



Chegamos ao local do acampamento onde passaríamos cinco dias. Logo as tarefas foram distribuídas por turmas. Coube a mim e a outros três a gloriosa tarefa de montar a cozinha e adiantar o primeiro almoço. Quem sabe um lanche fosse antecipado para saciar a fome daquela tropa em agitação?

Os personagens, muitos, diversificados de interesses e aparências, tinham em comum uma faixa de idade. Todos menos um: Rubão. Derivado de seu nome - Rubens.

Esse era adulto sem a aparência amadurecida. Trazia um sorriso engessado ao rosto. Esse sorriso constante denunciava que Rubão portava uma divergência entre a sua idade física e a mental. Era uma criança em um corpo adulto.

Não causava qualquer incômodo. Era pacífico, falava pouco e com dificuldade, embora fosse tranquilo entender suas falas. Bastava um pouco de interesse. Tudo acompanhado do sorriso bobo.

Na agitação da montagem do acampamento, barracas, cozinha, sanitário, área para uma grande fogueira, definição do melhor lugar para um campo de futebol, dentre outras tarefas, Rubão mantinha-se acocorado ou sentado em algum canto. Onde fosse possível.

As coisas caminhavam até porque o interesse era coletivo e compartilhado. E rapidamente os resultados apareciam. Já notava-se, em poucas horas o formato que pretendíamos alcançar.

Apesar de contar com pessoas responsáveis e igualmente experientes em acampamentos nas mais variadas condições, eu não deixava de passar olhos no agito geral. Haveriam toques e apartes necessários a despeito das tarefas que me cabiam; a mim e a minha equipe de cozinha.

Tipo: lona posta como toldo/cobertura. Mesa de paus improvisada. Mantimentos arrumados. Água sendo providenciada - para beber e cozinhar. Lenha para o cozimento sendo separada e trazida para perto. Preparação das duas primeiras refeições - um lanche e o almoço. Tudo corria sem maiores dificuldades.

Foi num olhar em derredor que percebi o Rubão acocorado com um pedaço papelão; coisa de uma parte da tampa de uma caixa. Rabiscava com um pedaço de carvão. Não demonstrava qualquer isolamento ou necessidade particular.

Após algum tempo decorrido e como essa posição e atitude concentrada dele não fora alterada, por curiosidade e preocupação aproximei-me de Rubão.

Não sem um espanto agradável, de uma surpresa única, ele estivera por um bom tempo desenhando o cenário do acampamento com uma precisão fotográfica.

Saía num quarto de papelão um quadro realístico do que estávamos, como dizer, montando.

Ele apenas sorria a tudo. Convoquei a todos para partilhar do mesmo espanto.

Não conhecíamos aquela capacidade do Rubão. Era um bom desenhista e pintor.

E ele seguia apenas sorrindo... como se tudo fosse apenas uma única coisa a ser experimentada.


OZEAS CB RAMOS

sábado, 5 de dezembro de 2015

AS DEZ QUALIDADES DA MINHA MULHER


Da convivência eu deduzi essas

DEZ QUALIDADES DA MINHA MULHER

Que eu mais admiro!

1. Ela é pura.
Afinal ela nem sabe por que me bate tanto.

2. Ela é compreensiva.
Ela deixa que eu faça TUDO o que ela sempre quer.

3. Ela é boa.
Quando não preparo o almoço dela no horário, deixa que eu coma no jantar!

4. Ela está SEMPRE certa.
E quando não está... a culpa foi minha.

5. Ela é atenciosa.
Sempre volta pra ver se deixou marcas das pancadas.

6. Ela é democrática.
Ela fala; eu escuto e obedeço.

7. Ela é obstinada.
Quando começa a bater, não adianta correr. Ela alcança.

8. Ela é carinhosa.
Acaricia a mancha vermelha de cada pancada para ver saber se vai virar um hematoma.

9. Ela é justa.
"Bato muito porque merece. Se não merecesse apanhava menos".

10. E o principal.
Ela me ama! E isso, eu gostio...


OZEAS CB RAMOS
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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

MARCELO - ARTISTA DE RUA EM SIMÕES FILHO







Trabalhar "na rua" tem seus encantos e sua magia. Conhecer gente boa (e outras nem tanto), conhecer histórias de vida e gente boa com cada estória!

Hoje próximo ao centro de Simões Filho conhecemos Marcelo. Ele estava agachado pintando esse quadro (vide fotos). Me aproximei e solicitei que ele permitisse tirar fotos e mostrar aqui no face. O que ele assentiu.

Ele pinta e tenta vender suas obras ali mesmo na calçada. Sem muitos recursos não tem disponível vários pincéis e variedade de tintas (cores diversas). Estava acessível permitindo as fotos pois precisa vender esse quadro para completar um certo valor para comprar as tintas para pintar outras telas que havia deixado em sua casa. Ele pediu o "exorbitante" valor de R$ 30,00 (trinta reais)!!!

O parceiro de correria e labuta adquiriu e levou para casa. A ideia compartilhada comigo era ajudar o caboclo artista.

Entre essas e outras histórias as muitas estórias que colorem a minha vida!!!

Parabéns Marcelo!!!
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