terça-feira, 8 de março de 2016

HÁBITOS




HÁBITOS


Destampei a pouco (07:00) minha panela de pressão após o cozimento de um feijão (errei mais uma vez e deu certo!) com carne seca - charque, calabresa, toucinho, bacon, etc, e lembrei de um velho hábito. Coisas da infância, reminiscências revisitadas, prazeres estranhos, particulares, como todo ser cultiva algum hábito que cause estranheza a outrem.

Não resisti. Duas conchas e o feijão da hora foi para uma caneca... Colheradas à parte, como diria AMBraga: Hummmmm.

Quando criança essa era a maneira de "adiantar" alguma coisa no 'estombago', uma vez que era exigido que a mesa fosse posta e a refeição iniciasse quando todos estivessem assentados em seus lugares! Sofrimento da p&rr@ esperar. Uma xícara com uma concha de feijão aliviava a mardita fome até a hora da grande guerra...

Outro estranho hábito era aproveitar o caldo do cozimento do arroz, à época chamado de canja de arroz. Esse era lavado em duas águas antes de ir para a panela e fogo. Como seria escorrido ao final, o caldo que seria jogado fora era separado em uma xícara, recebia uma generosa colher de açúcar e a delícia estava pronta para ser digerida em apreciados goles.

Apesar das funções terapêuticas desse caldo, etc, era a necessidade que ditava esse aproveitar tudo maximizando o que era comprado com certa dose de dificuldades.

Hoje eu não desprezo nada... Até os talos dos temperos, sobras de cozimentos, caldos de carnes, frangos, peixes, etc, viram matéria prima devidamente separadas para sopas.

E quanto a você?




OZEAS CB RAMOS
www.rascunho1966.blogspot.com.br

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