terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O DIABO É MESMO SUJO



O DIABO É MESMO SUJO


Começo falando de um calor digno de um grande solstício de verão. E nada de linha do Equador, deserto do Saara, Maranhão ou Piauí. Simões Filho-BA cidade do meu atual esconderijo. Afinal, pobre não mora, se esconde, já se dizia isso há muito tempo como filosofia de botequim.

Calor para cá, sol esquentando a tarde para lá, e uma vontade de beber jesus (vide foto) só que, o diabo estava na esquina sem ter muito o que fazer, aproveitando que a esquina fica aqui próximo, na rua... Um litro de vodka inocente, barata, dessabem vagabundas mesmo, deixada na geladeira há algum tempo... Olhem como o diabo é sujo!





Vou ao mercado e compro dentre outras coisas, quatro 4 limões. Desses bons de caldo, verdinhos, no ponto! Ao chegar em casa aleatoriamente coloco os danados próximo a uma pequena vasilha plástica onde guardo açúcar. Pura coincidência.

Maior coincidência ainda foi abrir o congelador e ver lá dentro, na parte de trás, escondido por mais uma vasilha pet com água em estado petrificada (não tem porra nenhuma mais nessa porra de geladeira vazia) uma cuba de gelo. Olha aí a artimanha do capeta... Tudo culpa dele...





Vodka, limão, açúcar e gelo... e o "coisa ruim" na esquina sem ter o que fazer, o resultado foi duas deliciosas caipiroscas de limão... O morango é porque meu cardiologista disse para ter uma alimentação mais saudável. E a cerveja foi para rebater e espantar todo mal...

E essa história toda de bebum, me fez lembrar de um caboclo bom de prosa, lá das terras de Belo Campo. Veio menino pra capital, (aqui é região metropolitana, faz parte) logo se arrumou com as amizades. Uma dessas seu João, dono de um boteco dos baum. Vende uma mardita nos capricho. Variedade boa de se ver...

Esse caboclo de Belo Campo, seu Zé, a cada visita ao boteco de seu João, pedia que fosse servida uma pinga diferente.

E assim seu João fazia. Seu Zé pegava o copo, cuidava de dar a parte do santo que ele cumpria as penitências, e tacava um gole apreciando o paladar (até parecia que bebia vinho...). Bebia e após alguns segundos dizia a localidade de origem da cachaça.
- Essa hoje é de Pindamonhangaba. Boa!
Seu João ia conferir e lá estava gravado no rótulo: Pindamonhangaba-SP.

Lá outro dia, lá vem seu Zé...
- Essa é das minhas. Essa é de Penedo-AL.
Seu João corria e lá estava de novo. Tiro certo. Na mosca.

De tanto seu Zé acertar, seu João teve uma ideia.
- Vou colocar água numa garrafa e ver o que ele me diz, e se acerta. E assim fez. Quando seu Zé chegou, serviu a "preparada".

O homem bebeu como de costume. Provou, salivou, degustou. E seu João não aguentou e perguntou:

- Vamo homi diga logo a procedência dessa...

Seu Zé ainda precisou de mais alguns minutos e disse:
- Essa eu não sei donde é não senhor!

Seu João rindo disse: - É água...


Seu Zé sem perder a pose:
- Vixe, é isso que é água é????




Saudações! Um brinde!! Vivas!!! A quem bebe pra viver e para aqueles que vivem para beber. Se for dirigir, não beba! E se for beber nesse fim de ano, me chama miséra...
Feliz porra! Feliz Ano Novo!!!


OZEAS CB RAMOS
www.rascunho1966.blogspot.com.br

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