segunda-feira, 30 de novembro de 2015

DESEJO


Desejo
Que você se encontre
Em um olhar
Que ao te olhar
Não precise as palavras
Tão somente
Sorria!

OZEAS CB RAMOS
www.facebook.com/rascunho1966

domingo, 29 de novembro de 2015

SOZINHO? DICAS COMO ARRUMAR UM (A) COMPANHIA.



SOZINHO?


DICAS COMO ARRUMAR UM (A) COMPANHIA.


Está sozinho (a)? Puts... Sei quanto isso pode ser chato. Ainda mais quando você é convidado para sair com os amigos e os (as) infelizes estão todos (as) acompanhados de seus pares afetivos. É bem aí que a coisa pega...
Tenho uma dica. E funciona!

Arrume-se como se fosse "sair para caçar". Use aquela roupa que você mesmo, ao se olhar no espelho, fica entusiasmado. Aquela que afaga e alimenta certo grau em seu velado lado oculto narcisista. Afinal, você foi “catequizado” nos últimos tempos a “amar a si mesmo”...

Lembre que se for uma roupa leve você ficará mais confortável e, portanto, mais à vontade. A aparência conta e você logo perceberá quanto. Como dizem, é a alma do negócio.
Um dos lugares que você deve ir, em minha sugestão, deve ser uma livraria. Isso mesmo! Numa livraria dessas muitas que encontramos em shoppings centers. Vai encontrar no mínimo duas das grandes. Passe de largo apenas para ver qual das duas parece ter maior movimento. Em dias de crise, sabe como é, uma promoção atrai muita gente; o que aumenta as suas chances...

Definida a mais movimentada, não entre de primeira. Sinta o clima. Respire. Inspire-se. Pare na porta principal. Fique ali por alguns minutos. Trará confiança ter a visão total do ambiente; o máximo que conseguir ver já estará de bom tamanho. Haja como uma estrela de primeira, imponente, altivo (a) e que espera como tal ver e ser visto por quase todos ali. Esse tempo à frente é de extrema importância para o sucesso da investida. Não menospreze e se deixe perceber...

Entre vagarosamente. Nada de modos abruptos como se uma timidez agonizante lhe tirasse a paz numa hora dessa. Pacientemente avance olhando para os lados. Seu primeiro obstáculo estará logo à frente. Uma enorme pilha de livros, DVDs, etc, em destaque. Inevitável, passe por ela, circunde-a e detenha-se mais uma vez. Dobre o tempo em relação à parada anterior. Olhe o que está posto, pois as demais pessoas que estarão igualmente por ali foram atraídas pela apresentação da mesa. Logo, faz parte desse jogo de seduções ficarem algum tempo diante dela. Com esse pequeno treino você estará em condições de pegar algum livro. Eles sempre chamam atenção pela apresentação, pela capa, pelos cartazes expostos para atrair, pelo preço convidativo e porque outros também foram atraídos. O que traz algo em comum; uma necessidade encontrar coisas em comum, pois abrem perspectivas para ambos.

Procure demonstrar que você e todo aquele ambiente são como unha e carne. Vocês se completam desde sempre... Isso transmite confiança sem exacerbação. E confiança é tudo!
Folhei o escolhido e ao mesmo tempo olhe em derredor; faça com movimentos leves, entre a verificação da obra em suas mãos, delicadamente manuseada e esse olhar periférico. Repita de três a quatro vezes esse processo. Veja e se permita ser visto. Essa é a tática aqui.

Enquanto folheia observe para que lado a maioria segue. Você deve acompanhar o que diz uma amiga: “Siga o fluxo”. Isso. Vamos lá...
Gente interessante encontra-se nesse ambiente, e é, para onde você deve ir em seguida. Passos firme, determinados, como quem é parte desse universo “todo” e que se integra facilmente. Alvos ou possíveis alvos já podem ser definidos nesse caminhar. Aproxime-se. Haverá outras pilhas de livros, ou estantes com um monte deles...

Caso ocorra algum olhar direcionado para você, trate de disfarçar. Nada de permitir uma chegada logo assim, direta, instantânea. Valorize-se! Faça “doce”. Mas deixe que “a coisa” flua naturalmente. Permita-se ser abordado (a) ou tome você uma iniciativa. Por isso é importante pegar um livro destacado, correr por entre as suas páginas. Tudo isso faz parte do misancene dela vita.

Peça licença se ocorreu algum contato ainda que visual ou com troca de palavras rápidas. Volte-se para o lado oposto de onde está e ainda lá encontrará mais livros e mais gente. Mantenha seu olhar focado. Só aumente os contatos tantos visuais quanto com conversações. Amplie seu horizonte. Faça contatos de primeiro grau! E se rolar permita ser abduzido (a).

Todo esse tempo no interior da livraria, que deve ficar em torno de trinta a quarenta e cinco minutos, o que pode sim incluir ir ao café provar um cappuccino ou um expresso, é o suficiente para que tenham ocorrido trocas de toda natureza. Você viu e foi visto (a). Desejou e foi desejado (a). Trocou olhares sinceros, ouviu perguntas, deu respostas, fez perguntas, pensou coisas e possibilidades. É a hora do gran finale: decidir! Chegar ou não ao finalmente.

Se você foi seduzido (a) deixe-se ser levado (a). Simplesmente não resista e experimente o próximo passo. Se você seduziu e percebeu retorno nesse flerte tome a iniciativa e vá em frente.
Toque mais uma vez. Sinta-o. Deseje-o. Agora é a hora do toque, do sentir mais de perto e sem a necessidade de olhar em derredor. A coisa já está meio encaminhada. Se mais de um atraiu a sua atenção, permita contatos simultâneos. Consuma mais alguns minutos nessa etapa. Ela será decisiva para o sucesso de sua empreitada. Você está quase lá!

Quando houver a percepção que uma decisão pode ser arriscada, não titubei. Pegue em suas mãos, segure-o como sendo o único no mundo a experimentar essa deliciosa sensação e dirija-se ao caixa. Pago, exiba seu novo companheiro (a) para o mundo e a sua felicidade por tê-lo encontrado. Fotografe-o, posteo em suas redes sociais. Abra o verbo descrevendo as qualidades do companheiro (a) com extravagantes adjetivos: mega, top, etc.

Pelos próximos dias e horas você não estará mais só. Um bom livro lhe fará a companhia que nenhuma pessoa será capaz de oferecer. Risos, diálogos sinceros e inteligentes, viagens e passeios deliciosos, um relaxamento prazeroso semelhante a um gozo!

Em síntese é isso. Creia! Dá certo. Basta seguir a dica conforme acima.

OZEAS CB RAMOS
Imagem da Net.

sábado, 28 de novembro de 2015

LUA (QUASE) CHEIA


LUA (QUASE) CHEIA


A lâmpada
apagada;
Iluminados por uma lua (quase) cheia
que emprestava seu brilho
por entre os vidros translúcidos das janelas.
Os travesseiros
- jogados ao chão;
lençóis, cobertores
- espalhados.
De silêncio em silêncio
E aos (muitos) beijos
fazíamos poesia no corpo do outro.
Onde o melhor verso
estava em teu sorriso!
Dele vinha um gozo:
Indescritível!


OZEAS CB RAMOS
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sábado, 14 de novembro de 2015

TEMPO DE AMAR


TEMPO DE AMAR


Mandado que fui, perguntei
Ao Tempo o que ele dirá
Indago quando será o tempo
Se ainda qual tempo será?

Esperto o danado e faceiro
Com pergunta, resposta me dá:
Qual tempo perguntas ao Tempo?
O tempo daqui? Ou o tempo de lá?

Como não sei distinguir esse tempo
Tampouco sei quem saberá...
Na angustia fiquei pensativo
E terei que o Tempo esperar

Se um dia encontrarei meu amor?
Isso o Tempo não soube falar
Saindo, disse o malandro sorrindo:
É chegado seu tempo de amar!


OZEAS CB RAMOS
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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

DIVAGANDO POR AÍ...




DIVAGANDO POR AÍ...

Sentado na praça de alimentação do aeroporto em Recife, comendo duas barras de cereais e fazendo hora para a conexão rumo a São Luiz-MA. Quando atraído por uma melodia em volume agradável até para uma boa conversa, embora ali, estivesse sozinho.

Numa apresentação de seu trabalho, o cantor baiano Zigo Aguiar, radicado em Recife, passava em revista seu mais novo algum – BEBENDO DA FONTE.

Bom trabalho musical, excelente intérprete, e um arranjo primoroso, fazem de seu CD mais que recomendado.

Nessa contemplação, ouvindo boa música, fiquei pensando... cá com meu coração...

Quis culpá-lo e tentei usar um trecho de uma música “Oh insensato coração”.

Qual não foi a surpresa quando o desinfeliz não aceitou e reclamou:

- Ó paí ó. O Problema é seu e o que eu tenho que ver com isso?

Retruquei: - Que posso fazer se “o tempo todo eu fico procurando, mas ela não vem e esse aperto no fundo do peito”... “Eu só quero um amor que acabe o meu sofrer... e alegre o meu viver”. Aí pensei que a culpa...

Ele intrépido – Já pensou em fazer algo mais simples que por essa culpa em mim?

- Como assim? – perguntei.

Se isso não for “mania que dá e passa feito brincadeira”.

- Não. Não é. “É saudade sem fim”.

- Vai. Ela vai “dar uma festa na hora que você chegar”.

- Exactly. Perfect. “por isso eu vou na casa dela”.

- Isso.

- Viu?

- Viu o que?

- Vai te lascar! Tava aqui me culpando... Manezão. Aproveite e caia fora antes que você perca a conexão esperando mais uma música para completar esse seu delírio.

“Linda como uma flor, bela mais que o mar. Como um beija flor que beija sem parar. Você é linda”.

E ainda tive que ouvir de um funcionário da companhia aérea:

- Adiante que o embarque já começou!

Fui.


OZEAS CB RAMOS
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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

UMA HORA DESSAS (23:31 – 11/01/2015)...


UMA HORA DESSAS



Uma hora dessas (23:31 – 11/01/2015) e eu pensando na vida. Logo eu! Mas é sempre assim ao aproximar a data de meu aniversario começo a ser tomado por devaneios sem cura... Lembro de tantas histórias que até invento algumas estórias para aliviar as lembranças.

Uma dessas ocorreu há alguns meses quando seguimos rumo ao interior para “criar uma estória”. Vivemos por dez dias na estrada e como tivemos o que contar!

Agora estamos nos arrumando para ir mais longe. Malas prontas e a ansiedade que faz perder o sono e deixam inquietos a ambos: Eu e MIGUEL. Em algumas horas pegaremos estrada por 1.500km rumo a São Luís. Pretendemos passar uns quinze dias, até mais, até que as cobranças de saudade e a volta às aulas nos tirem o sossego.

Nem sei dizer quem está mais “angustiado” pela viagem. Eu tenho responsabilidades, mas o coitado anda “excitado” e a todo instante faz perguntas com referência à viagem.

Penso com dualidade sobre esse meu amor. Eu o quero junto a mim e esses dias nos dariam mais oportunidades de estarmos próximos como foram esses últimos anos. Penso no tanto que ele irá se divertir, das pessoas e lugares que vai conhecer. Tudo muito intenso tanto quanto intensos somos. Ainda assim, dizendo que estou pensando nele, vejo uma boa dose de egoísmo nesse meu amar... Tenho uma necessidade imperiosa de tê-lo junto a mim. E é nesse ponto que esse meu egoísmo ganha corpo: eu o trago para “meu delírio”. É ele quem vem e embarca nesse “amar”.

Talvez a vida seja mesmo assim.

Nos próximos dias virão fotos (muitas fotos) com nossas caretas e línguas, nossos abraços constantes, nossos causos sem fim...

Ele adormeceu e eu seguirei o mesmo destino! Posto que, a cada amanhecer, nós teremos muito mais sobre o que escrever.

OZEAS CB RAMOS
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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

É A HORA BRASIL


#POLÍTICA

"Deitado ETERnaMENTE em berço esplêndido"


Nosso país agoniza, como quem sente dores mais fortes que a dor de um parto com a criança atravessada, e está PARADO.

Temo que essa crise infernal dure até o ponto em que a paciência do povo brasileiro (de bem) se esgotar.

Justiça lenta, i no pe r a n t e... e comprometida com interesses diversos.

Congresso Nacional é a verdadeira farra do bumba meu boi.

DESgoverno sem nenhuma ação concreta. Entregue e vendido ao Congresso.

Oposição segue em brisa em tarde amena de outono. Até parece que eles não representam (pelo menos) a metade desse país.

Os caminhoneiros quase que sozinhos nessa luta ingrata. Povo com olhar voltado para o próprio umbigo nada faz, e quando faz, bate panelas.

Eles estão cozinhando a vida pública em fogo baixo, como quem cozinha galo velho, deixando as decisões que devem ser assumidas de imediato para 2016. Protelando geral.

Até lá essa porr@ só vai piorar. Desemprego, insegurança, saúde já era, e veremos a fome atingir uma parcela da sociedade que não vai aceitar com passividade.

Essa classe que desmerece os votos que receberam devem entender que já passou da hora de uma ação mais enérgica.

Chega de conversinhas, acordinhos e negociatas. O povo exige respeito e ações concretas.

Passou da hora dessa nação tomar rumo!


OZEAS CB RAMOS
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terça-feira, 10 de novembro de 2015

É SOBRE TI


Se me escondo por entres os versos,
revelo-me.
Se pareço louco, débil,
despeço.
Sou mesmo assim...
Embora seja apenas aparente a confusão
de meu querer desvairado.
Com tantos desejos, pura paixão
e muita felicidade
por um grande amor encontrado.
É sobre ti
Despertar que se faz na alvorada
uma nova rosa cor.
E assim, escrevendo,
Disfarço
por entre os teus lençóis
a sede de beber
da fonte do teu amor...



OZEAS CB RAMOS
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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

PARA QUE DIZER ADEUS?



 PARA QUE DIZER ADEUS?


Para que dizer adeus
Quando o que se deseja
É não estar ali
É partir de si
E nunca mais voltar?
Agora não é a hora.
Por favor, não digas nada,
Silencia e introspecta
E não olhes para trás.
Apenas vai.
Para que dizer adeus?


OZEAS CB RAMOS

domingo, 8 de novembro de 2015

SÚPLICA - NOÉMIA DE SOUZA

Imagem da Net

SÚPLICA - NOÉMIA DE SOUZA

https://pt.wikipedia.org/wiki/No%C3%A9mia_de_Sousa


Tirem-nos tudo,
mas deixem-nos a música!
Tirem-nos a terra em que nascemos,
onde crescemos
e onde descobrimos pela primeira vez
que o mundo é assim:
um tabuleiro de xadrez...

Tirem-nos a luz do sol que nos aquece,
a lua lírica do xingombela
nas noites mulatas
da selva moçambicana
(essa lua que nos semeou no coração
a poesia que encontramos na vida)
tirem-nos a palhota – a humilde cubata
onde vivemos e amamos,
tirem-nos a machamba que nos dá o pão,
tirem-nos o calor do lume
(que nos é quase tudo)
- mas não nos tirem a música!

Podem desterrar-nos,
levar-nos
para longe terras,
vender-nos como mercadoria,
acorrentar-nos
à terra, do sol à lua e da lua ao sol,
mas seremos sempre livres
se nos deixarem a música!

Que onde estiver nossa canção
mesmo escravos, senhores seremos;
e mesmo mortos, viveremos,
e no nosso lamento escravo
estará a terra onde nascemos,
a luz do nosso sol,
a lua dos xingombelas,
o calor do lume
a palhota que vivemos,
a machamba que nos dá o pão!

E tudo será novamente nosso,
ainda que cadeias nos pés
e azorrague no dorso...
E o nosso queixume
será uma libertação
derramada em nosso canto!

- Por isso pedimos,
de joelhos pedimos:
Tirem-nos tudo...
mas não nos tirem a vida,
não nos levem a música!








sábado, 7 de novembro de 2015

VELÓRIO DE ZÉ NINGUÉM - miniconto

Miniconto criado em um dos exercícios do Workshop de contos.
A palavra dada pelo escritor MARCELINO FREIRE foi "velório" e
deveria ter no máximo 50 letras, sem contar o título.

MUS EU CURTO!


SOBRE A GRANDE INDÚSTRIA



SOBRE A GRANDE INDÚSTRIA


Quem esteve comigo enquanto dirijo sabe que sou defensivo, prudente e modéstia a parte, um bom motorista. Fui multado uma vez após defeito no velocímetro de meu bate-latas. Coisa que descobri após passar acima da velocidade numa via na Av. Suburbana. Isso para quase 30 anos de carteira de habilitação não é tão mal assim. Cometo infrações como avançar um sinal vermelho quando percebo outro veiculo vindo atrás sem condição de frear caso eu o tenha feito antes. Jamais pelo gosto de burlar a lei de trânsito. Tranquilamente eu daria uma nota 9,5 ao modo como dirijo.


Mesmo com tais considerações eu teço algumas opiniões sobre o ato de dirigir:

1. Passar anos sem infração deveria trazer benefícios educativos como incentivo e modelo a ser seguido. Redução em penalidade futura, desconto em serviços no Detran ou coisa que o valha. Pune pelo erro e favorece pelo cumprimento. Essa deveria ser a didática.

2. Tenho uma sensação que o estado fica à espreita tentando me induzir ao erro. Mudam velocidades das avenidas e estradas. Implantam radares ridículos, alteram placas, o que traz uma sensação de que estão à caça de meu suado dindim, na espreita de um erro qualquer.

3. Gostaria que a sociedade se manifestasse contra essa indústria que gera multas, em muitos casos "fabricadas" com mudanças sutis e ardis. Alguém consegue explicar qual a função de velocidade de 80Km/h na BR 324 após o ponto de ônibus da jaqueira sentido Feira-Salvador, quando a velocidade da pista poderia seguir normal para trânsito numa BR?
Não há travessia de pedestres. E alegar que a pista é perigosa... Que mudem o traçado!

Eis um exemplo dessa máquina de gerar receita.


Jornal da Metrópole.
Edição 356.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

SENSACIONALISMO BARATO?


Essa é antiga. E demonstra como a visão externa de um fato, pode em sua narrativa alterá-lo até em sua essência. É, mais ou menos, como alguns jornalistas, alguns até destacados em sua profissão, narram as suas verdades. Por si só, descrever aquilo que se vê não garante a exatidão. Não carrega a verdade nessa narrativa. Quando muito, parte dela.

A estória aconteceu mais ou menos assim:

Uma senhora foi ao açougue comprar algo para preparar para o almoço. Chegando viu que o fígado estava com ótima aparência e pediu ao açougueiro que cortasse um quilo. E ele assim o fez.

Pesado, embrulhado [é companheiro (a) antigamente era em uma folha de jornal] entregou o pedido.

Atarefado com o atendimento dos demais clientes, esqueceu-se de cobrar. A senhora envolvida por suas demais tarefas a cumprir saiu sem pagar a compra. Mera distração sem nenhuma maldade envolvida.

Quando finalmente o açougueiro percebeu (lembrou) que não havia cobrado e, não havendo outros clientes para atender, saiu às pressas atrás da senhora. Saiu como estava - com o jaleco sujo e com a sua faca na mão.

Encontrado-a pediu-lhe gentilmente a quantia esquecida. Ela confusa, afirmava que havia pagado e que jamais sairia sem pagar. Nessa confusão despretensiosa criada pelo acaso, ele perde a cabeça, toma de volta o embrulho com o fígado e retorna para o açougue.

Como uma estória, ela carece de maiores detalhes e de uma máxima em si.

Porém esse evento, posteriormente narrado por uma testemunha ocular dos fatos, saiu assim:

Açougueiro furioso armado com uma faca corre atrás de uma senhora e arranca-lhe o fígado!

É desse modo que as coisas são passadas a diante. E nossa imprensa está cada vez mais especialista em dar notícias assim.

É preciso ler as manchetes, ler o conteúdo, se possível ver a mesma notícia em outro (s) jornais e revistas. Depurar tudo. O sensacionalismo está em alta em nosso país. Como se não bastasse a possibilidade do engano natural ainda há os que noticiam movidos por interesses pessoais, partidários, etc.



OZEAS CB RAMOS
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APRENDEREI


Eu aprenderei ainda um instante antes do tocar da sirene anunciando que não haverá mais aulas.
Quando todos começarem a correr numa alegria dissonante e não apreciem senão a beleza de correr sem olhar atrás.
Com sorte terei tempo de fechar a grande porta.

OZEAS CB RAMOS

terça-feira, 3 de novembro de 2015

IMPERFEITA VIVIDA


IMPERFEITA VIVIDA

A desinência que se veste de célere
E que atroz de mim se aproxima,
magnânima enfim me permita
Em qualquer canto do fausto jardim
Bem no meio de uma saudade infinita
Inda pouco antes de deixar a cena
dessa frugal e imperfeita vivida
Átimo crave com ecúleo meu peito
o que o encanto em lápide finda.


OZEAS CB RAMOS

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PRÓPRIO ESPELHO



PRÓPRIO ESPELHO


Não somos competentes para entender, sequer, a nossa própria loucura. E quando MELHOR nos aproximamos desse entendimento, a imagem que vemos brota de um espelho distorcido. Até por que não queremos ver aquilo que realmente somos (OU QUEM SOMOS).

Eu não quero ver (a mim mesmo), o espelho não vai mostrar devidamente, então fica tudo lindo, perfeito! Maravilhoso!!!

JAMAIS haverá melhor amigo/analista do que o espelho à minha frente.

É SEMPRE mais fácil olhar o outro... E para isso o melhor espelho são os meus olhos. Quando olho descortina-se, milagrosamente, o véu do outro.

Ao passo que, aquilo que é refletido no olhar alheio, é ainda mais distorcido do que revela meu PRÓPRIO espelho. A distorção proveniente de meu espelho é mais natural e preferível que o revelado pelo olhar encontrado no outro.

Desse modo, a vida então passa a ser vivida como uma bela poesia. “A poesia é um espelho que torna bonito aquilo que é distorcido”.

“Fito-me frente a frente
E conheço quem sou.
Estou louco, é evidente,
Mas que louco é que estou”?
FERNANDO PESSOA


“PORQUE AGORA VEMOS POR ESPELHO EM ENIGMA, mas então veremos face a face; AGORA CONHEÇO EM PARTE, mas então conhecerei como também sou conhecido”.
1 CORÍNTIOS 13:12,13.



OZEAS CB RAMOS
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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

SÓ PALAVRAS

Comigo
Só as palavras.
É o que tenho.
E o que eu tenho te dou.
E vo-la dou para que o teu coração
Não se turbe como o meu...
Foi por elas que encontrei a paz!
No escrevinho cotidiano
Voltei à vida!

OZEAS CB RAMOS
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domingo, 1 de novembro de 2015

COMO INTERAGIR

Clique na imagem para ampliar.

MAKTUB - QUE NADA


MAKTUB
"já estava escrito" ou "tinha que acontecer".



Somente duas coisas "já estavam escritas":
uma física - na temporaneidade intrínseca que todo ser carrega ao ser concebido, e que eu chamaria de 'peso de existir', e que chega a nós de modo incompleto posto não sabermos "nem o dia e nem a hora",
e uma filosófica - que agrada mais aos físicos teóricos - em relação aos fim de todas as coisas. E sobre essas só é possível, por hora, apenas especular, mesmo no campo metafísico.

No mais, absolutamente todas as coisas sofrem ação do tempo (naturalidade da existência), do espaço (relativo ao meio e de suas influências diretas e indiretas), e das próprias escolhas do indivíduo.

Felicidade é quando uma existência conquista com algumas de suas próprias escolhas um alinhamento com o tempo-espaço. Essa ilusão do leme nas mãos é apenas transitória. E é isso que faz da vida uma página em branco, na qual é possível que venha escrito:

Quiçá, quiçá, quiçá....

"Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo
Agora há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar"
LULU SANTOS


OZEAS CB RAMOS
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QUIÇÁ = é possível, mas não com certeza.
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