segunda-feira, 31 de agosto de 2015

RECEITA DE FELICIDADE INSTANTÂNEA



  • Pegue um copo de alumínio (aproximadamente 700ml).
  • Despeje leite condensado de baixo para a borda circundando-o.
  • Ponha gelo a gosto. Eu prefiro com muito gelo.
  • Derrame uma dose generosa de vodka previamente gelada. Eu opto por duas doses. 
  • Complete com refrigerante gelado.
  • Mexa para homogeneizar. 
  • Beba em goles demorados valorizando o paladar.
  • Repita algumas vezes o processo.
  • E seja feliz!!!

Obs.:
Em minha experiência, após o terceiro copo, a felicidade é perfeita...
Experimente!
Para manter uma vida saudável acrescente frutas de sua preferência.

OZEAS CB RAMOS

domingo, 30 de agosto de 2015

HUMANIDADE - POLÍTICA E RELIGIÃO


Acordar cedo e ler os jornais, não mais impressos e sim na nova mídia virtual, é um hábito que carrega sua implicação: Ler, criticar e formar opinião. Tem dia que essa necessidade se torna prazerosa. Nem tanto pelas notícias em si, boas ou ruins, muito mais pela naturalidade dos eventos noticiados. Seja uma lua majestosa, uma enchente, uma prisão, uma festa, etc. O natural da vida me encanta. Para a maioria leio apenas os títulos que linkam as matérias.

Entretanto, por dias, é insuportável acompanhar o noticiário - pela repetição das matérias já esgotadas de conteúdo, pela criação dos factoides (sem nenhum cabimento) pela simples necessidade de publicar uma matéria, ou ainda pela estupidez de seu conteúdo e ou comentários dos leitores. Sabe aquele tema que a imprensa só muda quando cai um avião? Ou aquele templo da antiguidade que é destruído e que atrai mais atenção que o genocídio que se segue?

Essa semana teve algumas assim. Um grupo ativista arrecadando dinheiro pela web para “salvar” alguns porcos acidentados de seguirem para o matadouro. A possível separação de famosos também esteve no editorial e destaque dos principais portais de notícias. A baboseira não tem fim nem limite.

Enquanto a humanidade segue para o “seu matadouro” ficamos embasbacados com uma cadelinha abandonada ou uma ruína ao chão. Não que esses temas não tenham a sua importância, o seu lugar no tempo e espaço, mas eu penso que outras tantas questões, ainda mais fundamentais que não são obervadas com a devida vênia.

É possível que eu carregue uma visão antropocêntrica com esse comentário. Que seja. E quando vejo um movimento migratório sem precedentes acontecendo em todo o mundo, pessoas deixando a sua terra de nascimento e se aventurando em outro país, muitas vezes como “indesejados”, não é uma cadelinha ou um pinguim perdido de seu bando que terá a minha atenção.

Por aqui temos os haitianos chegando ao norte do país. Pequeno número ao comparado com a migração que invade a Europa. O número de mortos por lá, mortes oficiais, é infinitamente maior ao número de refugiados que chegam ao Brasil. E ficamos discutindo qual estado deve ser o responsável pela acolhida.

Pessoas versus pinguins. Seres humanos versus construções ancestrais. E eu aqui preocupado com o meu umbigo “animal”...
Alguém poderá gritar que a Europa colonizou, vilipendiou e abusou dos demais continentes e agora deve pagar pelos erros do passado. Fato irrefutável. Enquanto há fatos, um maior e mais importante acontece: as pessoas estão morrendo todo dia por erros do passado e do presente. Não uma morte natural, pela causalidade da existência terrena. E para um ser, qualquer ser, ver um ente morrer à sua frente, pouco importa quem ou quando a culpa/culpados.

Nesse fato a humanidade se revela e expõe duas esferas que se independentes ou misturadas trazem a desordem atual a níveis inconcebíveis: POLÍTICA E RELIGIÃO. Elas que deveriam ser elementos de melhoria social, são antes, a causa motriz dos males que assolam a humanidade. Sempre foi assim, porém está cada vez pior. O homem sempre consegue tornar pior aquilo que não presta...

A política, em um aspecto geral, é uma desgraça. A pwrrw do poder, a ganância, revela o pior do ser humano. A religião é ainda uma desgraça maior. Revela, mais que a política, o que é verdadeiramente a essência do ser humano. Trazem os mesmos atributos que se encontra no meio político. Uma religião é melhor porque o pau do deus a quem ela presta reverencia é maior que os paus das demais divindades. A religião que carrega intolerância é qualquer coisa menos religião. A religião que impõe sofrimentos é qualquer coisa menos religião. E aqui não estou criticando os postulados da fé. Se verdadeiros ou não. Mas apenas a práxis religiosa enquanto esfera que poderia trazer algum benefício para a sociedade e não para um indivíduo isolado.

Sem a política como agente e agora sem a religião... o resultado é que estamos jogados ao deus-dará. Cada um por si e o diabo que não se meta.

Permaneço pensando...

OZEAS CB RAMOS

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

MEU ALIMENTO É ESPERANÇA


MEU ALIMENTO É ESPERANÇA

Já tive fartura de sonhos...
Isso foi em um tempo passado
Quando brotavam viçosos
À sombra das aceroleiras.

Mesmo quando havia desejos
E caminhava mais perto do sol
Nas trilhas das mangabeiras
A minha fome era de ti.

Hoje meu alimento é esperança
Renascida nos enxertos de paz
Cultivados com esmero dobrado
Antes de cada amanhecer.


OZEAS CB RAMOS

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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

SOPA DE CEBOLA - RECEITA TRADICIONAL FRANCESA



Postei anteriormente uma bela imagem de uma SOPA DE CEBOLA, receita dita tradicional francesa (CLIQUE AQUI E VEJA A RECEITA).

Provei uma sopa de cebola pela primeira vez como entrada em um almoço no tempo de meu estágio técnico na Caraíba Metais (Pólo Petroquímico de Camaçari-BA); quando ela era controlada pelo governo. Estórias de quem começa a flertar com a "boa idade"...

De um sabor surpreendente! Como gosto da cozinha como uma forma de lazer (sei MUITO pouco pra dizer que sou cozinheiro...) tratei de testar uma receita. Ficou próximo dessa que provei no restaurante da fábrica. Repeti essa receita algumas vezes ficando depois no esquecimento.

Hoje ao chegar em casa (cafofo) e com a noite de lua prenunciando aquele frio do famigerado mês de agosto (e como tem feito frio nessa terra do jornalista) e (outro e...) como a minha costela suína defumada e maturada ao molho barbecue se encontra nesse momento para além da ilha do amor (coberta pelos lençóis maranhenses)
... Tive que apelar.

Corri para a cozinha, peguei os ingredientes disponíveis em casa, e preparei uma... deliciosa... quente... maravilhosa...
caneca de café com leite, biscoito de coco (poca zói) e não satisfeito, completei com tapioca!!! Êita que sô um nordestino cabra da peste mermu! (e sem salvação...).

Quanto a sopa? Aquela francesa e coisa e tal, e tal e coisa? Vai esperar por meu amor... Posto que sopa chique sozinho é foda! (um cidadão diria: Foda não, de foder. Porque foda é bom!!!)

OZEAS CB RAMOS

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

MELHOR QUE SONHAR


Há coisas que brotam férteis em nossa imaginação. Pululam em nossas lembranças e fazem o passado, inda distante, materializar-se à nossa frente como um holograma.

Transmuta-se de tão modo, sublime, que podemos tocar nele sem que a saudade cause danos...

É a grande viagem em realidade 3D. O olhar fica distante, o sorriso brota espontâneo, e a mente é inundada de paz!

- O que você está pensando fulano?

- Nada não, nada não...

- Só umas bobagens aqui... sem importância!!!

É perder-se nos redemoinhos do próprio tempo. E é muito, muito melhor que sonhar.



OZEAS CB RAMOS

terça-feira, 25 de agosto de 2015

NO MIOLO DO TEMPO

Li durante o translado Salvador-Simões Filho. Ou seja, em uma sentada...



A PIRATA E O PAPAGAIO – pág. 107.
De um amigo


Agora quando a tarde chega,
seja terça ou seja quinta
lá na ladeira dos fuxicos,
na barra das marés,
contos e estórias
misturam-se às mil histórias.
Ouvem-se matracas e tagarelas
do muito falar da pirata e do papagaio.
São passados a fio e a miúdo
mais de um centenário de vivencias,
de sonhos, de amores e de paixões.
É quando procuramos e descobrimos
um enorme baú de relíquias
sobejado com lembranças e emoções.
Enquanto dorme o fabuloso doutor
Senhora não quer ser senhora
O aprendiz vira mestre
E o menino vira senhor...



RÉPLICA - pág. 108.
CLEO D’ÁVILA

Nas terras do Jornalista,
Mora também um poeta,
Inquieto, tagarela,
De tudo ele entende, pode crer!
Sabe contar histórias,
Vai e volta no tempo,
Junta com uma velha amiga,
Nas tardes de terça feira
Para fazer a pauta
Do que vai acontecer!
Fala a Pirata poderosa,
Ouve o Papagaio com atenção,
Sai versos, lembranças,
De belos tempos,
E tristes momentos
Do passado e do presente,
De amores e paixão,
Ecos de suas vidas,
Rastros e lamentos
Do peito e do coração.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

24/08


Um dia de sol para olhar as estrelas e redescobrir esperanças!


OZEAS CB RAMOS

24/08



2408 motivos para acreditar no impossível. E se o impossível não tornar-se real será porque eu não tive tempo para chegar lá...
Mas eu tentarei todos os dias até o último!


OZEAS CB RAMOS

domingo, 23 de agosto de 2015

CICLOS


Sou de ciclos
cheios,
de luas,
de mares,
do devir,
do ser que é.
Sou do ciclo das saudades.
Penso que sou.
Eu sou:
saudade.
É o que penso
quando reciclo
penso que sou ciclo,
do que passou
saudade.

OZEAS CB RAMOS

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

MINUTOS DE MIM

Imagem da Net.


Vivo em constante descompasso com o tempo. Hora antes, hora depois. Nunca na tal hora certa.

Meu ponteiro conta os minutos apenas para encontrar-te em seguida. É quando cruzo com a felicidade a cada hora em hora. Mas é um passar... e nunca estar.

Em tempo eu conheço a minha alegria melancólica: Feliz por tua hora sincronizada em mim, mas sabendo que tudo em segundos passará.

Nesse ínfimo instante faço minha eternidade ser real. Torno meu tempo atemporal. Convivo com meus sonhos, amores e desejos. Quase paro o tempo. Mas é ele, o tempo, quem me leva adiante. Empurra teu ponteiro e me afasta de ti.

Ele conta as tuas horas, regula teus tempos, enquanto eu, minutos de mim... A cada hora, na espera de te reencontrar...



OZEAS CB RAMOS
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domingo, 16 de agosto de 2015

LONJURAS DENTRO DE MIM


Tem hora em que a saudade
sai faceira para passear.
Vai sozinha
e me deixa aqui
compondo pensamentos vagos.
Ora ela vai a pé
diz que é logo ali
e que não precisa voar.
Noutra toma a minha mão
e me faz caminhar
lonjuras dentro de mim.

Algumas vezes revela-se amiga
mostra reminiscências
que me aproximam da felicidade
e remetem ao prazer.

Mas quando essa madona
(desgraçada)
quer ser cruel
visita lembranças de umas dores
que ainda tento esquecer.

Nesse caminhar ela ameniza
os passos lépidos
como quem sobe seu morro.
E sabe, e como sabe,
que é preciso passar por ali
onde há o grande espelho,
da vida
para somente depois me permitir voltar...


OZEAS CB RAMOS
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sábado, 15 de agosto de 2015

GENTE BOA DE PROSA E DE CAUSOS


À parte das fotografias que eu acho de tirar de coisas simplórias, sem muita importância e que de tão comuns não são notadas por uma maioria, muito da graça que encontro em meu dia a dia, de labuta e de vagabundeio, advém das conversas soltas que tenho oportunidade.

Tagarelar é um de meus dons atuais e sobre "coisas assim tipo sem muita importância" então...! O famoso jogar conversa fora, fazer o tempo passar, “deixar a vida me levar”... Funciona como “higiene mental”, faz o dia correr mais solto, traz leveza e distrai.

Encontro cada figura humana, e como digo sempre, sui generis. Pessoas que vão da extrema educação e simpatia a mais completa grosseria e antipatia gratuita. Coisa que acho normal, pois somos assim, sendo próprio do ser chamado humano. Há quem se mostre interessante, inteligente e bom de prosa. Vez por outra sou surpreendido pelos estúpidos, idiotas, arrogantes (descrição quase autobiográfica!)... Há aqueles que não estão nem aí, querem apenas o serviço solicitado e “que tudo mais vá para o inferno”. A variedade de tipos é enorme.

Ao adentrar nas casas e apartamentos, uma coisa em comum em sua maioria, é a fala: “Não reparem a bagunça...!!!” É um chavão obrigatório e dá a oportunidade do início de uma conversa e é a deixa que funciona como um quebra gelo. Ao que tento responder de modo repetitivo: - Não se preocupe!

Existem aqueles que precisam justificar o porquê daquela “zona de guerra” existir. E nessa justificativa mais a conversa segue.

Tenho sorte que esses não vejam como deixei o cafofo quando saí cedo para o trabalho. Embora, também na maioria dos casos, a bagunça não se compare em termos de volume e abrangência geo-espacial. A impressão é que alguns precisariam de uns dois a três dias para deixar a casa mais ou menos arrumada...

Numa sequência quase obrigatória, caso haja criança, é a exaltação dos dotes do infante. São mega inteligentes, hiper ativos, super falantes e comunicativos, extremamente engraçados. São o que há de mais perfeito em termos da criação e evolução da raça humana. São TOP numa linguagem maranhense.

São possuidores de tantas qualidades extraordinárias e que praticamente só existem combinadas nesses pequenos; os demais ficam numa categoria de terráqueos comuns. É a velha história da coruja que gaba o toco.

Cada um a seu tempo, vivência, interesse e necessidade, puxa a conversa que mais lhe faz sentido. Em meu caso, aproveitando que eu gosto mesmo de uma boa prosa, apenas dou seguimento. Pego a deixa e puxo a corda...

Bem, essa é a parte da prosa. Quanto aos causos? Bem, essa parte eu causo depois...


OZEAS CB RAMOS

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O ABRAÇO


Foi um abraço espontâneo que durou menos de um minuto; e não foi apenas um abraço e sim "o abraço" a minha melhor eternidade nesse dia. E ainda aproveitei para dar um beijo...

Momento em que me lembro de que as poucas tentativas de acertos de hoje não anulam os muitos erros do passado. Mesmo que esses erros não me definam mais ainda são como uma sombra escura de um eclipse solar.

É em cada abraço, mesmo que em intervalos de uma era glacial, que renasce uma esperança que colore meu horizonte com as mesmas cores do arco-íris!

A necessidade era de não largar mais, de não deixar ir, de grudar e deixar fundir... em um dia que um gesto rareado não representou um novo mico. E eu sei que não fora dado porque eu mereça, sim porque eu precise...

Fotos? Nem pensar. Filmado? Sem chance... Gravado na memória e eternizado em mim. Deixando a crença nos ciclos da vida, que gira a roda, que outro esteja por vir.

Catando esperanças alimento meu viver... sendo essa toda a minha alegria, ou pelo menos, os dois terços que me é permitido experimentar.



OZEAS CB RAMOS
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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

JAMAIS E NUNCA


Jamais te encantes
por uma flor que,
murcha e desbotada,
não carregue mais seu cheiro...

Nem pela árvore
estéril
cujos frutos caem pecos
antes mesmo de cada manhã...

Tampouco pela mata
ressecada
que não se renova
nem permite o ciclo da vida...

Nunca te fatigues
pela árida terra ressentida
que não te alimente
os mais utópicos sonhos.

Jamais e nunca
se iluda
com um sorriso imaterial,
nem por um olhar
distante
do seu olhar...

Não desejes
um corpo frio
indiferente a teu calor.

Em nenhum tempo queiras
um amor
sem a loucura correspondente
da paixão!


OZEAS CB RAMOS
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

MEU INCONSCIENTE


Meus atos falhos cotidianos
Encaminham para pena capital
O que deveria ser perpétua prisão
Em meu inconsciente!
É quando me dou conta
Do que é imortal em mim!


OZEAS CB RAMOS

terça-feira, 11 de agosto de 2015

SIGO ASSIM, DEVAGAR, E SEMPRE, E SEMPRE...


A alma feliz o rosto entrega. Solta um sorriso bobo e espontâneo com um olhar brilhoso inconfundível e inigualável!


Ando feliz porque até o meu deserto tem oásis, minha árida terra seca pradarias e estepes. Feliz apesar de... Embora muitos "apesar de" é o que torna essa felicidade mais gostosa de curtir. Não é um sentimento ou uma percepção da ausência dos problemas, das dificuldades, do querer perto quem está longe...

Não é uma abstração com efemeridade. É antes, uma sensação de que um vento bom começa a soprar na mesma direção que anseio seguir...

E eu que já corri contra o fluxo natural, já bati de frente com a tempestade, naveguei contra os ventos e a maré alta, viajo agora ao sabor do vento bom!

E olhem que toda tempestade deixa após passar um rastro de destruição. Mesmo assim, é possível limpar a eira, ajuntar os cacos, reconstruir edifícios e remontar toda uma vida.

Sigo assim, devagar, e sempre, e sempre...

"Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei"


OZEAS CB RAMOS
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domingo, 9 de agosto de 2015

FELIZ DIA DOS FELIZES


FELIZ DIA FELIZ

O papo cabeça de hoje foi...
- negão você gostou de meu presente?
- claro carniça.
- então, como eu te dei presente do dia dos pais, quero saber o que eu vou ganhar no dia das crianças...
- fdp!!!
Um outro abraço raro completou o meu dia!


















sábado, 8 de agosto de 2015

ONLINE


E criamos grupos
Grupos dos grupos
Comunidades
Comunidades em grupos
No face
No zap
Por aqui e aqui.
Pessoas da pessoa
Se unem, ajuntam-se
Em si
Cada um na sua
A vibe é estar só,
isolado, distante,
dentro de grupos
em aparente segurança.
Compartilhamos tudo
A cervejinha gelada,
a pizza,
O chocolate não engorda...
Online!

OZEAS CB RAMOS
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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

ANTIGAMENTE... E AINDA HOJE.


Antigamente (eita coisa chata de falar...) ouvia um programa na Rádio Sociedade da Bahia (AM-740) chamado VAMOS ACORDAR COM A SANFONA E A VIOLA, apresentado à época por ELIAS ALVES.




Programa seguia pelas ondas do rádio iniciando ainda sem o sol que surgia e a gente já estava ouvindo as modinhas sertanejas, música caipira da melhor qualidade. Seguiam-se abraços do apresentador para seus ouvintes mais fiéis e ele lia recados que eram mandados para os quatro cantos do estado.

Era em muitos casos o que aproximava as pessoas de seus queridos distantes e sem outros meios de acesso como telefone e até mesmo de cartas escritas de próprio punho.

Trazia uma nostalgia como se eu houvesse nascido e crescido na roça, no campo. Sou natural de Santo Antonio de Jesus, criado nos primeiros anos em Nazaré (chamada Nazaré das farinhas) e vim para Salvador ou como se dizia vim para a capital, aos seis anos. Logo sou metropolitano de vida e apenas nascido no interior. Mas é como se fosse da roça de tanto que gosto de uma...

Adooooro campo, sertão, terra, bicho (gado, galinha, etc), flor, pedra, mato, plantação, esterco do gado, e gente que vive em derredor disso tudo! Adooooro chuva, sol, nuvens, chuva molhando a terra, e o cheiro que disso é exalado e de gente que goste disso tudo também!

A nostalgia é a mesma desse tempo que ficou na lembrança, quando diariamente acordava cedo e ouvia o programa radiofônico.

Hoje em dia revivo e realimento esse gosto porém de um modo moderno. Ligo o notebook, acesso um site qualquer, escolho uma playlist e passo a cuidar na vida ouvindo ao fundo a música que toca on-line indefinidamente... Verdade que não tem a magia da locução ao fundo, nem das interações que ouvia. Nesse momento ouvindo Em algum lugar do passado com Chico Rey e Paraná.

Carrego ainda outras lembranças, outras tantas saudades desse tempo... Como dizia um grande mestre, sobre isso trataremos a posteriori.


OZEAS CB RAMOS

www.rascunho1966.blogspot.com.br


Veja também: http://rascunho1966.blogspot.com.br/2013/10/ouvir-radio-prazer-de-um-quase-velho.html

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

FILME - NA NATUREZA SELVAGEM




Peguei carona em uma dica aqui no Face e estou vendo o filme NA NATUREZA SELVAGEM (into the wild). Nem bem começou la película e já fiquei "a pensar"...

Como pode alguém deixar a segurança, o conforto, e sair por aí???...

Ao menos um dia todos fazem isso. De algum modo todos saem por aí. Embora não torne a loucura distinguível, como dizia um amigo, mudar a direção e ou sentido pode ser apenas uma questão de vetor.

Será contramão essa loucura? São tantas outras loucuras e como saber qual a loucura aponta para o tal caminho certo? O sucesso? O dinheiro? O bem estar??? E porque todos esses itens, mesmo quando reunidos, não trazem como garantia a felicidade e a paz? (Não para todos...).

Penso que entendo "aqueles que vão"... ao menos, tendo um pouco dessa loucura, posso compreendê-los ainda que em parte.

Não li o livro e ainda não terminei de ver o filme, não sabendo como ele termina, porém, como quem ama a estrada e sabendo que a hora se aproxima, preciso meu seguir...

OZEAS CB RAMOS

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O Trio Do Brasil Ex Trio Parada Dura 40 Anos

Modão, Caipira, Sertanejo, Catira, Forró, Pé de Serra,
Eis o que eu gosto de ouvir...
É por aí...



terça-feira, 4 de agosto de 2015

FECHE A PORTA




Feche a sua porta
Enquanto não me encantei
Por tua passagem...
Sou afeito às entranças
Dos caminhos sinuosos.







OZEAS CB RAMOS

Fotografia de uma ponte que liga Dias Dávila ao município vizinho Mata de São João.

Logo após a ponte uma série de curvas...


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

FILME - UMA LONGA JORNADA


Pouco mais de duas horas de um belo filme.
Uma longa Jornada...
Gênero - Drama

Recomendo o filme e uma amiga logo recomendou um livro do Nicholas Sparks: O MELHOR DE MIM. Confiram!!!



domingo, 2 de agosto de 2015

SAMBA DE RODA - CACHOEIRA



"Eu não sou daqui / Eu não tenho amor / Eu sou DA Bahia / De São Salvador"

Que diabos deu eu nem sei dizer, mas bateu uma vontade (danada) de correr num samba de roda, lá depois da ponte de Cachoeira/São Félix... Talvez a doce lembrança daquela "véa desgraçada" que humilhava a quase todos sambando e girando, girando, girando toda feliz e esquecida das suas dores (fazem quase quatro anos isso)...

Deixar as palmas e os batuques fazerem mais efeito que o álcool que correria nas veias e pisar as sandálias ainda havaianas na calçada colonial. Caminhar a passos lentos, como desce o rio, até a feira e comer uma boa feijoada, não sem antes provar aquela (uma colher) maniçoba!!!

Aceitar os dois dedos de boa prosa feita no melhor alambique e correr para roncar na sombra de duas belas jacarandás-coxas da negra mais saliente que São Félix ousou permitir nascer. Vão mesmo dizer que estou ficando velho e só iria roncar...

À tarde subir a serra, lamentar com nostalgia desmedida o por do sol prás bandas de Conceição da Feira e pegar rumo até acordar de um belo sonho...

Pois sonhar ainda é permitido e gratuito e eu ainda posso pagar!!!
https://www.youtube.com/watch…


"Tô melado, tô melado
Tô melado meu amor...".

"Ô Siriri, Ô meu bem, Ô Sirirá
Roubaram o meu amor
E me deixaram sem amar
Eu agora arranjei outro
E quero ver você tomar".

OZEAS CB RAMOS

sábado, 1 de agosto de 2015

DIVAGAÇÕES


Escrevo como uma criança,
com pouca coordenação motora,
retira fios embaraçados de um baú muito fundo.

OZEAS CB RAMOS
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