quinta-feira, 16 de julho de 2015

AFINAL, FOLGA PARA QUE?



AFINAL, FOLGA PARA QUE?

Ahhhhhh!!! Finalmente um dia de folga. Não que alegue cansaço; muito mais pela possibilidade de fazer coisas diferentes do dia a dia. Uma chance de rever os amigos e filhos. De fazer uma higiene mental com um merecido dia de não fazer pwrrwnenhuma!

E eis que ainda à noite tomo providencias para o dia a seguir: Desligar despertadores, por em VIBRAR o bendito celular e cama. Nem mesmo ficar secando a carniça de Itinga, o famigerado incolor, me animou a ficar acordado até mais tarde.

Ledo engano número um. O fdp do relógio atômico interno me acordou como de costume e invariavelmente faço as cinco da madruga. Nem havia acontecido a solenidade de entronização do sol no horizonte (daqui pelo menos). E vem o engano número dois: Daria para vencer esse problema tentando ficar mais algumas horas no colchão. Tentando, pois ficar mesmo só alguns minutos.

Resolvidas primeiras pendências de um corpo letargo, a fome chega “de com força”. Carne seca frita com temperos e cenoura, cuscuz de milho e arroz e uma boa xícara de café.

É hora de por o dia para correr. Ideias de como aproveitar ao máximo as horas a seguir alternam numa mente ávida por alguma atividade prazerosa. Afinal era para ser um dia de folga, um dia diferente!

Esqueci-me de “fazer combinação” com o tempo e a chuva caia em intervalos regulares. Muitas nuvens pesadas ajuntavam-se até que chover fosse o mais natural dos fenômenos indesejados de primeiro grau! Pensava ainda alguns palavrões quando me dei conta que a pia estava com aquela pilha de pratos e panelas usadas no preparo do café da manhã. Uma vez as mãos na água fria, uma bacia com roupas deixadas de molho na noite anterior mereceram atenção imediata. Roupas no varal para aproveitar o vento forte e constante e quiçá alguns lampejos de raios do sol. A casa grita aos prantos pedindo a ação enérgica de uma vassoura que há dias ela não vê passar. E uma manhã inteira de um dia de folga foi para o anonimato da existência humana chamada passado. E eu ainda me recuso pensar em coisas como almoço e contas a pagar...

Quando você folga durante um dia de semana deve lembrar que a humanidade inteira está trabalhando. Aquela coisa de “vou marcar com os amigos para uma cervejinha” e por o papo em dia é, via de regra, impossível de ser levada a cabo. Sem falar que aqueles que estão online no FACE e/ou no ZAP estão ocupados pois estão “trabalhando” − Estou no trabalho. Depois falamos. Abraço.

E aí, após uma longa pausa no pensamento causada por um olhar distante vendo a ação do vento sobre as roupas no varal, chego a uma quase trágica conclusão: que vontade de estar trabalhando!!!

Afinal, folga para que?



OZEAS CB RAMOS
www.facebook.com/rascunho1966

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