sexta-feira, 22 de maio de 2015

FILTROS DA MORAL - somos todos monstros!


Somos seres estranhos quando a MORAL entra no jogo da vida. É esse comportamento uma de nossas diferenças com os outros animais. Tanto que ao agir um numa afronta ao moralismo de um grupo, não raro, é atribuído a esse a alcunha de "ANIMAL" quando não de "MONSTRO", como sendo aquele desprovido do senso moral comum do grupo a que faz parte.

Todos temos nossos filtros, eles combinados, reunidos, identificados, criam a moral do grupo, estabelecendo o que é permitido e o que não o é.

Moral e ética, ética e moral. Um leva ao outro. Some-se os conceitos religiosos, políticos, etc. Construímos nosso agir-aceitar-recusar a partir desses entendimentos. Mas não aceitamos enquanto indivíduo o cabedal de preceitos morais como um todo. Fazemos nossas escolhas e nos tornamos uma unidade de conceitos moralistas. Criamos e exercemos TOLERÂNCIA ou INTOLERÂNCIA a partir dessa autoconsciência.

E o que é tolerância? Quando sou tolerante? 
A TOLERÂNCIA segundo o Prof. Dr. Clóvis Filho é “a virtude que nos leva a aceitar pensamento, discurso e comportamento do outro que não aprovamos”. Sendo a INTOLERÂNCIA a ausência, no todo ou em parte, dessa virtude. Elas são exercidas nas relações com “um outro”. Não sendo atribuídas e relacionadas com “não tolero essa cadeira” ou ainda “não tolero esses dias de muita chuva”. A tolerância ou a falta dela exige outro ser humano, de manifestações contrárias à nossa para vir a ser. O professor ainda pontua que tolerância se exercita quando não concordamos com as manifestações do outro. E só assim, e ainda assim, convivemos.

Um exemplo de pouca importância mais que traz luz a problematização proposta.
Você posta um vídeo de um acidente com vítima, com sangue e pedaços de gente para todo lado (grifos meus) e compartilha em meu feed aqui no FACE. Eu posso ser tolerante X intolerante. Posso excluir, ocultar, ver, gostar, etc. E nada disso revelará qual a minha idiossincrasia. Mas como eu não gosto de ver essas cenas, faço um comentário pedindo que você não compartilhe esse conteúdo. Há quem queira ver, eu nunca! Aceito seu direito de publicar em seu espaço (Tolerância), mas exerço o meu direito de não vê-lo em meu espaço (intolerância). Uma intolerância leve, educada, social. Pois se você insistir com publicações dessa natureza eu poderei ir de uma série de palavrões, exclusão do contato, e até um safanão! Intolerância total. Quanto a você, pode tolerar ou não o meu comentário...

Tolerância é exercício com o outro.
Percebe-se que há um limite individual. Cada ser reagirá de acordo com a sua conveniência, trato social, etc. ir de uma para outra pode ser questão de um fio de cabelo.

Problemas diferentes com reações de tolerância e intolerância diferentes que tornam esse exercício particular. Comoções diferentes nas redes sociais e na mídia:

Um cidadão menor, faltando um dia para completar 18 anos, mata outro jovem numa tentativa de roubo. O foco vai para o menor, tratado quase como coitadinho e até infantilizado. Defensores da tese de não aumento da maioridade penal infantilizam o cidadão e quase perdem a atenção da vítima e de sua família. Mudamos o centro da discussão e o assassino torna-se a parte “mais importante”.

Outro caso recente, condenação de uma senhora após agredir um cachorro. Nesse o foco é o animal. Indefeso, coitado, desprovido de condições de defender-se. E haja mídia e falação sobre esse cachorrinho.

Toleramos um assassino e não toleramos uma agressora a um animal.

Entendo, entendo, entendo. São dimensões e problemas diferentes. Calma! Porém, e evidente, que avaliamos as situações com desmedida, que no mínimo, com desmedida atenção.

É assim que essa nossa moral nos aproxima daquele (no início do texto) a quem nominamos de animal e monstro. Nossa moral nos coloca como animais em muitas situações quando exercemos essa virtude ou a ausência dela.

Quando sou tolerante? Até que ponto? Pratico e desenvolvo essa virtude em meu viver de modo consciente?

Se você leu até aqui meu obrigado pela atenção. Fica a deixa para seus comentários...

OZEAS CB RAMOS
www.facebook.com/rascunho1966

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