sábado, 30 de maio de 2015

TODO BRILHO QUE VEM DE TI



TODO BRILHO QUE VEM DE TI


Desde que conheci as tuas esmeraldas
Tu impregnas em mim mais primaveras e verões
Do que os anos pelos anos passados.

Após seu advento, o sol levanta-se ainda mais cedo
E com morosidade se posta todo fim de tarde,
Prolongando os meus dias!

Quando noite, ainda és como uma lua
E percebo todo brilho que vem de ti.


OZEAS CB RAMOS
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sexta-feira, 29 de maio de 2015

POEME-SE


Pare.
Pare um pouco.
Não diminua seu ritmo; não!
Pare.
Sente.
Relaxe.
Feche os seus olhos.
Viva um instante por outros sentidos.
Inspire.
Respire.
Fique mais um pouco nesse processo.
Esvazie-se.
Esvazie-se de si, de mundo...
Inspire-se.
Reconecte.
Reconecte a si
E também ao mundo.
Artifique-se.
Poeme-se!
E volte a viver...

OZEAS CB RAMOS

quinta-feira, 28 de maio de 2015

VOVÔ CORUJA!!!


Enquanto ele fazia pose e eu tentava tirar as fotos usando o celular, passa um idoso caminhando lentamente apoiado por uma bengala, e manda essa:
- Vovô coruja!!!
E eu, alma boa que vai para céu, respondi:
- Minha brocha ainda pinta companheiro. Não é meu neto. É filho caçula...
Ele ainda tentou remendar a coisa, olhando para mim e dizendo:
- É ainda está novo para ser avô...
Rimos, e antes que a conversa prolongasse partimos!

Broxa = pincel de pintura, para caiação...
Brochar = quem não sabe, espere seu dia chegar...

OZEAS CB RAMOS

quarta-feira, 27 de maio de 2015

PORQUE SOMOS TODOS VIOLENTOS E VIOLÊNCIA


“Para que serve a piedade, senão para apagar a face do delito?” Hamlet
PORQUE SOMOS TODOS VIOLENTOS E VIOLÊNCIA

Simões Filho está uma cidade sem freios, nas mãos da bandidagem e por conseguinte insegura para se viver. Até aí você dirá: Grande novidade e como se fosse exclusividade da cidade onde você vive. Acontece que segundo uma pesquisa nós estamos no topo nacional quando o assunto é mortes por armas de fogo e quanto ao número de jovens assassinados. Number one!

Convencionou-se afirmar que Simões Filho era local de desova. As mortes em sua maioria aconteciam em Salvador e demais cidades vizinhas e o descarte dos corpos aconteciam aqui. Penso que essa seja uma meia-verdade que ficou no passado não refletindo os números e os fatos da atualidade.

Números são números e podemos contestá-los com argumentação retórica, porém o que tenho visto acompanhando sites locais é que essa realidade mudou. E somos sim uma cidade violenta.

Os casos só aumentam e com a mídia e as redes sociais esse conhecimento fica quase em tempo real. Isso aumenta a sensação de insegurança. As pessoas já estão saindo com o dinheiro trocado e um celular mais velho para o caso de serem abordados na rua ou nos coletivos.

Olhamos para a violência como se ela estivesse à parte de nós. Os outros são violentos, “eu não”! Por que somos todos violentos e violência?

1. Enquanto ela não nos atinge de modo pessoal ou em alguém próximo de nós, a nossa reação aos casos dos demais é de pura piedade. Nos comentários aos anúncios de um novo caso de violência é comum uma reação: “Oh! Meu deus, onde isso vai parar?” ou: “Coitado(a), tão jovem!”. É quando o problema é apenas do outro e ficamos por aí.

2. Quando acontece conosco ou aos nossos próximos a resposta é uma “justa indignação” e as palavras repetidas: “queremos justiça”! Para os outros PIEDADE, para nós JUSTIÇA.

3. É comum uma indiferença enquanto não somos atingidos pela violência. O foco é viver a minha vida, afinal sou senhor de minha vida. E cada um que faça o mesmo. Essa minha apatia social ajuda a manter as coisas como estão. As autoridades não são abaladas a deixarem seus assentos e gabinetes e se porem na rua para resolver o problema. E assim contribuímos indiretamente para que a violência se perpetue, em especial até que ela me encontre.

4. Não há mais nem espanto com os casos de assaltos e mortes posto que atinge em sua maioria relacionadas com jovens com um perfil bastante definido: preto, pobre e periférico. Nós chancelamos essas mortes com um argumento ridículo – “são drogados ou traficantes”. Como se todo jovem negro, pobre, da periferia, fosse usuário de drogas ou com ela estivesse envolvido. Os jovens estão morrendo e nem isso nos afeta mais. Chamamos a todos indistintamente de sacizeiros. Excluídos obviamente os nossos filhos. Não damos olhar para essa situação e assim contribuímos para ações inexistentes ou ineficazes das autoridades. E a violência só aumenta por conta dessa passividade.

Em resumo, o que quero dizer, é que nossa indiferença em relação a essa violência toda é uma das causas dela só aumentar.

Quando muito temos transferido para uma divindade a nossa responsabilidade e é assim que a maioria de nós tem agido.

É hora de repensar essa nossa atitude, antes que a violência nos encontre a nós e/ou aos nossos próximos.

E isso tem que acontecer já!


OZEAS CB RAMOS

terça-feira, 26 de maio de 2015

FILHOS E A RETÓRICA SOFISTA


- Pai, o teste de ciências acabou e eu não respondi as duas últimas questões. Não deu tempo.
- E por que você não respondeu?
- Me diga se você responderia: Explique o que é um ser vivo e um componente natural?
- Eu tenho filho que ler seu livro de ciências para responder.
Após algumas tentativas de explicar o inexplicável, chegamos ao cerne do problema. Ele não havia estudado para o teste. O que eu, argumentando, repreendi de imediato.
Como menino(a) besta nasce é morto, esse sabidinho sem vergonha, tentou me colocar numa situação defensiva:
- Pai, você não me disse outro dia que é normal errar?
- Não seu porrinha! Errar seria normal se você mesmo estudando antes do teste não acertasse as respostas. Estudar e tentar. Se errasse eu acharia normal, sem problemas, e iríamos ver onde errou e quais as respostas seriam corretas.
- Mas pai, mesmo assim não daria tempo!?!...
Ugrrhhhhhhhh

OZEAS CB RAMOS

segunda-feira, 25 de maio de 2015

AMOR SEM RIMA


Agora
eu quero
um amor
sem rima.
Aquele amor
Que conheci
Rimava
Com dor
Um amor
assim
Que não dura
Loucura
Flor que fura
Perdura
A morte
Enfim
O fim
Fulgura
Acabou.


OZEAS CB RAMOS
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domingo, 24 de maio de 2015

PERISTALSE 2/2

Apesar de ter muito conteúdo disponível na "internet" em todas as áreas do conhecimento, a maior parte desse é igual, em sua essência, ao resultado intrínseco da peristalse.
Aí você, entre tantas imagens como na parte 1, frases publicadas completamente fora de seus contextos, citações compartilhadas sem os devidos créditos de autor e origem, você pensa que já viu de tudo...
Surgem os vídeos ditos engraçados! Esses são uma pérola à parte. Todo mundo querendo ser comediante do Faustão! E saem por aí produzindo pérolas como essa, de um estimado valor para a formação de uma sociedade sadia e econômica.
E "tudo isso" compartilhado de tal forma que se torna viral.
...

PERISTALSE 1/2


Pérolas encontradas e compartilhadas no Facebook.

PERISTALSE 1/2

Apesar de ter muito conteúdo disponível na "internet" em todas as áreas do conhecimento, a maior parte desse é igual, em sua essência, ao resultado intrínseco da peristalse.
É uma inteligência e perspicácia, temperada com um humor nessas fotos!!! Uma reminiscência do falecido e famigerado Orkut e que aqui só não é pior visto que o Face não permite ainda (apenas no messenger) os Gifs animados.
Uma baboseira com desmedida imbecilidade!!!






















FILOSOFIA DO AMOR


Que tenho eu de ti
Além da lembrança fixada
De teu perfume doce
Pulverizado com descaro
Em teus cantos torpes?

A quem quero além de ti
Posto que a tua graça
Compraz a minha alma
Sendo tu a causa
Da minha exultante alegria?

Quem sou eu sem você?
Encontrei em teus movimentos
O meu vir-a-ser
E nele a chegada do amor
Com o qual te amo!


OZEAS CB RAMOS

sexta-feira, 22 de maio de 2015

FILTROS DA MORAL - somos todos monstros!


Somos seres estranhos quando a MORAL entra no jogo da vida. É esse comportamento uma de nossas diferenças com os outros animais. Tanto que ao agir um numa afronta ao moralismo de um grupo, não raro, é atribuído a esse a alcunha de "ANIMAL" quando não de "MONSTRO", como sendo aquele desprovido do senso moral comum do grupo a que faz parte.

Todos temos nossos filtros, eles combinados, reunidos, identificados, criam a moral do grupo, estabelecendo o que é permitido e o que não o é.

Moral e ética, ética e moral. Um leva ao outro. Some-se os conceitos religiosos, políticos, etc. Construímos nosso agir-aceitar-recusar a partir desses entendimentos. Mas não aceitamos enquanto indivíduo o cabedal de preceitos morais como um todo. Fazemos nossas escolhas e nos tornamos uma unidade de conceitos moralistas. Criamos e exercemos TOLERÂNCIA ou INTOLERÂNCIA a partir dessa autoconsciência.

E o que é tolerância? Quando sou tolerante? 
A TOLERÂNCIA segundo o Prof. Dr. Clóvis Filho é “a virtude que nos leva a aceitar pensamento, discurso e comportamento do outro que não aprovamos”. Sendo a INTOLERÂNCIA a ausência, no todo ou em parte, dessa virtude. Elas são exercidas nas relações com “um outro”. Não sendo atribuídas e relacionadas com “não tolero essa cadeira” ou ainda “não tolero esses dias de muita chuva”. A tolerância ou a falta dela exige outro ser humano, de manifestações contrárias à nossa para vir a ser. O professor ainda pontua que tolerância se exercita quando não concordamos com as manifestações do outro. E só assim, e ainda assim, convivemos.

Um exemplo de pouca importância mais que traz luz a problematização proposta.
Você posta um vídeo de um acidente com vítima, com sangue e pedaços de gente para todo lado (grifos meus) e compartilha em meu feed aqui no FACE. Eu posso ser tolerante X intolerante. Posso excluir, ocultar, ver, gostar, etc. E nada disso revelará qual a minha idiossincrasia. Mas como eu não gosto de ver essas cenas, faço um comentário pedindo que você não compartilhe esse conteúdo. Há quem queira ver, eu nunca! Aceito seu direito de publicar em seu espaço (Tolerância), mas exerço o meu direito de não vê-lo em meu espaço (intolerância). Uma intolerância leve, educada, social. Pois se você insistir com publicações dessa natureza eu poderei ir de uma série de palavrões, exclusão do contato, e até um safanão! Intolerância total. Quanto a você, pode tolerar ou não o meu comentário...

Tolerância é exercício com o outro.
Percebe-se que há um limite individual. Cada ser reagirá de acordo com a sua conveniência, trato social, etc. ir de uma para outra pode ser questão de um fio de cabelo.

Problemas diferentes com reações de tolerância e intolerância diferentes que tornam esse exercício particular. Comoções diferentes nas redes sociais e na mídia:

Um cidadão menor, faltando um dia para completar 18 anos, mata outro jovem numa tentativa de roubo. O foco vai para o menor, tratado quase como coitadinho e até infantilizado. Defensores da tese de não aumento da maioridade penal infantilizam o cidadão e quase perdem a atenção da vítima e de sua família. Mudamos o centro da discussão e o assassino torna-se a parte “mais importante”.

Outro caso recente, condenação de uma senhora após agredir um cachorro. Nesse o foco é o animal. Indefeso, coitado, desprovido de condições de defender-se. E haja mídia e falação sobre esse cachorrinho.

Toleramos um assassino e não toleramos uma agressora a um animal.

Entendo, entendo, entendo. São dimensões e problemas diferentes. Calma! Porém, e evidente, que avaliamos as situações com desmedida, que no mínimo, com desmedida atenção.

É assim que essa nossa moral nos aproxima daquele (no início do texto) a quem nominamos de animal e monstro. Nossa moral nos coloca como animais em muitas situações quando exercemos essa virtude ou a ausência dela.

Quando sou tolerante? Até que ponto? Pratico e desenvolvo essa virtude em meu viver de modo consciente?

Se você leu até aqui meu obrigado pela atenção. Fica a deixa para seus comentários...

OZEAS CB RAMOS
www.facebook.com/rascunho1966

quarta-feira, 20 de maio de 2015

FILHO DE UMA PUTA!



Estava acompanhando um programa policial numa tarde dessa quando ouvi o apresentador falar em tom irônico e perplexo: - Quem iria assaltar um senhor desse? Nessa idade? – Ele se referia ao caso apresentado como sendo de um assaltante “monstro” que além de roubar ainda agrediu um idoso. Foi quando me lembrei desse acontecido.

Aqui onde moro em Simões Filho-BA, tem um caboclo que sai todos os dias para vender. Baixa estatura, sempre ligeiro no caminhar e aparentando ter pouco menos que sessenta anos. Pelas ruas grita seu produto com orgulho. Sendo um dia: - Olha o sonho! – em outro dia: - Pastel e banana real! Nunca perguntei qual a lógica mercadológica dele vender produtos diferenciados de modo alternado. A gente nunca percebe qual produto ele vai passar vendendo.

Hoje sai por dois reais e cinquenta centavos cada peça. Há sonho com goiabada ou com doce de leite. E quantos às bananas, ele entrega com e sem açúcar. Das possibilidades eu só não experimentei o pastel. Considero deliciosos os outros tipos provados e aprovados.

No horário que passa anunciando seus produtos, sempre depois das quinze horas, a fome já aperta a alma; chova ou faça sol lá vem ele.

Eu penso e valorizo todo o seu trabalho. Presumo serem sessenta peças todo dia. Sair e comprar os ingredientes. Iniciar e preparar cada peça. Arrumar e percorrer as ruas para vender e somente aí poder voltar para casa e contar com o lucro disponível para satisfazer as necessidades pessoais.

Ele é normalmente um sujeito de poucas palavras. Conversa o essencial para processar a venda e parte a toda, pois sempre há gente chamando logo à frente. Mas nessa tarde não somente parou para conversar, mas contou uma história que seria engraçada se não fosse trágica, e apresentava um olhar desolado...

Vinha ele como sempre o faz quando um sujeito na rua o indagou: - meu chapa, você troca cinquenta reais? – o que ele misturando bondade e ingenuidade parou para ajudar o tal. Baixou ao chão a sua guia de venda, procurou no bolso o volume maior de dinheiro que leva exatamente para servir de troco e se pôs a contar o dinheiro. Iria atender àquele dito. Quando o interlocutor apresentando uma arma de fogo anunciou tratar-se de um assalto. Tomou todo o trocado, pegou ainda algumas peças para comer e mandou que o vendedor saísse correndo para não morrer.

A não ser que você pense como Robin Hood, há de concordar ser mesmo um monstro todo aquele que impõe a outro uma situação como essa. Independente da idade, sexo, porte físico ou condição social da vítima.

Por aqui ainda dizemos mais: Filho de uma puta!!!

OZEAS CB RAMOS

Hórus e Jesus

terça-feira, 19 de maio de 2015

SUCO NA CAIXINHA OU COMPRAR FRUTAS FRESCAS?



POBREZA FILOSÓFICA:
Suco na caixinha ou comprar frutas frescas?

Esse mundinho tecnológico, superficial, gera uma "vida" comprada em delivery e que deve ser consumida in natura. Pobre em essência, sem alma e, portanto, “sem vida”. Vida sem vida.

Desprezamos o conhecimento ou a busca desse por formações adquiridas prontas, que formam mais não educam o indivíduo, apenas incutindo nesse as ferramentas para entrar no processo de “ganha pão”. Que propicia a falta de tempo para as coisas básicas da existência, até mesmo ser feliz, e exalta por certo tempo essa mesma falta de tempo. Esse haverá de encontrar no delivery o suprimento necessário para outros males: a falta de tempo e a sensação de incompletude com a nefasta infelicidade. Estarão disponíveis os livros e palestras de autoajuda, que por um preço módico, ele poderá adquirir e ainda mais moderno, os instrutores de COACH. Ê palavra bonita! Ambas as soluções (livros e palestras) oriundas de iluminados que com tempo necessário, além de certa dose de esforço pessoal e muita sorte, descobriram “as chaves” do universo, da felicidade, da vida saudável, dentre outras. Sendo elas, e é só olhar para o semblante constante desses sempre sorridentes, felizes e muito bem apresentadas, que podem agora compartilhar com você toda a sua descoberta. Um achado! Você não precisa pensar nessas descobertas maravilhosas, basta comprá-las.

Se essa linha moderna não resolver os seus problemas mais ulteriores há ainda outro delivery, de acesso fácil, que pode oferecer uma saída.

Há um caminhar de uma divindade(s) em sua direção. E mais uma vez há quem por uma obra dessa casualidade divina ou por sua livre e soberana tenha escolhido alguns para essa nobre missão de apresentar a você as chaves do paraíso. Paraíso que pode sim começar aqui na terra, mudando a sua vida como você sozinho e isolado não conseguiria. Essa pessoa igualmente ou até mais iluminada pode lhe ajudar nessa nova caminhada. E olhe que essa benesse de uma nova vida há de perpetuar-se por “toda a eternidade”. Não estamos mais falando em felicidadezinhas ou flash delas. Eternamente feliz. E isso significando completude do ser. É você perfeito homem, maduro, completo e feliz! Carnês, dízimo e outras modalidades não são pagamentos, tratando-se de ajuda para que esse processo não morra de inanição financeira. Afinal, outros deverão ser alcançados...

Grandes fascínios para alguém mergulhado em seus próprios dilemas. Abrir a caixinha e beber aquele suco de frutas pronto para ser ingerido ou levantar-se e ir à feira da cidade comprar frutas frescas?

Não serei radical. É possível adquirir comodamente dessas caixinhas acima e se sentir reposicionado frente às grandes questões. Óbvio que sim. Ler um jornal, uma revista, uma boa conversa, uma contemplação, um livro e até um livro dito sagrado. As formas que podem fazer um ser intuir a si mesmo são muitas e válidas. Mas no delivery não há esforço. E mantemos o circulo vicioso de depender de outrem.

Saímos de uma concepção mitológica, evoluímos o pensamento à forma da razão com os filósofos, e estamos na era dos novos pensadores. Numa proporção que encaminha o homem para o “não pensar”. Muitos produziram conceitos e mitos. Alguns filósofos. Menos pensadores modernos. Em um futuro próximo nenhum pensamento novo, a não ser aqueles que advenham do googleanismo tecno-filofósico. Pesquise e ache. E se mesmo assim você não encontrar as respostas que precisa, haverá um “alguém” disponível para deixar numa delivery próxima a sua casa...

Apagamos a chama do saber. O Arché (arque) não é mais importante. Pensar para que se temos muito pensamento produzido anteriormente? E para que o esforço da mente se há um livro ou palestra que conseguiu resumir as chaves de que tanto precisamos?

Recomendo que veja um vídeo ou leia algo sobre o MITO DA CAVERNA de Platão. Já será um bom começo... Ou vá ao delivery!

OZEAS CB RAMOS

ILMA - E O MAR


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Hórus, deus sol egípcio

GRACIOSA MAESTRIA


Quero ler as notas quentes
Arpoadas na pauta de meu corpo
Que sem piedade escreves
Com tatuagens apaixonadas
Em cada noite de amor.
Teu corpo cabocla linda
É diapasão para meu instrumento
Desejar tocar-te nos quatro cantos
Regido por tua graciosa maestria.
Agora vem amor
Vem musicar meu coração
No embalo do vai-e-vem frenético
Do gozo e do grito:
Bravo! Bravo! Bis. Bis...!!!


OZEAS CB RAMOS
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domingo, 17 de maio de 2015

SILÊNCIOS


SILÊNCIOS


Calo a minha pena no exato instante
Que compreendo atônito
O quanto sou incapaz de traduzir silêncios...
E deixo o palco antes da próxima cena
Em que atores com panelas barulhentas
Ecoam um mundo de preces de passado
Sem as traduções de um novidadeiro.


OZEAS CB RAMOS
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sábado, 16 de maio de 2015

ATIVISTA


MEMBRO é defensor ativo da NATUREZA em toda sua plenitude. É duro, firme, quando age no exercício do dever. Membro vive engajado. Quando se mete em uma atividade entra determinado e com força. Quando finaliza, sai com elegância, com noção plena do dever cumprido. Membro gosta do que faz e canta em verso e prosa quando percebe que a natureza expõe todo seu fulgor.

É apreciador da mata atlântica e não nega essa sua preferência. Vive pedindo que deixem a mata crescer. Ele adora quando avista um cume coberto. Membro curte fazer trilhas e adentrar seus espaços e afirma sempre encontrar mel e que dele alimenta-se. Quando caminha pela mata e descobre uma gruta, pequena, média, grande, úmida, quente, exulta ainda mais com tal eco sistema. Sendo absoluto admirador dessa beleza e esplendor.

Porém Membro sabe o valor das pradarias, das terras baixas, sem vegetação. Sabe que ali o vale também esconde sua beleza, ficando mais visível sua protuberância e singularidade. Na planície o vento corre livre, e em seu sulco também correm vida em abundância. Quando descobre uma aguada se joga de cabeça, mergulhando sempre com prazer renovado.

Membro vive a natureza em sua plenitude qualquer que seja a forma em que se apresente. Visita com freqüência tais ambientes, seja percorrendo seus caminhos por sua porta de entrada natural como freqüentemente penetra por trás. Basta achar espaço que permita tal investida. Membro afirma que por trás se tem uma nova visão e uma nova motivação para sua atividade.

Ele adora ser sacudido por novas idéias. Entende que o vai e vem permite que cresça enquanto observa seus objetivos futuros. Quando tem seu ego afagado, motiva-se facilmente. E quando satisfeito pelo exercício a que se propõe, membro explode de prazer e alegria. É aí que põe para fora o seu melhor.

Cumprida sua árdua tarefa, Membro recolhe-se enquanto já pensa na próxima missão.
Ele não descansa!

OZEAS RAMOS

sexta-feira, 15 de maio de 2015

ELA




Ela encheu a minha aljava
Com tantos desejos proibidos
Que ao cupido desvairado
Faltaram setas para me atirar.
Deu-me tantos sonhos
Que dormir já não era preciso
E guardou a flor amarela roubada
De uma noite eterna
Para uma borboleta enfeitar.
Criou novas asas
E alçou voos infindos
Rumo ao horizonte das palavras.
Ela é...
A metade ilusão em meu querer.

OZEAS CB RAMOS

quinta-feira, 14 de maio de 2015

DE UM JEITO PECULIAR ELA ME AMOU


Cansado eu só pensava em tomar um banho rápido e me jogar na cama. Nem a adrenalina de um dia estafante e corrido encorajavam a qualquer outro pensamento que não fosse apagar na cama. E quando lembrava que acordaria madrugada para outro dia de trabalho era essa ideia a mais correta e prudente.

Cheguei a casa e corri para o quarto a fim de dar cumprimento, mas ela tinha outras intenções para a noite. Não retrucou sobre meu cansaço declarado limitando-se a dizer:

- Deixe que te ajude a tirar essa roupa. – O meu estado por si só permitia que ela agisse.

Tão logo despido me conduziu ao banho, e por mais comum que fossem as próximas cenas, era inusitado para mim. Não era tomar banho juntos, ela queria me dar banho. Abriu o registro de chuveiro, tomou uma bucha vegetal e iniciou a lavagem. Percorria meu corpo com tanta diligência e cuidado que eu quase durmo em pé. Uma massagem com a bucha e a outra mão ensaboando. Sentia um tesão enorme e isso acendia meu desejo. Entretanto não era esse o caso. Era amor transformado em cuidado. Penso que agora entendo o que sentiu Jesus quando Maria Madalena, em tom erótico, massageou o carpinteiro com óleo e depois secou com os cabelos o nazareno.

Sentia cada percorrer; não havia canto que não fosse tocado. As sensações eram amplificadas pelo aliviar do cansaço. Ensaboado e lavado pela bucha era hora do enxaguar. As suas mãos, sem pressa alguma, ajudavam a água na remoção da espuma do sabonete. A água fria não incomodava nem um pouco. Meu pênis ereto era desprezado pelo fim a que estava destinado aquele banho.

Livre da espuma eu tive o corpo atendido pela toalha. Eu apenas olhava para ela. Ela pouco falava e limitava-se a conduzir; era dela aquele momento. Ela se apresentava como companheira que cuida.

Concluída essa etapa fui colocado deitado na cama. O ar condicionado deixava a noite quente mais amena. O silêncio não trazia nenhum incomodo. Uma toalha cobria cintura e coxas. Os pés livres agora recebiam a atenção dela que, usando tesoura e alicate, fazia a assepsia que há muito necessitava. Resmungava algumas bobagens como quem indicava um “não querer querendo”. Ela não estava nem aí...

A tesoura ainda prestaria outros serviços. Cabelos na orelha, narinas, região púbica, iam sendo dizimados. Uma limpeza ímpar. Enquanto imaginava o que sucederia, pensando em uma transa deliciosa, eu adormeci. Deitado nu, de papo para cima, eu apaguei.

Quando na madrugada ainda escura em despertei, o sol em mim brilhava como nunca antes havia brilhado. A meu lado ela adormecida, serena, não desconfiava as marcas que eu levaria dali quanto àquela noite. De um jeito peculiar ela me amou!

OZEAS CB RAMOS

MINHA PROSÁPIA




O tempo meu amor
Corre a passos largos
Em sentido contrário
A meu caminhar
Julga esse projetar-se
Sobre a minha prosápia
Silenciando meu tagarelar
Impressiona-me a sua fúria
Determinado a encontrar-me
Enquanto eu...

OZEAS CB RAMOS

CONTINUA
se ele não me encontrar...


quarta-feira, 13 de maio de 2015

EM TEU OLHAR




Encontrei em teu olhar
Doce e meigo
O aconchego que me fez
Perder a pressa em ser feliz... 

OZEAS CB RAMOS

terça-feira, 12 de maio de 2015

EU CHEGAREI AO MAR

EU CHEGAREI AO MAR



Sou como água fria
(Do rio Jaguaripe)
Que desceu ladeira abaixo
Em desabalada correnteza
Molhou em derredor
Encharcou uma terra estéril,
Abriu caminhos e deixou em feridas
Umas tantas erosões.
Nessa desenfreada descida
Havia uma cachoeira
Bela e imponente
(De baixo intransponível
De cima assustadora).
Por onde eu deveria seguir...
Precipitei-me nas pedras
Mas até elas ficaram para trás
Cumpri meu destino e segui...
Eu chegarei ao mar
De onde, apenas, olharei para trás!

OZEAS CB RAMOS

 Nazaré - BA (chamada de Nazaré das Farinhas)

Nazaré - BA (chamada de Nazaré das Farinhas)

segunda-feira, 11 de maio de 2015

NA CHUVA...


Há traquinagens que definem se você teve infância ou se é apenas mais um sobrevivente no planeta terra. Uma dessas "coisas" é correr e chutar as poças que a chuva forma ao cair!

Eu estava anestesiado por ele em tom de brincadeira séria ter dito que "o aplicativo pai cuida de seu filho" referindo-se ao modo como cuido dele. Logo eu um merda-mortal cheio de defeitos, tantos incontáveis, ser compreendido por ele como um "aplicativo" de cuidado. É como ele percebe não sendo nem a mais pura verdade e longe de ter alguma perfeição. Aliás, está aqui nosso segredo: a perfeição não é necessária em nosso amor. Podemos ser o que somos.

Voltando à traquinagem...

Fui buscá-lo na escola e logo na saída uma chuva torrencial nos fez esperar por quase uma hora em uma loja no caminho para casa. Encontramos um pai com sua filha da mesma idade dele. Papo correu solto enquanto esperávamos a chuva cessar.

A insistente só diminuiu e por pouco tempo. Aquele engano que motivado pela fome nos fez retomar a caminhada. E assim fomos apanhados pela chuva que voltou com força. Já não havendo onde fazer nova parada tratamos de apertar o passo. Foi quando me lembrei do aplicativo pai!

(Ele estava de chapéu, com outra camiseta além da farda da escola e com um guarda-chuva).

Falando com ele e lembrando. - Filho, uma brincadeira boa quando se é criança é correr na chuva e chutar as poças que ela forma pelo caminho. Pois quando a gente cresce fica cheio de besteira, de cuidado, e de medo de pegar doenças...

E assim, correndo e chutando, rindo feito bestas seguimos até o cafofo. Logo, logo, não seremos mais crianças e aí...


OZEAS CB RAMOS

sábado, 9 de maio de 2015

DOWNLOAD FOUCAULT


Os livros de Michel Foucault para download.

http://geffoucault.blogspot.com.br/p/livros-para-download.html

Já baixei a História da Loucura na idade média.

UM NOVO AMANHECER




Na planície, diante do sol luzidio
Deixei ali o olhar distante
Que me levava ao infinito de minha alma
E afirmava um vazio sem fim...
Deparei-me com a finitude do meu ser,
Travei vitoriosa batalha contra a traiçoeira solidão
E assim pude ir à busca por meu eu.
Revivi...
Mesmo sem as cinzas revivi.
E percebi que olhava apenas para dentro de mim
E o que aconteceu enquanto guerreava minha jihad?
Vi que meus erros haviam paridos novos erros
E davam crias sem parar
Aniquilando a vida em derredor.
Olhar atrás é sentir a dor duas vezes
(Olhar o resultado dos próprios erros é dor infinda...)
Vendo que a minha cidade estava destruída e vazia
Eu precisava seguir...
Onde estariam os meus?
Já cansado pela longa caminhada
Ansiava pela noite e sua brisa
Quando ela, a lua em brilho e perfeição
Roubou a atenção e para o alto me fez olhar
Renascia em mim a esperança
Meu sertão voltava a ter luar!
A noite será longa...
Mas eu agora tenho a paciência necessária
Para vencê-la e esperar um novo amanhecer!
Nessa esperança eu descanso em paz!

OZEAS CB RAMOS

NO FINAL...


No final, todas as coisas são apenas flores numa tentativa quase desesperada de aliviar a dor da caminhada e fazer olhar para frente. E tudo, absolutamente tudo, fé, ciência, razão, material e imaterial, transformar-se-á em "pó".
Um aponta para um futuro, enquanto o outro busca incessantemente desvendar a gênese. Até o presente momento, de concreto e factual, apenas o pó...
O agnóstico apenas contempla a ambos e se entrega ao senhorio do tempo.

OZEAS CB RAMOS

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Os Quatro Cavaleiros do Ateismo



Os quatro...
Vejam em especial a partir de 58min.

Como agnóstico declarado eu não entendo esse proselitismo desses senhores a não ser pelo dinheiro que recebem vendendo livros e fazendo palestras. Para mim a fé não diz nada de mais "palpável" ou crível, mas é igualmente verdade que a ciência pouco prova. Há limites ainda impostos e talvez muitos desses jamais sejam devidamente esclarecidos.
Embora prefira o conhecimento à fé, entendo que esse também traga suas limitações...

OZEAS CB RAMOS

sábado, 2 de maio de 2015

ENTRE COQUEIROS


CONTO ERÓTICO
Texto de cunho erótico e conteúdo adulto. Caso você se ofenda com esse material evite a leitura. Grato



ENTRE COQUEIROS

Parte 1

Caminhava à procura de um lugar para beber alguma coisa, beliscar um tira-gosto, matar um tempo naquela noite de céu estrelado e brisa agradável. Quem sabe e com alguma sorte uma companhia feminina igualmente caminhasse desprovida de destino?

Após cruzar um longo trecho entremeado de coqueiros como típico em todo nordeste, quase ao final daquele quarteirão encontrei um bar com música ao vivo e resolvi buscar assento. Pedi uma cerveja com o exagerado “bem gelada”. O garçom atencioso deixou um cardápio e sugeriu bolinhos de bacalhau como uma opção. O que acolhi e após dois copos de cerveja ingeridos chegaram os deliciosos bolinhos. Petiscava e já pedia outra garrafa. Ao longe as pessoas andavam de um lado para o outro sem muita pressa. O local era uma novidade e buscava me encontrar. Outras mesas ocupadas com gente que se fechava em torno deles próprios. A cerveja era então a companhia possível e deliciada.

Tentei dar atenção ao artista que se apresentava mais ao fundo, com um violão e muita boa vontade em agradar. Tocava MPB e era acompanhado pelos escassos expectadores mais atentos às suas conversas. Foi nesse ínterim que fui surpreendido por duas belas jovens que sem cerimônia sentaram à mesa. Ofereci que me acompanhassem na bebida e logo estavam bebendo e dividindo o que restou dos bolos de bacalhau. Pedi mais uma cerveja e elas rindo de soslaio tentavam explicar o que faziam por ali.

Eram amigas e segundo elas estavam precisando de dinheiro para ir a Aracaju. Diziam que a praça ali estava saturada e não estavam mais faturando como antes. Ia entendendo o que faziam quando quase em uníssono ofereceram seus préstimos. Duas lindas moças, razoavelmente bem vestidas, maquiagem discreta e sorrindo todo tempo. Insistiam em um programa a três, assim as duas receberiam pelo trabalho ofertado. Precisavam de quarenta reais, sendo vinte para cada. Até brinquei com elas dizendo que não tinha dois pênis, não vendo sentido em transar com duas mulheres. Não lembro se foi falta de fetiche ou de dinheiro. Insistiam e o jeito foi apelar para a preferência e escolher a morena dos cabelos pretos em detrimento da loira. Mais duas cervejas animavam a conversa e a troca de boas mentiras quase verdadeiras. Vez por outra a oferta do ménage voltava ao foco.

Uma vez que a minha preferência tornou-se clara, a moça loira se despediu com presteza deixando a amiga que me acompanhava no que seria a nossa última cerveja. Atenciosa e profissional ela já fazia uns afagos e trocávamos carinhos. Eu ouvia dizer que essas moças não beijavam em serviço e não coloquei a informação à prova.

Logo discutíamos onde seria o programa e eu pensava que não conseguiria acesso ao hotel em que estava hospedado. Ela que conhecia a área me informou de uma pousada ali próximo. Paguei a conta incluindo uma dose de uísque e tão logo sequei o copo seguimos rumo a tal pousada. Mãos dadas como se conhecidos fossemos seguíamos sem muita pressa. Distava duas quadras e à medida que caminhava me dava conta de estar em uma rua desconhecida, com pouca iluminação e com uma companhia igualmente desconhecida. Os riscos foram deixados de lado com a ajuda da bebida e com a vontade de dar uma trepada. A calma veio com a chegada a pousada.



Parte 2 - continuação

Era uma velha casa transformada para atender a necessidade de pousar e oferecer períodos como seria esse meu caso. Uma senhora gorda estava no que sugeria ser uma recepção e me entregou uma chave, respondendo com boa noite à nossa chegada. Pagamento feito antecipado garantia o acesso.

O local parecia vazio, sem outros hóspedes. Não havia movimento nem barulho que denunciassem outras pessoas no recinto. O quarto ficava logo ali na sala como um quarto de casal. Entramos e verifiquei o lençol trocado e duas toalhas limpas sobre a cama. Travesseiros e fronhas estranhamente limpos. Não haveria privacidade, pois a casa era de telhado e não tinha forro sequer. O uísque bebido minutos antes faria esse detalhe ficar inofensivo. Estava disponível sobre um frigobar um litro de conhaque. Tratei de por uma dose em um copo e dei cabo em dois goles.

Fui direto ao banho me preocupando em esconder a carteira que guardava algum dinheiro. Em seguida a bela morena entrou para seu asseio. Não muito tempo estava aos amassos na cama, quando me dei conta que não tinha preservativos disponíveis. Sob o efeito do álcool ingerido sai pelado do quarto para pegar camisinhas. Sem nenhum espanto a senhora me entregou duas.

Ao voltar para a cama minha companhia ria enquanto recomeçava seu desempenho. A quase ereção transformou-se em pau duro com a maestria da jovem. O delicioso boquete fora completado com algo novo para mim. A camisinha fora colado à boca e à medida que chupava meu pau ela ia colocando. Por pouco ela não teria encerrado os trabalhos. Fui quase ao gozo.

Ela era linda. Linda mesmo. Cabelos pretos, pele limpa sem marcas ou tatuagens. Jovem e experiente no serviço de dar “amor”. Seus pelos pubianos aparados davam à sua vulva um convite especial para fodê-la e como já estava armado deitei-a sobre a cama e me pus sobre ela penetrando-a. Ela fazia movimentos com as pernas e me acariciava com seus braços sempre ágeis. Suas mãos iam de meus cabelos até meus culhões. Ela trabalhava com maestria. Eu me concentrava em penetrar uma buceta quente e úmida até que o clímax me levou ao gozo. Fazia oito dias que não dava uma trepada. Precisava gozar. E gozei.

Deitados ela ainda fazia carinhos e puxava assunto. Enquanto falávamos tomei outro banho agora junto com a moça. Seus seios duros e com bicos rosados me excitavam mais uma vez. É uma pena que puta não beije na boca. Bem que eu tentei, mas ela esquivava-se usando a sua língua para roçar da minha orelha a meu cacete que já mostrava querer mais sexo.

Uma pergunta que fiz pois termo a meu desejo incontido: vai rolar anal? O que ela respondeu de modo irônico e até cínico. – “Vocês homens só pensam em cú. Mas cú quem dá é viado. Não dou nem mesmo para meu namorado”. Ela não oferecia em seu menu de serviços esse item. Eu olhava para a bunda pequena e bem torneada, apertava as nádegas, mas ela era irredutível. E o anal não rolou. Tive que me contentar com sua performance em cima de mim.

De volta para a cama, de pau duro, doido para comer aquele cuzinho que devia ser mesmo apertado, e a moça negava sem remorso. Em compensação ela cavalgava em cima de mim, mudando de posição freneticamente. Ela queria meu gozo o que encerraria aquela noite. Eu que após a primeira gozada permanecia mais tempo ereto tratei de aproveitar os préstimos da gostosa. Apreciava seu belo corpo e guardava na memória para posterior punheta. Foi por esse tempo que o gozo chegou sem que eu desejasse.

Não demorou e a linda já estava vestida como quem pedia pressa para sairmos dali. Ela queria receber o seu soldo. Vesti a minha roupa, coloquei no bolso as duas camisinhas usadas, e saímos conversando até o ponto do encontro no bar.

Conversamos ainda um pouco mais e ela me contava de seus planos em Aracaju. Já em frente ao bar ela me ofereceu um beijo rápido e com um sorriso no rosto, o mesmo sorriso que havia quando ela e a amiga se aproximaram, ela seguiu. Eu tomei meu caminho de volta ao hotel e por entre coqueiros apreciava a noite e o efeito da lua sobre o mar. As jangadas descansando na areia da praia enquanto lentamente seguia meu destino.

Foi só aí que despertei desse sonho estranho! O dia amanhecera e era hora de ir trabalhar...
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