quinta-feira, 30 de abril de 2015

INFINITOS


Nosso amor
É medido e contado
Em exagerados números
Cheios de infinitos.

OZEAS CB RAMOS
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quarta-feira, 29 de abril de 2015

ALFABETIZANDO

10/01/2014


- Pai, adivinhe a palavra que eu escrevi?
E eu sei Miguel?
- MATA.
... Algum tempo depois...
- Pai, adivinhe a outra palavra que eu escrevi?
Como vou saber encrenca?
- SOL
Deixe-me ver...
No papel, um desenho do sol, e escrito:
COU.

Feita a devida correção, o sol apareceu, e logo escreveu no verso
SOLDADO.
E assim caminha a humanidade.

OZEAS E MIGUEL



OZEAS CB RAMOS
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terça-feira, 28 de abril de 2015

REFLETIR ÀS VEZES AJUDA..


Todos têm fé. Todos nos mantemos fiéis ao longo da nossa existência a algum/alguém/alguma coisa. Real ou relativo ao transcendente cada ser exerce a sua fé conforme lhe apraz.
Logo não há o que criticar quanto à fé alheia. Ela existe nessa pessoa e para ela é suficiente. Explicada, racionalizada ou não.
Os argumentos são válidos e é com ele que são baseados os convencimentos do interior/íntimo.

Para um ser pragmático, racional, cartesiano, niilista e simplista como eu, a fé se manifesta nas leis universais e naturais, na esperança com certeza que a estabilidade do cosmos se manterá. Fé nas relações pessoais. Fé baseada na razão.

Para outros tantos, maioria inclusive, a fé vem pelo assentimento (ainda que racionalizado também) dos sentimentos, pela experiência dos sentidos que transmitem uma "certeza" inabalável de que as coisas são de acordo com o que sentem. Aqui a fé é baseada nas emoções (leia antes que afirmo que essa manifestação de fé vem acompanhada da razão).

Quando alguém me diz que sentiu, eu consigo dar crédito a uma boa quantidade desses. Eu vejo verdade em suas experiências relacionadas à fé. Excluam-se os sem vergonhas que existem em qualquer área da vida. Aqui estou falando de Gente!

Encaro como verdade essa expressão pública e acalorada da fé. Eu penso que ele experimenta mesmo aquilo que diz.
E aí você me pergunta com presteza: - Por que então você não sente motivado a responder a essa fé que até diz admirar?

Eu entendo e aceito que essa pessoa valorize a sua experiência. Entendo que haja honestidade em sua vivência, mas não é o sentir um AFERIDOR da fé. Nem mesmo a razão o é. Sentir e crer piamente não transforma em VERDADE os postulados de uma pessoa mesmo que essa seja de extrema piedade. Não determina que realmente exista algo do outro lado. Eu nem mesmo creio em outro lado, alma, espírito, deus, demônio, etc.

Seria necessário mais que por crença em um bocado de enunciados tidos oriundos de certa divindade...

Para lembrar:
Tomados apenas os principais grupos religiosos no mundo, os 3 maiores, há uma probabilidade que 66% dos fiéis serão condenados ao INFERNO.
Basta que seja visto pelo ponto de vista de um dos lados, 2/3 estarão condenados...

Refletir às vezes ajuda...

OZEAS CB RAMOS
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DIAS PASSAM AÇODADOS

06/01/2014

Meus dias passam açodados
Meus pensamentos voam
Tenho alma traquina, inquieta
Viajo para tantos lugares, tempos e mundos
Nas volto constantemente ao passado
Ele ainda está comigo.
Encontro-me a todo instante nesse ir e vir.
Só a minha retórica é nova.





Só a minha retórica é nova
E renova-se a cada manhã
Basta que passe um vento
A sua brisa em mim!



OZEAS CB RAMOS
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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Nico & Vinz - Am I Wrong [Official Music Video]



Para ouvir, ler e pensar!

"Am I Wrong
Am I wrong for thinking out the box from where I stay?
Am I wrong for saying that I choose another way?
I ain't trying to do what everybody else doing
Just cause everybody doing what they all do
If one thing I know, I'll fall but I'll grow
I'm walking down this road of mine, this road that I call home".

NOSENSE


Estive revisando conceitos. Vivo revendo e revirando meu entulho.

Meu niilismo só encontra um certo grau de alinhamento com alguma coisa do budismo, enquanto essa "doutrina" nada diz sobre o passado (excetue-se a parte do brahmanismo) e não aponta um futuro além morte. Ou seja, enquanto trata do escopo físico e diária da existência humana.

Presume a felicidade como sendo um bem a ser alcançado e vivido aqui. Não exclui a realidade do viver cotidiano e ensina "meio sem querer querendo" que não há uma divindade a ser seguida e/ou temida.

Não compreende nem mesmo o aceticismo como válido, embora não condene quem assim deseje viver. Aliás não condenar é uma práxis budista.

Aponta sem fundamentalismos que se busque a si mesmo mas não torna o homem o centro de tudo. Tudo é tudo. Tudo está em tudo.

Talvez por esses e outros fatos muitos se permitam viver uma outra crença (até ocidental) e paralele conviver com a prática do budismo.

Penso que as minhas convergências fiquem por aqui.

Continuo rejeitando a fé histórica e ainda mais com esse fundamentalismo exacerbado dos últimos trinta anos. Encaro a finitude e o acaso como naturais e é com essa "fé" que sigo...

Sou dos poucos que você conheceu/conhecerá que tenha cometido tantos erros. Beijei a estupidez e em seu ombro recostei a minha ignorância... Pago caro por esses erros todos, mas não irei estupidificar os meus dias finais.Quero ser melhor... Irei ser melhor! Porém, jamais, por uma via religiosa/religiosidade. Porque isso é para mim: NONSENSE.

OZEAS CB RAMOS
27/04/2015

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PORRA NENHUMA


Ozeas Ramos

DEUS UM DELÍRIO, O VÍRUS DA FÉ - Dawkins



Questionar a fé alheia não traz luz e nem dá respostas para as questões que ambos jamais poderão responder. Argumentos corretos como aqueles que são apresentados pelo Dr. Dawkins não mudam a percepção dos religiosos pois as  questões que serão levantadas na contramão e que a ciência que ele representa igualmente não encontrará respostas satisfatórias.
A fé diz pouco. A ciência também.
Vejam com olhar crítico, qualquer que seja a sua opinião...

OZEAS CB RAMOS

domingo, 26 de abril de 2015

VAI ENTENDER?!?

Chega ser engraçado, inusitado:
Sou muito criticado exatamente pelo que mais sou elogiado!
Vai entender?

OZEAS RAMOS

sábado, 25 de abril de 2015

EFEMERIDADE


Vejo nuvens a todo instante. Busco por elas, fotografo e grafo seu passar. Às vezes parecem paradas e aguardam que use a câmera para perpetuá-las.
Quando criança era fascinado e via formas que hoje sei que “eram coisas da minha cabeça”. Como dizem os tais “estudiosos especialistas”...
Engano deles; eu ainda vejo formas. De duas uma: ou meu cérebro é tosco mesmo e eles têm razão ou a meninice em mim perdura até o dia de hoje. E como é gostoso quando meu menino grita: - Olhe pai... - e aponta para as nuvens.
Eu que nem preciso de céu, vejo-o passear por aqui. Não transcendo, nem o farei, mas aceito a mesma efemeridade das nuvens...
Afinal, eu também estou passando!


OZEAS CB RAMOS

sexta-feira, 24 de abril de 2015

PALESTRA - TEMOR E TREMOR - LEANDRO KARNAL





Compartilho mais uma palestra do Leandro Karnal. Essa sob a tutela do livro Temor e Tremor do filósofo dinamarquês Sören Kierkegaard que foi publicado em 1843.

Ambos, o livro e a palestra mostram-se importantes para serem lido/assistido. A contextualização do Leandro como sempre é um destaque.



OZEAS CB RAMOS

PALESTRA - OS VELHOS E OS NOVOS PECADOS - LEANDRO KARNAL



Para aqueles que tiverem tempo e interesse em uma das melhores palestras de Leandro Karnal. Um historiador brilhante, contextualiza sem excessos os pecados, humaniza com uma noção atual o modus operandi de nossa sociedade.
História - Sociologia - Teologia aplicada - Filosofia.
A apresentação não traz caráter religioso nem antirreligioso.

Convido os amigos para assistirem com atenção redobrada.

DISSE AMO-TE


Escapou
Sem querer
Ato falho, ato findo.
Eu disse: Amo-te.
Meu querer-te
Muito
Em descontrole em mim
Amo-te desde outrora
Quando havia despretensão
E ainda distancia
Do tempo primevo
Digitado
Fascínio em sedução
Traído pelo desejo
Revelado

OZEAS RAMOS
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quinta-feira, 23 de abril de 2015

SER ITINERANTE

29/04/2013

Inadequada desadequação
Equação que não fecha
Como roupa que não veste
E me deixa nu na multidão

É ser não ser constante
O não pertencer a essa vida
E não ser daqui acolhido
Sendo mero itinerante

Na época errada nasci
Ou desse mundo não sou
Pois nada me agrada
Só encontro sentido em ti


OZEAS RAMOS
www.facebook.com/rascunho1966

ESPERA


Eu vejo o silencio
que há em teu olhar
e ouço os horizontes
nos vórtices cinzas
em tua fronte.

E saiba tu,
o que agora te avilta
ficará na próxima curva
da manhã...
Inda antes do sumiço
da densa neblina.

Como és cintilante
breve brilhará teu sol.

Aquieta teu coração
e espera...
E floreia teu coração
com brotos tenros
de viçosa esperança!

OZEAS CB RAMOS

quarta-feira, 22 de abril de 2015

REVERÊNCIA AOS AMIGOS

Imagem da Net. Quadro de tarsila do Amaral.
REVERÊNCIA AOS AMIGOS
29/03/2013

Há amigo que, se bem soubesse, surgia inimigo.
No momento da apresentação, no que dissesse muito prazer, ele já retrucaria:
...
- Nada! Sai fora!
Por que após tornar-se amigo, (aqui pensei um palavrão!) até os defeitos somem.

Você sabe. Você vê. Você convive. Mas de alguma forma milagrosa, você ignora os defeitos de seu amigo, pelo menos, a maioria dos defeitos (Não dá para ignorar as bufas que ela solta durante o dominó... Não é Maria Silva ?).
Para efeito de comparação, é o mesmo encanto e milagre do começo de namoro! Lembram?
Só que, com o amigo, isso perdura!
Amigo te entende, mesmo quando você mesmo não consegue.
Ao amigo, não se abre apenas a feição. Abre-se a vida, a casa, a companhia, os momentos bons e os momentos difíceis.
Amigo é aquele que surge na hora da festa sem convite. É figurinha carimbada. Mas é também aquele que chega na hora da dor sem que você o chame. Quando não é preciso dizer nada. Ele apenas surge para estar ao lado.
Amigo é parente com upgrade!
De que adianta correr DNA, se são sempre esses que sempre atiram a primeira pedra? Primeiras, segundas, terceiras pedras!?! Sempre!?!
(Longa pausa no pensamento...).
Por fim, amigo não tem raça, cor, partido nem credo. É só amigo.
Eu tenho amigos. Amigos virtuais, presenciais, de perto, de longe, mais e menos chegados.
Amigos como os meus, a gente não menciona: Reverencia!

OZEAS RAMOS
 

NA HORA ULTIMAR



NA HORA ULTIMAR


Que permita essa minha vida
De insanas folhas riscadas
Ver a última gota da tinta vermelha
Dessa quase finda caneta
Fugaz.

Tendo às mãos tantos rascunhos
E ainda um último brote
Desse peito em chama
E irrompa uma lágrima
Final.

Inda fôlego recobre
E meus olhos reclamem,
Ante o farol dos teus,
Um derradeiro dizer
Adeus.

E que esse coração insensato
Não cale vazio solitário
E a força não falte
Nem mesmo na hora
Ultimar.



OZEAS CB RAMOS



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terça-feira, 21 de abril de 2015

FEIRAS, MERCADÕES E PRAZER

Feira livre em Ituaçú-BA

FEIRAS, MERCADÕES E PRAZER


Uma das vantagens que a leitura traz, dentre tantas, é que a gente vai percebendo que a loucura que pensa possuir não é assim tão loucura, tampouco exclusiva. Dá até para não se achar tão diferente, sendo pobre, pois se rico fosse seria excêntrico.

Mantenho um hábito que cultivo como se fora um hobby. Traz um prazer que não dá para descrever. É coisa do sentir.

Eu adoro ir a mercados e feiras. Creiam que em uma das minhas idas à capital paulista eu coloquei como objetivo visitar o Mercado Municipal. Havia interesse e concretizei visitas em pontos turísticos como Museu do Ipiranga, etc. Mas o Mercado exercia um fascínio e aguçava a curiosidade. Vi algumas reportagens feitas em seu interior e desejava conhecer. Era tudo o que eu imaginava e um pouco mais. Recomendo. Também visitei uma no bairro Guarani - a primeira atividade após guardar as malas foi ir a feira livre comer pastel e beber caldo de cana.

Mas não só aos mercados desse porte. Visitei as feiras livres em quase todas as cidades que conheci. Faço isso como uma rotina já implementada.

Gosto do ambiente. Gente simples e muito interessante. As coisas diferentes que chamam atenção estão a cada passo. As comidas são um capítulo aparte. E gosto do ato de fazer a feira. A compra de cada item, a negociação e escolha. É como um passeio divertido e prazeroso.

Em Salvador foi revitalizado o mercado do Rio Vermelho. Estacionamento e um bom número de lojas com os mais variados produtos de feira. Uma praça de alimentação justifica uma visita mesmo para quem não for às compras.

Como estou lendo um livro de Rubem Alves, encontrei um trecho e compartilho aqui. E agora não sinto ser um doido solitário. Ao menos nesse quesito existe pelo menos mais um...

Mercado municipal São Paulo






PEQUENOS PRAZERES

Rubem Alves - Do universo a jabuticaba.


"Um dos meus prazeres é ir a mercados e feiras. Não os mercados modernos, higiênicos, solitários, mas mercadões antigos, aquela confusão de tipos humanos, confusão de cores e cheiros, confusão de vozes.

Numa viagem de turismo é preciso separar pelo menos uma manhã para visitar o mercadão. Mercadões ou feiras, são a mesma coisa, pontos de encontro de amigos, pois as mesmas pessoas estão sempre lá, nos dias e horas certos".


Feira livre do São Joaquim - Salvador-BA


Outra postagem sobre FEIRA LIVRE:
http://rascunho1966.blogspot.com.br/2016/04/maxixada-com-leite-de-coco.html






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segunda-feira, 20 de abril de 2015

SÓ O TEMPO [Paulinho da Viola]




Para relaxar...

"Por isso eu deixo em aberto
Meu saldo de sentimentos
Sabendo que só o tempo
Ensina a gente a viver"...

REENCONTRO


Um intervalo de tempo
que os separava há muito.

Um hiato interminável
e o reencontro inaudito
que ultrapassa as fronteiras
dos desejos e das paixões
de corpos sedentos de gozo
para o ancoradouro dos silêncios
aonde dois pares de alegrias
refletindo a luz um do outro
poderão finalmente se olhar.

OZEAS CB RAMOS

"Para ser boa, a beleza exige, pelo menos, dois pares de olhos tranquilos se olhando, dois pares de mãos amigas brincando, e bocas de voz mansa sussurrando..."
Rubens Alves

domingo, 19 de abril de 2015

Parte 3 - NOVO MILÊNIO – LIBERDADE?


Passamos o temido ano 2000 e em pouco tempo ultrapassamos o milênio. Viramos uma página e eu estava “vivo” para acompanhar esse fato. Um novo milênio se abria diante de mim!

Quando pensava anos antes nesse evento histórico eu carregava um anseio que pudéssemos vivenciar uma evolução do pensamento, uma nova época em que gradativamente fossemos nos livrando dos mitos criados ainda no tempo de maior ignorância, e que pelas gerações foram perpetuados e trazidos até nós. Mantenho pensamento que grande parte desses mitos foram trazidos até nós em virtude da necessidade de dar respostas no que tange a duas questões que atingem o homem em qualquer época: O sofrimento (a dor) e a morte. Os gregos ampliaram essas questões e trouxeram uma ampliação dessas inquietações e conhecemos – De onde vim – quem sou – e para onde vou. Entretanto as duas questões mais fundamentais já haviam sido tratadas muitos anos antes.

Não aceitamos a dor. Não nascemos preparados para aceitar as vicissitudes que produzem sofrimento na própria carne ou de pessoas próximas de nós com laços de afeto. E, por conseguinte, não sentimos a morte como parte de um processo natural, físico, sem que o evento morte cause em nós um medo angustiante. Era necessário dar respostas para esses dois medos, medos universais.

Nasciam os mitos. A partir deles brotaram um sem número de concepções que tentavam responder aos dilemas citados. Não bastava admirar o sol, era necessário explicar o que havia atrás dele.

O homem é inquieto por natureza. Faz da busca pelo conhecimento um ideal de vida que perpassam os anos. Cada geração contribui e entrega a próxima a sua vivência e a experiência. O mito foi um veículo de entrega importante. Explicava questões que por si só eram de difícil compreensão e dedução. Em minha concepção nasceu aqui a religiosidade. Ela é fruto do mito enquanto ferramenta de respostas ao homem.

Ignorância e anseio pelo desconhecido trouxeram um terreno fértil para a germinação desses mitos. A epopeia de Gilgamesh é um poema antigo que objeta dar respostas. Na mesma linha os primeiros livros do Antigo Testamento seguem o esquema de trazer alguma luz e traduzir a origem – de onde viemos, e o destino – para onde iremos.

Essa resposta ao anseio da alma humana é válida para uma grande quantidade de pessoas. Atende suas expectativas e satisfazem suas inquietações. Elas não precisam de nada além, nenhum conhecimento, nenhuma contra prova, não se detém em um processo lógico. Para muita gente basta responder a seus sentimentos. Fé é sentimento. Nasce nas entranhas do corpo. Geralmente são pessoas para quem o muito inquirir traz um desequilíbrio desnecessário. O elemento aferidor ao processo que vivenciam é o sentimento. Sentem, logo é verdadeiro. O que sucede a isso é para balizar o sentimento. As ciências nasceram para dar ao sentimento um caráter lógico e racional. Hermenêutica, apologética e a própria teologia, trouxeram a argumentação que a fé não respondia por si só e com elas, a defesa da fé.

A origem ainda é o mito (Aqui em concordo plenamente com o Dawkins). É nele a raiz de nossos dilemas, a criação das muitas religiões, seitas, e modos de viver a fé. Aperfeiçoadas ou de matriz no passado, muitas vezes ancestral. Entregue esse mito, a formulação em dogmas, e em algumas vezes a serviço da estupidez humana, o resultado foi e sempre o será catastrófico. E vimos isso ao longo da história.

Esperava mais da humanidade nesse começo de milênio, vejo que as bases mitológicas do passado ainda assombram. Novos dilemas foram trazidos ao centro dessa discussão como, se existe vida além desse planeta, os novos modos de comunicação, as novas tecnologias, os eventos do outro lado do planeta sendo acompanhados quase em tempo real. Alargamos mais uma vez as nossas fronteiras e o conhecimento não respondem ao homem do mesmo modo que não o fez nos milênios passados. Não saber a sua gênese não traz desconforto ao coração, pois ele encontrou um destino e esse responde aquilo que ele precisa. Ainda que tenha que viver sob as rédeas de um princípio, dogmas, regras, renúncias terrenas. Há um tipo interessante aqui. Aqueles que fazem a sua própria vivência. Elimina alguma coisa, bebe de algumas fontes, rejeita umas tantas, e assim vai encontrando uma maneira particular de resolver as suas questões interiores.

Sempre respondi uma pergunta recorrente. Se eu digo não a religião, o que então iria reger a humanidade, dar um norte para as relações, uma vez que não haveria uma expectativa de vida além-túmulo? E a minha resposta de pronto foi a ética. Caberia a ética dar esse rumo. E aqui surge outra indagação: e quanto ao anseio do ser com o que ainda sucederá a ele? O que eu respondo – E para que desejar um céu? Desse ponto em diante, de modo natural, a conversa descamba em saber qual o sentido da vida?
E isso é assunto para outro longo texto...

OZEAS CB RAMOS

Parte 2 - AMO A RAZÃO E ADORO A LIBERDADE DE PENSAMENTO


Amo a razão. Essa capacidade distinguível nos seres humanos e que o diferencia dos demais animais. Tenho alma e espírito grego. Leia alma e espírito como sofismas (que podem te levar ao engano)... Não creio ter um "qualquer coisa" que me ligue a outra "qualquer coisa". Uso tais palavras em sentido poético. Esse espírito que aceita uma discussão, o aprofundamento das ideias, o devir do pensamento que leva à consciência crítica e a formação de opinião. Tranquilamente sentaria à roda em assembleia na acrópole de Atenas, por entre suas colunas para uma boa roda de conversas e discussões. E isso sem preocupações relativas ao tema a ser abordado pelo simples prazer que advém de uma boa discussão.

Li e mantenho admiração por alguns pensadores. Pelo modo diferenciado que expõem suas inquietações e descobertas. Friedrich Wilhelm Nietzsche e Eric Fromm são expoentes admiráveis. Há uma lógica perceptível em suas obras que me atraem. Cartesiano, racional, lógico, que entende essa construção do pensamento com tese, antítese e síntese. Que se expressa com fluidez tendo principio, meio e fim. Até quando escrevo um texto com ênfase poética eu utilizo essa construção. Até em suas “loucuras” são admiráveis.

Destaco ainda outro pensador moderno, o britânico Richard Dawkins. Biólogo de matriz evolutiva e declarado, quase escancarado, ateu de carteirinha. Um sujeito muito inteligente, com uma formação invejável, com notável poder de argumentação e diametralmente oposto, com uma estupidez sem limite.

Ele usa todo seu cabedal científico e de pesquisador para eliminar toda e qualquer afirmação, crença, ou pensamento relativo à possibilidade da existência de uma divindade ou o que dela advém. Eu sou atraído pela forma com que ele expõe seu pensamento. É firme, determinado, lógico e cético por natureza. Mas ele se perde quando quer impor sistematicamente seus postulados como a verdade absoluta, capaz de satisfazer a todo ser vivente.

Dentre as coisas que ele parece desconhecer está o fato de que é direito inalienável o livre pensar. Crer e/ou não crer é de foro íntimo. Cabe a cada ser decidir, aceitar, entender como válido ter ou não ter fé. Posso tecer a construção de um pensamento que me leve a um grau de certezas que elimine essa vertente. Só não posso impor essa dedução a outrem. Por melhor que sejam os meus argumentos, por mais científico sejam as minhas proposições e descobertas. Elas são válidas apenas para mim.

Um pensador que se preze mantém uma inquietação e repete para si mesmo: e se eu estiver errado? E está nesse pensar a razão de seguir inquirindo, pesquisando, aprendendo, ao passo que se mantém aberto em todos os passos e processos para questionar-se. Não se partem de absolutos.

É assim que o preclaro etólogo britânico, a meu ver, põe os pés pelas mãos. Constrói fortes argumentos, expõe-nos com clareza incomum, e perde-se em sua ufania e acinte à capacidade dos outros em usar da liberdade que o pensamento dispensa.

Como dito, amo a razão e adoro a liberdade de pensamento.

OZEAS CB RAMOS

Parte 1 - SOU AGNÓSTICO SIM.


A partir do momento que você usa TODA a sua liberdade, seu direito, sua vontade, toda a força do seu ser, e com isso constrói um modelo de crença ou a ele alia-se, eu aceito completamente seu modus vivendi. Compreendo com perfeição e exatidão a sua necessidade em lidar com o mundo sobrenatural, metafísico e transcendente.

Tão logo você afirme que precisa que eu o ouça, TODOS os meus sentidos entram em alerta máximo. Ainda assim eu o ouvirei respeitosamente. E o farei apenas por educação.

Se insistir em me fazer entender seja lá pelo motivo que você julgue ser importante para mim, ou que você vem a mando de qualquer ser superior, eu interrompo o diálogo e ponho fim às suas esperanças de gastar comigo o seu latim.

Basta, entretanto, que você declare que o ponto de vista da sua verdade, aqui propositalmente sem aspas, é o mais correto, único, e irrefutável, para mim ou para outrem... a conversa chegou definitivamente a seu final.

Para mim, religião é de foro pessoal. Deve ser vivido dentro do escopo de sua vida e consciência. Eu não quero sua fé, seu deus, sua música, sua liturgia, seu aparato, sua práxis.

Não aceito aqui em meu mural nenhuma manifestação de NENHUMA divindade, a que pretexto for. Argumentações religiosas de nenhuma natureza são toleráveis à parte de uma discussão sadia e sempre que o seu nível de conhecimento aguçar a minha curiosidade. Tenho e mantenho amigos religiosos, aos quais em raras exceções eu dou ouvidos e liberdade para se expressarem nesse porém. Cito com prazer Jocimar e Norma como exemplos de convivência e tolerância mútua. Pessoas que ganharam a minha admiração quando as vidas que vivem refletem aquilo que pensam e pregam.

Sou AGNÓSTICO sim. Como uma opção e estilo de vida. E não pretendo passar o meu saldo de dias a tecer explicações e porquês dessa opção. Declaro em alto e bom tom; eu não temo a pwwwa do seu inferno e pela descrição que me é dada, não suportaria o seu céu. O seu deus, seja ele quem for e qual poder e irascibilidade tenha, não me afeta a consciência. Guarde-o para si.

Portanto, não gastem a pouca paciência nem o meu precioso tempo com um tema que definitivamente está fora do meu centro de interesses.

Tanto quanto aqueles que creem (seja lá qual a for a matriz de sua crença ou religião, força ou energia) quanto ao dito ateu de quem estou mais próximo a despeito de amar mais o conhecimento que a fé, eu quero distância. O exemplo de Richard Dawkins, que declara ser o agnóstico um frouxo. Esse renomado que mais parece um militante ultra radical de esquerda que ataca a todos indistintamente e não permite segundo a sua ótica que se tenha pensamento divergente às suas convicções. Nesse radicalismo ele se aproxima de qualquer religioso fanático em qualquer lugar desse planeta.

Desses tipos eu quero distancia.

As bases do pensamento agnóstico estão facilmente à disposição de qualquer pessoa basta que o interessado faça uma busca virtual. Assim julgo não ser necessário que eu traga aqui esse arcabouço. De mais importante está o fato de aceitar o contraditório, reconhecendo o direito que cada cidadão tem, inalienável, outorgado pelo estado laico (e que assim seja mantido em nossa nação) e entendido pelos cidadãos que compõe uma sociedade madura e sadia. Eu não pretendo fazer proselitismo para trazer “para a luz” qualquer vivente e é dessa mesma maneira que eu não permito que comigo tentem investidas dessa natureza.

As minhas bases sob as quais debrucei minhas convicções nasceram de uma profunda inquietação pessoal, estudo sério em mais de uma instituição de ensino, e interesse diário com o tema. Refuto apenas como não válidos os ditames de uma religiosidade como um elemento essencial à formação ética, política, filosófica, como se fosse por ela que o indivíduo ganhe uma boa formação e consciência crítica. Tais valores são inerentes à humanidade não apenas ao homem religioso.

Como um ser, penso.

É insuportável a intolerância religiosa tanto quanto o preconceito que dela advém quando o foco é não crer.

OZEAS CB RAMOS

ESCREVENTE DAS METADES


desde que se quebraram os odres
e derramado meu vinho raro
tenho contado as minhas lágrimas;
aquelas que consigo suportar.

varro o pó das alegrias tolas
e acrescento um bom punhado
de sonhos recrudescidos.

sendo a maneira que encontrei
para equilibrar as receitas
foi escrevê-las em florilégio
com pitadas de todos os cantos
e encantos de todos os contos.

ou acha você, que estão aqui
derramadas todas as minhas dores
e narradas em verso e prosa
o calhamaço das minhas alegrias?

sou escrevente das metades
em especial sobre aquelas que,
somadas, não formam um inteiro.

OZEAS CB RAMOS
FACEBOOK.COM/RASCUNHO1966

sábado, 18 de abril de 2015

INEFÁVEL DOCE



INEFÁVEL DOCE

Toca o teu clitóris
A minha língua aguçada
Pelo elemento viciante
De teu inefável doce.

Mas o faz com reverência
sacrossanta,
como quem alcança o imaterial.

Transcende de ti o meu gozo
quando abres as portas
de teu céu.

É em teu veio
que eu encontro a seiva
que me traz a vida!

OZEAS CB RAMOS

sexta-feira, 17 de abril de 2015

AD INFINITUM

AD INFINITUM


Não gosto de nada AD INFINITUM
O eterno é contrário à natureza
Somos efêmeros
Embora isso me consuma a alma.
Também não creio ter uma
Nem espírito habita em mim.
Apenas possuo o “espírito grego”
Amo filosofar, discutir
Mas apenas por um pouco de tempo
Porra! Só corpo e ainda mortal?
Miserável corpo de morte!
É assim que sou
Sou pó que se fez poesia
Até que chegue um fim...

OZEAS CB RAMOS

quinta-feira, 16 de abril de 2015

SUJEITO ATEMPORAL

SUJEITO ATEMPORAL

Sou um sujeito atemporal
Feito de silêncios,
Sonhos desfeitos; alguns recriados.
De uma porção grande de estupideza
Vindas de um coração bobo
Que se perdeu em si mesmo
Até desdoirar.
Sou assim, inventor de dessintonias
E malcriadas formas de viver!
Umas dessas vidas
Morre a cada lembrança...

OZEAS CB RAMOS

quarta-feira, 15 de abril de 2015

PALAVRAS

PALAVRAS


Somos da mesma essência dos ventos
Isso ela me disse.
E como folhas de um mesmo galho
que ao sabor da ventania se tocaram
e criaram sonhos...
assim nos encontramos.
E como amamos as palavras
Dentre elas: amo-te!
Nós que somos palavras, eis o que somos
Como o verbo em nós
Também fazemos amor de almas!
Criados assim para sermos felizes
Com o amor que o vento levou...

OZEAS CB RAMOS

terça-feira, 14 de abril de 2015

TUAS ONDAS

TUAS ONDAS


Quero sintonizar teu corpo
Ao meu
Em todas as tuas ondas
E eternizar a nossa paixão
No mar!

OZEAS CB RAMOS

segunda-feira, 13 de abril de 2015

UM SER QUE CAMINHA


Meu mundo não tem fechaduras
A minha porta está aberta
Em um permanente infindo.
Garanto o devir
De um corpo mortal
E de uma alma inquieta.
Transpasso os limites
Rasgo o véu dos templos
Que disputam entre si
Por um espírito inescrutável.
Alargo fronteiras demarcadas
Invado territórios fixos
Sem temer pelas fogueiras santas.
Ignoro as excomunhões vazias
E desprezo sem remorso
Até a própria sala de ex-votos.
Sou um ser que caminha
Nômade cosmopolita
Natural do mundo das ideias
Guerreiro de causa nenhuma
Sobrevivente sem brasão.
Que sabe tudo de nada saber
Que pensa horizontes
E admira pôr dos sóis.
Que intui sem o saber
Que importa mesmo é seguir
Seguir, seguir e seguir.
Sem olhar atrás
E buscar a seu turno
A última porta irremediável:
O tempo do fim.



OZEAS CB RAMOS

SOU BASTO



SOU BASTO

Para que inferno
Iria eu desejar um céu?
Já tenho aquilo que baste:
Sou basto de basta.

OZEAS CB RAMOS

29/10/2014

29/10/2014.
São Luís - Maranhão

Eu desejei esvaziar a caixa preta que havia em mim. E o fiz durante esses últimos anos rascunhando, escrevendo, publicando. Passei por três fases que se complementaram. Cada fase corresponde a um ano, até que, vazio de mim, vi novos sonhos florescerem. São esses sonhos que me devolveram a vida. A vida floresceu! Renasceu onde só havia terra árida.

Mudanças, mudanças e muitas mudanças durante esse período.
Briguei e venci a solidão. Superei esse monstro danoso que só me fez cometer ainda mais erros, até vê-lo partir.

Nesse caminhar deixei para trás muitas pedras que eu carregava sem nenhuma necessidade. O que me aliviou possibilitando retomar meu seguir. E assim o fiz. Estou de volta e na estrada.

Por esse tempo fiz novas e boas amizades. Reverencio cada um desses companheiros, mas quero destacar um valorizando com ele todos os demais: José Barreto. Um ser humano sem igual. Desses sobre quem eu digo e repito que deveriam ser eternos para que novas gerações tivessem a mesma sorte de conviver com eles. Esse cabra não é o tipo perfeito, sem erros, não é. Ele é bom. Tem a alma boa. Sabe o conceito de bondade, que se mistura com tantas outras qualidades? Essas qualidades todas se encontram nele. E eu, tive a sorte de conhecê-lo e dele ser amigo.

Busco ainda uma relação mais positiva com minhas três crias. O amor é o mesmo, e só aumenta dia a dia, mas agora quero aprender a entregar esse amor de uma maneira que faça bem para eles. Não conseguirei apagar as marcas de meus erros, mas quero poder cobrir essas tatuagens com novas cores, novos desenhos, novos temas...

É assim que passei a experimentar algo diferente, desconhecido a mim: Paz. Como é bom viver em paz. Sem inimigos à espreita, ou ainda sem atirar antes e perguntar depois.

Vivo esse novo momento. Leve, em paz, de volta a estrada... Mas ainda assim, sinto vontade de continuar escrevendo meu caminhar. O prazer de rascunhar agora é acompanhado de um estado de felicidade sem igual. E é assim que eu desejo seguir...

OZEAS CB RAMOS

domingo, 12 de abril de 2015

SAUDADE



SAUDADE

Ajuntei todas as letras
Precisava desenhar palavras
Compulsando pensamentos
Fugidios de mim.
Esses são verdadeiros
Em sua constante infinda
Posto que, em todo tempo
Procuram unicamente por ti
Enquanto eu, aqui
Mergulho nessas mesmas letras
E só rascunho a palavra
SAUDADE.
.
.
OZEAS CB RAMOS
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sábado, 11 de abril de 2015

LEMBRANÇAS DE MINHA VÓ DELZÚ – parte 2


LEMBRANÇAS DE MINHA VÓ DELZÚ – parte 2

Tenho um trauma desses que nenhum divã me ajudará a curar: nunca apanhei de vó Delzú. Nem uma palmada. Quando exagerava e chegava ao extremo ela reclamava, num tom que mais parecia uma simples conversa. Pontuei várias vezes isso. Vó nunca batia. Nem era dada a por de castigo.

Ô alma boa da porra! Quem reclamava dela era eu. Pedia que ela desse trabalho ao povo...

E ela só ria. Ria de tudo. Estava sempre de bem com a vida. E olhe que a vida foi ingrata por muitos anos; parecia que ela se esquecia disso.

Vó Zú sempre foi pequenininha. Mas pense numa véa que parecia nunca cansar? Mermão, a porra andava pra carvalho...!!!

Lembro de algumas vezes que saímos, e o besta aqui sempre imaginando: hoje vamos pegar ônibus... Ia pensando, pensando ficava... esperando ficava. A véa gostava (leia-se economizava) mesmo era de paletar.

Tinha a sensação quando menino que as pernas iam encurtar de tanto caminhar. Dava sede, queria água como se estivesse em um deserto. Cansava, queria urgentemente parar, descansar, e só de pensar no quão distante estava de casa dava vontade de morrer. E a véa falando mansamente: vamos que ainda falta muito.

A cidade baixa era meu mundo. Massaranduba, Jardim Cruzeiro, Caminho de Areia, Ribeira, Bonfim, Mares, Calçada... estava tudo ali, pertim... que andando chegava-se sem pressa. Mas precisava andar tudo de uma vez?

Ela andou tanto que se esqueceu de algo. A tratante por anos repetiu que iria até os 100 anos. Eu brincava com essa ideia. Perguntava para ela quem queria que ela fosse até os 100? Outro abuso que costumava dizer para ela era:

- Vó, se eu for antes de tu, eu volto para te buscar; sabe como é eu não gosto de ficar sozinho... Entretanto, se a senhora for antes... Esqueça-se de mim e me deixe por aqui nessa vidinha chata mesmo.

Ela só ria.

E foi...

Lembranças de minha vó Delzú - Parte 1.
http://rascunho1966.blogspot.com.br/2013/05/lembrancas-de-minha-vo-delzu-parte-1.html

OZEAS CB RAMOS

A QUEM DERA

Imagem da Net


A QUEM DERA

A quem dera
A quem dera amor?
A quem me dera
A quem?
A quimera
Amor
Ah, quem me dera amor...

A quem dera
A quem dera amar?
A quem me dera
A quem?
A quimera
Amar
Ah, quem me dera amar amor...


OZEAS CB RAMOS
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sexta-feira, 10 de abril de 2015

QUANDO O SOL NÃO SE PÕE...

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O dia hoje foi tenebroso, cinzento, chuvoso e até um pouco frio. Instantes em que a chuva respingava telhado abaixo aumentava um desconforto em um corpo quase velho querendo gripar.

Li de alguém que estava "cinzento: lá fora e aqui" e fiquei pensativo "cá com meus botões"... Como o dia podia estar assim para alguém que brilha como o sol, cheia de energias reluzentes tanto quanto o astro-rei?

Divaguei nesse delírio e foi quando me lembrei daquele que não dera o ar da sua graça: o sol.

Com um dia assim haveria de sentir a sua falta. Nós que moramos na terra da alegria e do sol não acostumamos sem a sua presença, ainda que por um pouco de tempo.

Encontrei um rascunho escrito a caneta, numa página em que havia dois poemas. O texto escrito tratava de um dia de sol moroso em se por.

Reproduzo abaixo. Seguem fotos (imagens da Net) que ilustram cada um dos lugares citados, todos na Cidade do Salvador-BA.


QUANDO O SOL NÃO SE PÕE...

Às vezes parece que o sol se esquece de ir; chega a hora e ele ainda reina soberano. O horizonte se abre para recebê-lo e nada dele. A lua coitada, que de qualquer modo vive sob seu reinado, não contente em esperar em demasiado por ele aparece e dá o ar de sua graça. Ela também que brilhar.

Aí então o dia fica mais cumprido, esticado e mais bonito. E não estou falando do horário de verão. Não! Um belo e impávido dia de verão como tantos outros dias, só que em alguns deles o sol teima em ficar um pouco mais.

Em Salvador-BA existem alguns bons e singulares pontos para apreciar o por do sol ainda mais especial quando ele teima apático em si esconder.

1. Ponta do Humaitá. De onde se pode curtir a Baía de Todos os Santos ao nível do mar.
2. Solar do Unhão. Também ao nível do mar da mesma Baía.
3. Elevador Lacerda. Do alto, na cidade alta.
4. Farol da Barra. De onde oceano aberto e Baía estão abraçados.

Que para você o sol brilhe todos os dias, ainda que cinzentos... Torço para que sejas muito feliz!

OZEAS CB RAMOS

EM TOM MAIOR



EM TOM MAIOR

Minha vida agora precisa
de uma nova música
Uma melodia original
Já não suspiro por uma nota só
Quero acordes em tom maior
De uma sinfonia orquestrada
Que agora tem na clave um sol
E eu, maestro de mim.


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quinta-feira, 9 de abril de 2015

10 DE ABRIL - CENTÉSIMO DIA DO ANO



10 de abril de 2015 - 100º dia do ano!

Dia para iniciar uma boa leitura!!!

SUGESTÕES:

1. Os cem melhores contos brasileiros do século
2. As cem melhores crônicas brasileiras
3. Os cem melhores poemas brasileiros do século

Vamos ler!!!

OZEAS CB RAMOS
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quarta-feira, 8 de abril de 2015

AMOR TEM SORVETE


ATENÇÃO

Esse texto tem conteúdo sensual/erótico. Caso você se ofenda com esse tipo de literatura, por favor, não leia.




AMOR TEM SORVETE...

Eu trabalhava com todas as preocupações inerentes à minha função e tarefas. Pensamento estava ali dedicado quando o celular tocou. Foi em um breve telefonema: −Vem. Amor tem sorvete e muito mais!

Mas a voz não sustentava a tese de ser apenas sorvete a causa do telefonema. Era voz de Disk-Sexo e aquele “muito mais” excitava os sentidos. Não pude retrucar, nem dizer nada. Ela simplesmente desligou. E eu corri para seu apartamento que mesmo distante fora vencido pelo taxista com uma ordem bem peculiar: − Voe. − E assim foi.

Cheguei e já estava anunciada a minha chegada. A portaria praticamente estava aberta. Desci do táxi e com meu acesso garantido andei a passos largos rumo ao elevador, que sem demora venceu os vinte andares até o apartamento. Já na porta entendi o que me esperava.

Ela com seu olhar malicioso de loba no cio e com um sorriso mais malicioso ainda anunciavam o que seguiria. Um beijo de tirar o fôlego, chupado, gostoso, sem pausa... Aquele beijo delicioso que arrancaram de mim todos os planos. Se haveria domínio exercido pelo macho, ele fora anulado. Seria ela que marcaria um X ao final daquela noite.

Sua blusa estrategicamente usada sem sutiã mostrava seios que esperavam por serem chupados. Não resisti sentir aqueles mamilos e após o beijo desci até eles. Ela estava perfumada em cada canto do corpo. Chupei um de cada vez. Minhas mãos já passeavam em seu corpo até que chegaram ao destino. Quase não deu tempo de fechar a porta. Mas que porta impediria todo aquele tesão numa hora dessa? Não sei dizer quem trancou a porta e até acho que apenas o trinco fora usado.

Precisava correr para o banho necessário haja vista que suas mãos já procuravam meu cacete sob a calça. Esse caminho até o quarto foi à base de muitos beijos. Ofegava de vontade de ser comido. Ela não iria perdoar. Tudo estava armado para sexo, e sexo com paixão. Voluptuoso. Animal.

O banho teve o tempo de recorde mundial. O pensamento só me levava até o outro lado do banheiro onde estaria na cama a mulher loba. Ao abrir a porta e para mais uma surpresa ela não estava deitada esperando como uma fêmea em seu dia normal. Era a loba líder que já me aguardava à porta. Nunca tantos beijos lascivos. Nunca tantas mãos disputavam espaços em corpos sedentos por sexo. Respirei ainda uma vez e deixei que ela guiasse a trepada. A noite era dela. Seu planejamento cobria os mínimos detalhes.

Foi sem delonga que após a sua mão senti seus lábios em meu pau. Ela chupava freneticamente, sugando, engolindo, beijando. Movimentava a cabeça nesse delicioso boquete. Perícia, destreza, az na arte de chupar... Nesse tempo já estava deitado, quarto a meia luz, e ela em sua ação contínua. Eu apenas acompanhava, deliciando-me de toda aquela cena. É bom ver e sentir o pau ser chupado daquele modo.

Minhas mãos apertavam seus seios, aumentando a sua excitação. Acarinhava seus cabelos, ora acariciando-os, ora arrumando-os para que ela tivesse livre acesso ao objeto de sua vontade. Eu suspirava. Falava toda sorte de palavrões e safadezas para dar o tom e incentivar a tocada da fera em ação. Ela respondia e correspondia.

Queria fazer o mesmo por ela naquela hora, mas a moça não estava para ceder o comando. Foi após outro olhar predatório, com um beijo significativo para o momento, que senti seus lábios e vulva molhados roçarem meu pau. Ela brincava em cima de mim. Excitava-se com o movimento e quando quis, permitiu que a penetrasse muito lentamente. Sentou, penetrada, levantou e seguiu com esse jogo por alguns instantes. A seu prazer, segurando as minhas mãos que davam a ela o equilíbrio que precisava, ia aumentando o ritmo. Ela me comia. Eu era a presa dominada. Um pênis ereto era tudo o que significava. Segui fazendo movimentos no mesmo sentido que ela. Estocava aquela gruta e só pensava em todo aquele mel doce que corria de seu sexo.

Não demorou e comecei a escutar os gemidos mais efetivos. Ajeitou-se ainda uma vez para seguir com seu movimento ritmado. Ela sabia onde queria chegar. Até que ouvi – vem comigo, vou gozar. – eu apenas segurei ainda mais forte as suas mãos. Os gemidos aumentavam de volume e frequência. Ela praticamente uivava em um delírio excitante que a levou ao gozo. Instantes de tamanha intensidade que não resisti vê-la tão linda e gostosa, que a acompanhei no gozo e derramei esperma em sua vagina. Aquele momento fora consumado com ela ainda sobre mim em um maravilhoso e recompensador abraço.

Havia um silêncio marcado pelo compasso dos corações batendo em nossos peitos. Uma quietude vinda da plenitude do ato dominava aquele quarto. Quando ela balbuciou algumas palavras. Eu não entendi e pedi que repetisse. O que ela o fez: - amor tem sorvete!



OZEAS CB RAMOS

CRISÁLIDA POÉTICA


Enfeite teu canto
Pinte teu arco-íris
Faça rosa teu acalanto
Dê matizes às tuas asas...
Pinte teu corpo
Deixe-o nu
Mas desnude tua alma
Agora tu és seda pura
Em tesouro casulo
Crisalides teu viver
Metamorfose-se menina
Poetize-se!
Sinta tuas asas
Desenhe no céu o teu encanto
Voe borboleta
Sinta o vento
Aqueça-se nos primeiros raios
E ganhe o mundo!
És livre para voar!
Vá...
A felicidade está à tua espera!

OZEAS CB RAMOS

terça-feira, 7 de abril de 2015

LEITURA DO POEMA - A PAIXÃO É UM TROÇO VIU



A PAIXÃO É UM TROÇO VIU!?!

A PAIXÃO é uma efervescência com desassossego, que cria um turbilhão de emoções mesmo em um copo com água parado sobre uma mesa inerte.

É como um "valha-me nosso sinhô" sem rezas, sem crenças e sem santos!

Torna-se um "ser", uma criatura com vontade própria dentro da gente. Como um goa'uld.

Incomoda o juízo, que, quando é pouco por natureza, fica ainda menor. Atrapalha e desorganiza as entranhas. O desinfeliz apaixonado não raras vezes perde o apetite e o sono. Fica abestado olhando para o nada e preocupado com coisa nenhuma.

A PAIXÃO tem a nobre missão de cegar o entendimento e as vistas. Se essa última for turva, deixa sem recuperação.

Inverte as noções todas. Se feio (a), alinda qualquer vivente. Se pobre, dá pra viver de amor. Isso sem falar que rejuvenesce e deixa na tenra idade.

No dizer nordestino que sou: A PAIXÃO é um troço, viu!?!



OZEAS CB RAMOS
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JUJUBAS



JUJUBAS

É mais fácil encantar-se por você
Do que gostar de jujubas.
E eu já gosto de jujubas...
Você tem ideias consistentes
Alma colorida
Faz sorrir com doçura.
Você atrai...
E não dá vontade de largar...
.
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OZEAS CB RAMOS
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segunda-feira, 6 de abril de 2015

DIREITO DE OPINIÃO, BIZARRICE, INSENSATEZ OU O QUE?


DIREITO DE OPINIÃO, BIZARRICE, INSENSATEZ OU O QUE?

Desde a semana passada que leio nos jornais online uma coisa, no mínimo, estranha. Morreram duas pessoas, mas que tiveram seus "eventos" (propositalmente entre aspas) transformados em foco pela imprensa e redes sociais.

Uma criança de dez anos é assassinada por integrante da Polícia Militar no morro do Alemão-RJ. Cai um helicóptero e dentre os ocupantes (cinco) que perderam a vida estava um jovem, filho de um governador-SP. Vidas distintas em todos os sentidos com finais trágicos e que não se ligam a não ser pelo fato das vidas ceifadas, cada um de um modo, deixando em comum apenas a dor. Uma perda irreparável para um pai e uma mãe. Uma dor para toda a família enlutada precocemente. Fomos criados para seguirmos antes deixando os filhos como geração que nos sucede. Não como ocorreu nesses casos. Quem vive com a sombra de perder um filho com diagnóstico de doença crônica, incurável, mais ou menos entende o que esses familiares estão passando. Entende apenas pela sombra que os rodeia...

Daí surgiu uma saraivada de opiniões, disparadas como uma metralhadora, para todos os lados. Questões relevantes sim, nesse bojo, colocadas lado a lado com questionamentos até dos sentimentos de ambas as famílias.

Vivenciamos um país que a cada dia vê aumentar a insegurança, criminalidade e mortes. Pobres, periféricos sociais, negros jovens principalmente sendo executados pelo aparato do estado. Um avanço monstruoso da marginalidade alavancado pelo tráfico de drogas e de armas. Mas daí agredir com comentários ás famílias é de uma monstruosidade incomensurável.

Disparados contra a família do garoto que eles, e, por conseguinte seus vizinhos no morro eram cúmplices e coligados com as facções criminosas. Como se todo pobre, morador de uma área mais pobre, fosse por tabela, traficante e criminoso.

No outro caso desprezavam a dor pelo fato da família ser rica, proeminente socialmente e de políticos. Como se a paternidade/maternidade e laços de parentesco devessem ser desprezados numa hora como essa; isso pelo entendimento de alguns.

Essa dor que ambas sentiram, só quem já perdeu alguém, independente de quaisquer questões, é capaz de entender. Entender e solidarizar com essas famílias.

O importante foi que o país perdeu uma criança e um jovem, como tantos outros estão diariamente aumentando a estatística de mortes prematuras e muitas delas sem sentido algum... enquanto uma parcela dessa sociedade limita-se a tecer comentários alheios à dor.

Seria isso direito de opinião, bizarrice, insensatez ou o que?


OZEAS CB RAMOS
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