sábado, 28 de fevereiro de 2015

NOVO POINT EM SÃO LUIS

Meu agradecimento a Carminha por sua atenção e informações no Espigão - São Luiz - MA.
Ela mantém um quiosque no local.
Passando por lá visite e delicie seus quitutes!!!








sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

DELE A POESIA, MEU O ESCREVINHO...



Ah! Se um dia poeta for, gostaria de sê-lo como o Manoel. Aquele mesmo de muitos barros. De terra, de gente, de chão, de céu, de rio, de vento, de moleques, de estórias e tantas outras coisas.

"Fui criado no mato e aprendi a gostar das coisinhas do chão
Antes que das coisas celestiais." MB

Que lê a sabedoria simples, da vida simples, da gente igualmente simples sempre em seu derredor. Sabedoria que está deixada ao alcance de todos, mas que, apenas gente como ele (poeta ou louco) consegue alcançar e em palavras expressar.

“Poeta é um ente que lambe as palavras e depois se alucina”. MB

Eu queria ser como o Manoel que cultua as palavras. Não as usa. Deixa-se usar por elas e as ama por inteiro. Mas que se mantém humilde, e aceita com resignação que por elas é dominado cotidianamente.
O Manoel sim, poeta. Poetas dos baum... Que emociona, alegra, faz pensar com seus escritos.
Quem dera meu velho poeta admirado que assim como você, eu que igualmente gosto de pedras (doidera essa), um dia, ainda que um dia apenas, eu consiga a sorte de nada entender, nada alcançar...

"Tentei descobrir na alma alguma coisa mais profunda do que não saber nada sobre as coisas profundas.
Consegui não descobrir." MB

Eu, Manoel, apenas leitor, amo teus versos. Até mesmo aqueles que não consigo alcançar. Pois sei que neles há a mais pura essência da vida. Há beleza, pureza, verdade... Por hora Manoel eu sigo apenas lendo e rascunhando. Eu que apenas escrevinho...

"Poesia é voar fora da asa." MB

Voe Manoel de Barros... Manoel Poeta de Barros.


OZEAS CB RAMOS

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

CAUSOS DE MOÇOS E MOÇAS




CONTO - CAUSOS DE MOÇOS E MOÇAS


Eu repito com muita freqüência: Morrer eu não quero, mas ficar velho é uma droga! Não que esteja velho ou que sinta estar velho. Nada disso. Apenas, diria, começo a invejar os causos de moços e moças. Tentarei explicar, pois são esses causos que trazem a idéia de “ficar ou não ficar velho”.
Estava sentando na porta de casa com Zé Henrique, um amigo um pouco mais velho que veio pra capital tendo nascido no interior e na roça. Relembrávamos as coisas da infância e adolescência. Morávamos numa esquina de uma pequena ladeira em S. Não víamos que vinha nem de um nem de outro lado. A conversa corria animada naquela noite de temperatura agradável. Ora um ora outro se lembrava de um detalhe tendo os apartes concedidos automaticamente pelo outro. Prosa boa é assim. Tem fluidez, seqüência, é quando o outro mostra interesse. Na verdade para ambos essa conversa estava boa.

Um fato chamou à nossa atenção. O ir e vir dos moços. Jovens casais saindo como que indo à praça namorar. E em nosso tempo Zé? ─Foi a deixa para a conversa correr para esse lado. Ele logo começou:
Hoje é tudo fácil. Arrumar uma moça pra namorar e logo já tem sexo. Nem bem se pergunta o nome e já estão transando. Meu tempo era um horror. A gente crescia na roça. Ia ficando curioso vendo os animais na natureza e imaginando como seriam as coisas. Os amigos mais velhos iam adiantando a curiosidade contando seus feitos e isso só aumentava a vontade de conhecer uma mulher. Era zoado a todo instante.─Diziam: Isso é menino donzelo. Donzelo... Donzelo... Não saia da cabeça. Mas como deixar de ser donzelo, se arrumar uma namorada era uma dificuldade? Perguntava ele, enquanto eu apenas ria e assentia com a cabeça. Mal balbuciava alguma palavra.
Senão veja como eram as coisas...

No final de semana, tipicamente no sábado, a tarde ia caindo e a gente nos preparativos para sair à noite. Banho tomado, outro banho de desodorante (perfume era coisa de gente chique), arruma cabelo pro lado e pra outro (em meu caso por esse tempo ainda tinha vasta cabeleira), adiantava o café para depois escovar os dentes. Deixava a camisa por último já na hora de sair rumo ao paraíso. Isso ocorria por volta das dezenove horas.

Lá chegando, uma volta padrão para identificar as amizades e conhecidos. Enturmar era a palavra de ordem. Conversas tolas, fúteis, mas que serviam ao propósito de ver as “moça bunita passá”. A coisa começava numa apresentação devidamente “preparada” para a ocasião ou por conta de uma troca de olhares furtivos. Desse primeiro momento até o instante de estar a sós com a “doce donzela” era o tempo de uma eternidade. Quando fosse rápido durava uma semana e isso se ela desse ares de reciprocidade e interesse.

Passado esse interregno de uma semana, lá estávamos na mesma praça. Inicialmente com outros amigos até a hora da saída para uma conversa mais particularizada. Leia: conversa. Nada de intimidades, que se ocorrera, estava circunscrita apenas à imaginação do pretendente. Afastados da turma, propiciava a conversa solta, que dava o rumo para lá para as vinte e uma horas, roubar da linda moça uma pituquinha. Isso mesmo. Um beijo roubado, ousado, atrevido. E em muitos casos recriminado de pronto. A moça não haveria de permitir-se a tal investida. Retomando a conversa era hora de deixar a mão passar por sobre um seio da donzela. Fato consumado, tapa na mão! Simples assim. Os olhos da moça traziam um misto de surpresa e excitação. “Como pôde ser tão ousado?” Essas facilidades davam o sinal para o primeiro beijo do casal de pombos enamorados. Agora avaliem como esse beijo era a expressão realística da divindade! Não sairia da cabeça durante outros sete dias. E chegando próximo das vinte e duas horas, hora da moças “de família” (todas são) de retornarem para as suas casas, o grand finale: Você quer namorar comigo? excitação, coração disparado, pernas tremendo, dúvida atroz... E? Instante de eternidade com a espera da resposta. Ela haveria de permanecer assim PA RA LI ZA DA para dizer ao final: Posso pensar? Mais uma eternidade na vida desse desbravador de emoções. E de certo como ele misturava sentimentos nessa hora, ele esperaria. Embora a satisfação e sorrisos bobos no rosto da moça já denunciavam qual seria a sua resposta. Mas isso só daqui a uma semana. Como uma novela aguarde as cenas dos próximos capítulos.

Não havia telefones disponíveis. Era caro ter um. Nada de internet sem seus aplicativos de comunicação, redes sociais eram os amigos na escola e na praça. O negócio era mesmo aguardar a longa semana. Até que de volta a praça, buscavam-se mutuamente entre os tantos rostos conhecidos e, cumpridos os protocolos com as amizades, era hora de afastarem-se deles para tão esperada resposta. (Usarei aqui da liberdade de ser o escritor e irei direto para a resposta sem mais delongas). Sim aceito. Sorriso e espanto em ambos. No garoto era a glória. Hora em que o beijo já não era mais roubado. Beijo longo, esperado, desejado. Para o homem era aquele beijo mela-cueca. As mãos-bobas agora esperadas já faziam a parte que lhes apraz nesse evento. Aperta daqui, aperta de lá, línguas que se cruzam num frenesi constante. É esse o beijo mais demorado na vida do guerreiro. Se tivesse uma irmãzinha capeta, ao chegar a casa ouviria: Ta namorandoooo, fulano ta namorando. E seu doce segredo já estaria descortinado.

A semana do ainda donzelo agora tem o fulgor dos raios de sol. Os ventos agora o refrescam de um modo singular. Há beleza em tudo, em especial nas lembranças da última noite de namoro. Os autoflagelos (aquele famoso cinco contra um) intensificavam em número e qualidade. O namoro prossegui, os aprendizados mútuos também, até que a moça seja assediada para dar ao namorado ‘uma prova de amor”. Amam-se, mas falta algo que confirme esse sentimento e ele espera dela esse consentimento. (aqui eu pulei a fase de apresentá-lo à família, o pedido para namorar, a angústia diante do pai da moça, etc). Agora ele quer sexo. Só pensa em sexo. Já informou-se sobre como acontece uma relação. Domina todos os detalhes. Sabe tudo. Falta-lhe a prática. E como ele a ama, será ela a escolhida para levar à cabo sua iniciação.

Por obra e graça do divino, chega um dia, um belo dia, um dia “especial” em que cansada das investidas do namorado e igualmente excitada com a transa propriamente dita, ela em tom de anuncio de jornal nacional extraordinário diz: Amor, sabe aquela coisa que você me pede a doze meses? Isso mesmo! Um ano na espera e labuta, sussurrando ao ouvido da donzela o desejo de amá-la de corpo e alma!

E agora Zé Henrique? O diabo do sim abria o caminho para a felicidade! Mas quando? Onde? Como? Eram tantas as dúvidas que assombravam o moço. Não havia motéis. Nas próprias casas para achar vacância era como esperar por um prêmio de loteria acumulado. O jeito era ir ao rio, ou usar o matel (motel no mato).

Ela traria ainda novas preocupações. Como se não bastassem aquelas que ele já havia concebido. Faz com carinho, tá? E ainda outra: Promete que não vai me engravidar? E cresciam as angústias de ambos. Mas enfim o dia e a hora haviam chegado. Afastados da agonia vigiada dos pais e amigos rendiam-se aos beijos ainda mais acalorados. Verdadeiros chupões. Excitação em ambos. E a tão chegada hora. Livres das roupas, deitados, amando-se ainda com as mãos e bocas... Ainda há tempo para uma última expressão da moça que se retrai diante de seu amado: Não sei se é a hora certa. Se me ama, você espera meu momento!...

E levanta-se dali a toda deixando o galante donzelo atordoado e solitário com a sua própria volúpia. Ele terá que esperar ainda mais um tempo...


OZEAS CB RAMOS

RETICÊNCIAS



RETICÊNCIAS...

Hoje
Eu amo apenas as tuas reticências...
Deixadas em mim
Como um ponto
Parado no parágrafo.

OZEAS CB RAMOS

AS NUVENS DESSA VIDA MAOMENU (mais ou menos)...



AS NUVENS DESSA VIDA MAOMENU (mais ou menos)...

Estou ainda mais chato. Ando cheio de aforismos. Disso decorrem a todo instante um nascedouro de proposições com suas derivações e conclusões. Meu velho eu filosófico insiste em não envelhecer e nem pretende morrer antes de mim...

Porque afinal a vida não é justa. Acabo por chegar a essa conclusão. Ela é apenas do jeito que tem que ser...

Aceitar esse fato com dogmatismo não afeta quem eu sou ou o que penso dela. Ela é como uma entidade à parte da minha própria vida. Também não traz consigo a piedade que pode ser mal entendida como auto-piedade. Não depende de mim. De meu querer, vontades, desejos, sonhos... Ela É por natureza, ela É assim. Como não encontro em nenhum outro campo das angústias humanas nenhuma explicação que traga um novo olhar, prossigo então com a racionalidade meramente abstrata disso tudo. Nada há que altere esse meu pragmatismo iniludível.


Não vou arrumar minhas malas agora. Continuarei admirando as nuvens que passam por sobre a minha cabeça e olhar, alterando a cada instante a paisagem do lado de fora dessa janela. Só as nuvens conseguem entender e digerir esse meu pensar difuso!

OZEAS CB RAMOS

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A CRISE POLÍTICA ATUAL TEM UM ÚNICO CULPADO: EU!

Abro páginas dos principais portais do país e encontro cotidianamente uma enxurrada de descalabros. É uma onda de escândalos de corrupção sem precedentes, na maioria constam “acusações infundadas” cuja verdade relativa a cada uma “virá à tona em breve”, sem falar no silêncio agora habitual dos acusados que equivale ao antigo “não tenho nada a declarar”. São tantos milhões desviados de erário público e de caixas dois, três, etc, que fico pensando no tamanho da canjica de São João que elas dariam...
Ao lado disso nascem aqueles que “nada sabem” sobre as acusações, em que pesem as “testemunhas, testemunhos, provas, documentos, etc” e que assim compartilham com os que nada sabiam de há muito, os históricos desavisados, inocentes, imaculados...
Surgiu um novo e constante personagem nesse cenário: o delator premiado. Figura única! Igualmente corrupto e corruptor que se arrepende e agora “convertido” resolve ajudar com suas informações privilegiadas.
Nasce aqui meu aforismo: A alma humana é corrupta por natureza.
Não interessa a nacionalidade, educação, religião, crença ou cruz credo. Somos assim. O freio natural para essa característica é a penalidade ao desvio social. Lei séria, justiça séria, penalização séria. É o antídoto necessário. Enquanto homem - corrupto. E se corrupto for encontrado - cadeia!
Para tanto se faz necessário JUSTIÇA. Mas não a justiça cega, partidária, midiática como essa que temos por hora.
Um ministro do STF declarou o que Supremo já está pronto para a LAVA JATO. Que bom! Pauta livre por tantos outros processos julgados, e isso permite estarem “prontos”. Como bom baiano: Me deixe viu!
O quadro geral é:
Uma pessoa corrompe. Outra pessoa é corrompida. Uma polícia limitada. Uma justiça benevolente. Um código de leis ineficaz. Um legislativo não comprometido. Um advogado perspicaz. Um julgado livre! Simples assim.
E eu pergunto: onde está o erro nesse processo acima?
A polícia reclama que prende e a justiça solta. A justiça diz que julga de acordo com os códigos vigentes. O legislativo, nosso poder criador de leis, NADA DIZ. Estão mais preocupados com as tais emendas ao orçamento que lhes dará holofotes eleitorais em sua região de origem. Não haverei de culpá-los.
Mas assim eu fico sem encontrar o culpado. Em quem colocar o peso da responsabilidade. Porém há um culpado. E como a culpa não é das estrelas... Alguém errou nesse processo todo: EU. Quando um desses “acusados” que efetivamente cometeram crimes fica livre de uma condenação e restituição à sociedade, o culpado sou EU. Que votei em um legislador que não cumpre seu papel.
Entretanto, vou adiantando: Eu não sei de nada e nem em juízo falarei. Igualmente sou “inocente” e posso provar...
A justiça é cega porque eu sou cego. O legislativo é inoperante porque eu assim o sou. E enquanto assim for, “vá em paz, eu também não te condeno”.
OZEAS CB RAMOS

domingo, 22 de fevereiro de 2015

CONVERSA DE ENAMORADOS


Ela disse: - Eu gosto de tu
Aí eu disse: - Eu também gosto.
Eu também gosto de mim! Agora somos dois...
- Palhaço!!!!
- Oxi...
- Não posso gostar de mim???

OZEAS CB RAMOS

MAIS INTERESSANTE EM SALVADOR

Apresentando o que considero mais interessante em Salvador.
(Fotos da Internet)



Veja em
http://rascunho1966.blogspot.com.br/p/salvador.html

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

E FOI ASSIM SEU FLORIANO?

Pinheiro - Maranhão

E FOI ASSIM SEU FLORIANO?



Esperava por mais de quatro horas quando finalmente estacionou na plataforma A. Isso para uma viagem prevista de vinte e seis horas era um baita atraso. Os responsáveis pela viação limitavam a dizer que “estava em transito”... Chegou e isso era o que importava aquele momento. Tratei de mostrar a passagem para a conferência e solicitar que uma sacola fosse colocada na mala. Houve tempo para uma selfie, vicio moderno da tecnologia embarcada, e seguida tratei de buscar a poltrona de número dois. Um olhar mais abrangente para o interior do ônibus que viera do Rio de Janeiro e logo descobri que a poltrona estava ocupada estando a imediatamente ao lado, a três, vazia. Entendi que havia sido deixada para mim.

Saudei a quem estivesse interessado em uma boa tarde, e antes de buscar assento cumprimentei estendendo a mão ao meu companheiro de viagem. Pedi-lhe licença, posicionei minha mochila arrumada como um nécessaire e finalmente encontrei-me devidamente acomodado.

Não foi necessária a partida do ônibus para que eu e meu vizinho iniciássemos nossa demorada e prazerosa viagem. Esse detalhe explica porque a mudança de lugar de uma senhora para a poltrona que a principio seria a minha...

Apresentou-se. Floriano era seu nome. Com seus setenta e oito anos gabava-se de poder viajar sozinho contando inclusive com a conformação das filhas e filhos por ainda estar “firme”, sem “essas besteiras de perder o sentido”. Logo enveredamos por esse assunto: filhos. Contava trinta e dois sendo doze da esposa com quem havia sido casado por quarentas anos. Agora viúvo. Os demais foram nascendo aqui e ali. Dizia-se fogoso e como viajante em tropas de cavaleiros que levavam e traziam gado e posteriormente como trabalhador de uma petrolífera não lhe faltavam oportunidades. “tenho filhos no mundo todo”, embora esse mundo estivesse circunscrito ao território nacional. Mas era o seu mundo!

Outra santa proeza que ele alardeava sem vergonha era o fato de nunca ter usado nenhum comprimido. “Fiz de tudo e aproveitei tudo e quando parei, parei de uma vez”. Hoje ele não quer saber nem da companhia. Diz que se for idosa “é a coisa mais horrível dois idosos juntos” e se for novinha que “serve apenas para engordar e outro comer”.

E como esse senhor tem estórias e histórias para contar. Falou de suas andanças pelo país. De seus casos amorosos e como a esposa “teve” que aceitar esse seu modo de vida. Dos pais, da vida na fazenda, dos bois, do engenho... Ele mantém um sitio e estava retornando para verificar em que estado se encontrava. Pretende passar uns dois a três meses antes de retomar as suas andanças de casa em casa dos muitos filhos, netos e bisnetos espalhados pelo Brasil.De tantas conversas e causos seu Floriano perdeu a parada ainda antes da capital. Teve que seguir rumo a São Luis, e coube a mim olhar a sua bagagem enquanto ele buscava comprar uma passagem para seguir rumo a sua cidade natal Pinheiro-MA. Despedimos cordialmente e cada um tomou seu destino.

E assim foi...


OZEAS CB RAMOS

TERAPIA

Experimente a terapia que há em escrever!!!


75 PALAVRAS/SIGNIFICADOS DO LIVRO IAIÁ GARCIA DE MACHADO DE ASSIS



1. ACERBA Duro; árduo; sabor áspero
2. ACOLITA Ajudante; sacristão
3. AÇULAR Incitar; estimular
4. ADEMANES Acenos, sinais, trejeitos
5. ALCOVA Quarto sem janelas; quarto de casal
6. AQUILINO Nariz adunco; lembra bico da águia
7. ARGÜIR Repreender; censurar
8. ARRABALDE Povoado; cercania
9. ASSOMOS Aparecer; indicio; sinal; zanga
10. ATONIA Falta de força
11. AVARA Flexão de avaro; avarento
12. BALDA Defeito habitual; mania
13. BORRASCOSO Vento forte e súbito com chuva
14. BROQUEL Escudo
15. CANTILENAS Cantiga suave, monótona
16. CAPUCHA Espécie de capuz
17. CHARNECA Terreno que só crescem plantas rasteiras
18. CIRCUNSPECTO Digno; sisudo
19. COMPUSCAR Contaminado; sujo
20. CONTRAFAÇÕES Falsificações de produtos, assinaturas, etc
21. DÂNDIS Homem que se veste com extremo apuro
22. DESAIROSO Falta de decoro
23. DILAÇÃO Adiamento; delonga
24. DIXE Jóia de pescoço
25. DR. PANGLOSS Personagem do romance Cândido de Voltaire
26. DÚCTIL Que se pode reduzir a fios; esticar
27. ÉGLOGA O mesmo que écogla;  poesia pastoril, bucólica
28. EMPERTIGAVA Arrumar; endireitar
29. ENLEIO Confusão; perplexidade
30. EPIGRAMA Poesia breve, picante
31. EPITALÂMIO Canto ou poema nupcial
32. ESGUELHA De soslaio; de través
33. ESPAVENTO Espanto; susto; pompa
34. FAC TOTUM Pessoa indispensável; irônico
35. FATUIDADE Vaidade; presunção
36. FOLHOS Babado para saias, colchas
37. FORCEJAR Empregar esforço; lutar
38. FORTUNA Acaso, sorte
39. FURRIEL Hierarquia militar
40. GÁRRULO Tagarela
41. HAURIR Tirar para fora; esgotar
42. ILHARGA Ilhal; partes do lombo do cavalo
43. INAÇÃO Falta de ação
44. LAIVOS Mancha; nódoa; traço
45. LANGUIDO Sem forças; fraco; debilitado
46. LESTO Ágil
47. LÍVIDA Pálida
48. LÚBRICA Lascivo
49. LÚGUBRE Sinal de morte; tristeza profunda
50. LUME Fogo; luz; fulgor
51. MAGANÃO Engraçado; jovial
52. MARIMBA Instrumento de percussão
53. NÁIADE Ninfa dos rios e das fontes
54. NECROLÓGIO Elogio a pessoas falecidas
55. NEGACEAVA Engodo; isca; recusa; negação
56. ÓBICE Obstáculo
57. OBTEMPERAR Dizer em resposta, com modéstia
58. OPÚSCULO Pequena obra escrita
59. OTOMANA Turco
60. PAMPEIRO Vento meridional da Argentina; chamado minuano
61. PARCO Econômico; sóbrio
62. PIA FRAUDE Criar situação falsa; inventar
63. PLÁCIDA Sereno, tranqüilo, brando
64. PLUMBEOS Da cor de chumbo
65. PROSÓDIA Pronuncia com a devida acentuação
66. PROTAIR Adiar; procrastinar; demorar
67. PUERIS Infância
68. REDARGÜIA Replicar argumentando
69. SERÔDIA Tardia; fora do tempo
70. SINECURA Emprego ou função que não obriga a trabalho
71. SIROCO Vento do mediterrâneo
72. SOCAPA Disfarce; manha; astucia
73. TÍLBURI Carro pequeno de duas rodas
74. VEIA Disposição; tendência
75. VIANDAS Qualquer tipo de alimento

IAIÁ GARCIA DE MACHADO DE ASSIS



Lendo Iaiá Garcia de Machado de Assis.
Algo bom e gratuito no Play Livros. 
Recomendo.
Mas reserve um bom dicionário!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

BOLA DE GUDE





BOLA DE GUDE

Quem foi criança (esqueçam o detalhe, pequeno detalhe) há mais de "enta" anos, sendo menino, pobre e morador da periferia (pwrrx) há de lembrar-se do fascínio de encontrar com um gude (bola de gude)!

Eu adorava jogar gudes. Mais que empinar arraias (pipas) e jogar um baba (futebol). E por isso apanhei e não foi pouco. Dava mais atenção ao jogo e aí caía na porrada com frequência. Mas não estava “nem aí” para as surras.
Joguei até meus doze anos e ainda hoje quando vejo... A vontade ressurge.

As ruas notadamente ainda sem asfalto facilitavam armar o jogo. Hoje é mais complicado. Sensação estranha essa: ser criança parece menos prazeroso hoje em dia.

Você podia ter duzentos gudes. Lata de leite em pó cheia delas. Bastava ver outro guri com “uma” e a competitividade falava mais alto. Ganhava e perdia com muita frequência. Os gudes corriam de mão em mão mudando de dono. E o jogo perpetuava-se entre os guris. Mais raro algumas meninas também brincavam.

Triangulo armado e a felicidade estava presente naquele mundo mais limitado. Custa pouco ser feliz. Cansei de passar o dia na molecagem do jogo. Se estivesse ganhando não saia por querer ganhar mais e quem estava perdendo não deixava ir por querer recuperar. Se estivesse perdendo não saia de jeito algum, a menos que o(s) oponente(s) ganhassem todas as suas bolas de gudes.

Há pouco Miguel encontrou um gude (foto) em uma caneca aqui em minha escrivaninha. Pela surpresa que ele fez pensei logo no paralelo que eu teria feito há mais de “enta” anos... A diferença veio depois do entusiasmo. O que demonstra a diferença entre as épocas veio na frase que usou para expressar o contentamento com o achado:

- Achei mais uma esfera do dragão!

OZEAS CB RAMOS
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