sexta-feira, 8 de agosto de 2014

BLOG EM PAUSA



Após publicar o poema A PAZ EM MIM cheguei ao fim de um ciclo. Três longos anos com um período fértil de rascunhos.
Agora é hora de por uma ordem na casa.
Tenho em mãos dois livros prontos aguardando a oportunidade de serem publicados. Um em fase final e ainda um quarto livro começando.
Vocês já devem ter lido um pouco sobre ALEZANDRA SYRAH e WILHELM... é com eles que vou seguir meus delírios literários...
Mas por hora, preciso de uma quarentena.
Deixo à disposição dos amigos leitores mais de 500 rascunhos.
Não consigo ser preciso quando volto. Se amanhã, semana que vem, próximo mês ou quem sabe...
Preciso de novas inquietações, novos delírios, novos amores...

Grato pela atenção

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OZEAS CB RAMOS

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

A PAZ EM MIM


A tempestade arribou sua força
A dita paz chegou de uma vez
Com solavanco único
Bateu em mim, abriu a porta
E quis ficar;
Trouxe suas malas e bagagens
Apetrechos de uma senhora desconhecida.
Mas fez-se silencio na maloca
Diante de mim já não havia inimigos
Com quem guerrear uma jihad sequer...
Apenas um permanecia inquieto
Um Eu iracundo e insensato
Divino Eu deixado só
Que aprendeu com a tempestade
A abaixar sua bandeira e brasão
Render-se a si mesmo e serenar.
Um novo termo que a seu tempo
Deixou a brisa entrepassar
Permitiu reaver conceitos
Purificar princípios
E que buscou em seus pensamentos
Aproveitar o tempo aberto e ensolarado
Pegar as correntes quentes e voar.
Sem ter companhias outras
Fiz com a solidão nova parceria
Ela que causara tanta dor
Quando diariamente surgia só
Agora comigo a dividia.
Não sabia diferenciar entre as duas
A paz e a solidão assemelhavam-se
E confuso não as entendia...
Foi lidando com a senhora Solidão
Que em sua brilhante dialética
Ensinou-me o olhar no espelho
E perceber o óbvio:
Como ela me põe no presente
Afirma seu marca-passos em mim
E me faz desejar o que para trás ficou
Sendo essa a sua causa-dor.
A solidão é um contrapasso em revesso.
É o obsoleto em upgrade diário.
Eu quase sucumbi a tal martírio.
A paz, entretanto
Em sua moderada paciência
Quando pega um alguém pelo braço
É como colo de vó
Aquieta a alma afligida
Firma seus passos sem fixá-los
Levanta com jeito a sua face
E para frente o faz olhar e caminhar.
A paz anuncia e vislumbra o futuro.
Foi assim comigo
Essa convivência trouxe-me experiência
Compreendi qual companhia queria
Com quem iria seguir...
E enfim, abri meu coração
Para a paz.
A guerra se foi...
Os inimigos passaram...
A saudade nem se despediu.
Tempestades podem voltar
Mas agora é a paz que me faz companhia.
A paz em mim.


OZEAS CB RAMOS
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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

ENTÃO O QUE EU QUERO?


Não
Não quero teu corpo
Meu querer não é preciso
Quando compreendo meu desejo
Quero o proibido:
Dá-me teu viço
A inquietude de tua paixão
Que move a tua alma

Não
Não quero teu coração
Meu querer ainda não é preciso
Quando compreendo meu sentimento
Quero o proibido:
Quero tua ilusão inteira
Verdades fingidas de tuas loucuras
Que tanto alimentam tua insânia.

Então, o que eu quero?
Eu quero essa mulher menina
Com a promiscuidade etérea
De teus pensamentos torpes
Para compartilhar comigo sonhos
E a completude inocente do teu ser.
Sem cortes, sem metades
É assim que eu quero amor com você.



OZEAS CB RAMOS
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terça-feira, 5 de agosto de 2014

EFÊMERO



EFÊMERO

É vero
O impossível
Um dia inalcançável.
Mas hoje
É mero...
E após tanto esmero
Tornou-se efêmero.
É a vida...


OZEAS CB RAMOS
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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

DESAPEGUE



Eu adoro xícaras...
Xícaras cheias de café...
Muitos cafés...
Mas estante...

DESAPEGUE

Quem tem e pode comprar um livro, após lê-lo, desapegue e passe-o a diante. Para que uma estante com muitos livros empoeirando? Só para alimentar o ego?
Você desapega e mais alguém aproveita o mesmo livro... Quem pega lê e igualmente passa para outra pessoa...
LIVRO TEM QUE TER PÉ.


OZEAS CB RAMOS
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domingo, 3 de agosto de 2014

EXIJO HOJE DA VIDA



EXIJO HOJE DA VIDA

Exijo hoje da vida
Uma nova caneta vermelha;
Ainda sou a página
Desse gasto e meado viver.
Usarei o meu verso
Para escrever outros versos
Não mais de um velho eu
Que consumia o meu devir.
Escrevinharei jabuticabas
Que brotarem após florada
Do meu jacarandá-açú.
Depois de rascunhado avesso
Com dobraduras bem feitas
Farei um avião de papel
Que aprendi na infância
E na pedra do caminho
Lá no alto da montanha
Soltarei minha vida ao vento
Voarei com as correntes quentes
Para onde elas me levarem
Viverei por um instante
O meu sonho de liberdade...
Até que aprendiz de poeta
Consiga sem asas voar!


OZEAS CB RAMOS
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sábado, 2 de agosto de 2014

SUA OPINIÃO É MUITO IMPORTANTE


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SUA OPINIÃO É MUITO IMPORTANTE.
COMENTE - DEIXE SUA CRÍTICA, ELOGIO OU SUGESTÃO.

ELUCUBRAÇÕES



Preciso urgentemente de um ponto-e-vírgula; torcendo muito para que as minhas aspas e reticências não "acabem"... comigo, antes da vírgula deixada para trás ou daquele ponto final.


OZEAS CB RAMOS
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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

CHARDONNAY AMILIE



CHARDONNAY AMILIE

Como deseja meu sotaque
Encontrar-se com teus ouvidos
E entre taças e taças
De um doce de teus sorrisos
Encantar-se por teus olhos
E embriagar-se por teus beijos!


OZEAS CB RAMOS
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