terça-feira, 22 de julho de 2014

Melhor usar a palavra ABSURDO



Melhor usar a palavra ABSURDO

A gente pensa que já viu de tudo, mas basta um novo dia para o surpreendente acontecer. Penso ser melhor usar a palavra ABSURDO. Logo entenderão...
Ainda no Cia 1 (Simões Filho-BA) rumo ao Shopping Barra em Salvador, pouco antes de entrar no ônibus SF-Barra percebi que as coisas não seriam “normais”. O ônibus foi parado no ponto, umas seis pessoas encostaram para entrar, caia uma chuva fina, dessa que “molha besta”, e nada do motorista abrir a porta traseira. Logo um exaltado dava murros na lateral e gritava com o motorista. O fato era que o cobrador havia descido para trocar dinheiro, e sem ele na cadeira julgaram melhor não abrir. Quando finalmente entramos a primeira discussão entre esse mais exaltado e o cobrador. Por sorte encerraram sem maiores problemas.
Eu fui para a parte de trás do ônibus e logo encontrei assento na última cadeira do lado do motorista. Um cidadão brasileiro apareceu vindo da frente do carro pedindo dinheiro para ir “tirar a carteira do trabalho”. Com as pessoas que estavam no fundão ele não achou nada... Voltando para frente ele começou um prolongado discurso, que variava da “minha filosofia é simples”, passando pela religião, que ora dizia ser cristão ora ainda não... Aparentava estar embriagado, o que comprovamos não apenas pelo discurso sem nexo, mas por uma queda durante o trajeto. Esse pelo menos arrancava algumas gargalhadas dos passageiros que não se mostraram incomodados com seu longo e acalorado discurso.
No início da Avenida Bonocô uma senhora que após pagar a passagem e buscar seu lugar, retornou questionando uma atitude do cobrador. Viria mais uma discussão... O tal usou um cartão, mesmo tendo ela pago a passagem, o que segundo ela seria ilegal. O cobrador ofendido pela observação da passageira, que percebeu sua malandragem, alterou o tom, ameaçava parar o ônibus. Virou uma zorra total. Passageiros tomaram posição por cada um deles, e se revezavam na defesa. Mas também terminou mais essa discussão quanto a primeira.
Aí você perguntaria: E onde está o absurdo anunciado? Responderei a seguir...
Eu estava no banco de trás tentando ler as últimas páginas do livro O silêncio das montanhas, sentado no último banco e na última cadeira do lado esquerdo, ao meu lado pela ordem: um senhor, uma jovem senhora e a sua mãe, uma senhora de uns sessenta anos mais ou menos e um rapaz do lado oposto, que fez quase o percurso falando ao celular. Esses dois últimos conversavam tranquilamente quando ele abriu uma mala e pegou uma camisa de manga comprida. Ouvi quando pediu licença à senhora para tirar a que usava e vestir a de manga comprida. Ela aquiesceu e ele assim o fez. Seguiram conversando e ambos observaram que a camisa estava muito machucada. A coisa ficou complicada quando ele pegou uma calça. Sem a menor cerimônia nem senso de ridículo ou de pudor, pediu licença mais uma vez à sua gentil interlocutora, baixou e retirou a calça que estava usando até aquele momento e vestiu a que pegou. O cara de pau trocou de roupa ali em plena luz do dia e na presença de todos. A filha ria sem saber nem o que dizer, pois ouvia a mãe autorizar o jovem a trocar de roupa ali ao lado, cuidando a senhora apenas de virar o rosto. As demais pessoas limitavam-se a rir e menear a cabeça em sinal de desaprovação, mas nenhum de nós aparentou criar qualquer problema ao absurdo ali presenciado.
Afinal...


OZEAS CB RAMOS
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