quinta-feira, 10 de julho de 2014

ESTIVE PENSANDO...



ESTIVE PENSANDO...

Quando escrevinho não busco sentido ulterior, nem desejo dar sentido último às palavras que desenho. Não procuro a beleza ou singeleza da forma como quem escreve poemas. 
Muitas vezes é um desabafo ou em muitos casos reflete apenas um momento. Seja com alguém, com algo que dizem, ou ainda ouvindo uma música, ou lendo... Muito do que escrevo é apenas daquele momento. Muitas vezes fugaz sem ensejar que seja perene... Não visa dar “pistas” sobre quem eu sou, o que penso ou o que estou sentindo. Não é a minha bússola pessoal, nem o meu mapa.

Se há algum valor no que faço está no simples fato de perpetuar as minhas vivências, experiências... Como quem acrescenta fatos ao seu “diário”.

Traduzo o que faço como simples ato de coragem. Coragem para tornar público os devaneios constantes, as loucuras constantes, os sentimentos... Quaisquer que sejam esses.
Nesse sentido, não me considero um escritor, muito menos sou um poeta. Chamo o que faço de RASCUNHO, pois quase sempre é com a caneta vermelha e um bloco de notas que nascem meus textos. Não tenho esse chamado “dom”. É antes a minha sem-vergonhice. Aquele momento em que o tímido transforma-se... Reinventa-se...

Retomei os rascunhos por necessidade. Usei essa atividade como terapia. Precisava esvaziar a caixa preta. Essa autoterapia trouxe o prazer sendo hoje como um hobby. Gosto de rascunhar a mim mesmo e às coisas que estão à minha volta. Escrever, lembrar, sonhar e escrever como quem tem uma necessidade, como uma compulsão. Mas como uma atividade qualquer, simplória, do dia a dia. É como ir ver meu time em um jogo no estádio ou ir ao parque com meu filho caçula. Não o faço para ser notado.

Há, entretanto uma satisfação, algo que me apraz mais que encontrar um leitor. Quando essa coragem encontra eco em alguém e esse começa a escrever. Fazer alguém pensar: se ele escreve, eu também posso!
Ou levá-lo a ter a mesma coragem de pular o precipício e publicar o que escreve.

Sempre pego carona com Quintana:
"Eu acho que todos deveriam fazer versos. Ainda que saiam maus, não tem importância. É preferível, para a alma humana, fazer maus versos a não fazer nenhum".

Comigo é assim, e assim sigo pensando...

OZEAS CB RAMOS
BLOG RASCUNHO1966
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