sexta-feira, 8 de agosto de 2014

BLOG EM PAUSA



Após publicar o poema A PAZ EM MIM cheguei ao fim de um ciclo. Três longos anos com um período fértil de rascunhos.
Agora é hora de por uma ordem na casa.
Tenho em mãos dois livros prontos aguardando a oportunidade de serem publicados. Um em fase final e ainda um quarto livro começando.
Vocês já devem ter lido um pouco sobre ALEZANDRA SYRAH e WILHELM... é com eles que vou seguir meus delírios literários...
Mas por hora, preciso de uma quarentena.
Deixo à disposição dos amigos leitores mais de 500 rascunhos.
Não consigo ser preciso quando volto. Se amanhã, semana que vem, próximo mês ou quem sabe...
Preciso de novas inquietações, novos delírios, novos amores...

Grato pela atenção

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OZEAS CB RAMOS

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

A PAZ EM MIM


A tempestade arribou sua força
A dita paz chegou de uma vez
Com solavanco único
Bateu em mim, abriu a porta
E quis ficar;
Trouxe suas malas e bagagens
Apetrechos de uma senhora desconhecida.
Mas fez-se silencio na maloca
Diante de mim já não havia inimigos
Com quem guerrear uma jihad sequer...
Apenas um permanecia inquieto
Um Eu iracundo e insensato
Divino Eu deixado só
Que aprendeu com a tempestade
A abaixar sua bandeira e brasão
Render-se a si mesmo e serenar.
Um novo termo que a seu tempo
Deixou a brisa entrepassar
Permitiu reaver conceitos
Purificar princípios
E que buscou em seus pensamentos
Aproveitar o tempo aberto e ensolarado
Pegar as correntes quentes e voar.
Sem ter companhias outras
Fiz com a solidão nova parceria
Ela que causara tanta dor
Quando diariamente surgia só
Agora comigo a dividia.
Não sabia diferenciar entre as duas
A paz e a solidão assemelhavam-se
E confuso não as entendia...
Foi lidando com a senhora Solidão
Que em sua brilhante dialética
Ensinou-me o olhar no espelho
E perceber o óbvio:
Como ela me põe no presente
Afirma seu marca-passos em mim
E me faz desejar o que para trás ficou
Sendo essa a sua causa-dor.
A solidão é um contrapasso em revesso.
É o obsoleto em upgrade diário.
Eu quase sucumbi a tal martírio.
A paz, entretanto
Em sua moderada paciência
Quando pega um alguém pelo braço
É como colo de vó
Aquieta a alma afligida
Firma seus passos sem fixá-los
Levanta com jeito a sua face
E para frente o faz olhar e caminhar.
A paz anuncia e vislumbra o futuro.
Foi assim comigo
Essa convivência trouxe-me experiência
Compreendi qual companhia queria
Com quem iria seguir...
E enfim, abri meu coração
Para a paz.
A guerra se foi...
Os inimigos passaram...
A saudade nem se despediu.
Tempestades podem voltar
Mas agora é a paz que me faz companhia.
A paz em mim.


OZEAS CB RAMOS
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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

ENTÃO O QUE EU QUERO?


Não
Não quero teu corpo
Meu querer não é preciso
Quando compreendo meu desejo
Quero o proibido:
Dá-me teu viço
A inquietude de tua paixão
Que move a tua alma

Não
Não quero teu coração
Meu querer ainda não é preciso
Quando compreendo meu sentimento
Quero o proibido:
Quero tua ilusão inteira
Verdades fingidas de tuas loucuras
Que tanto alimentam tua insânia.

Então, o que eu quero?
Eu quero essa mulher menina
Com a promiscuidade etérea
De teus pensamentos torpes
Para compartilhar comigo sonhos
E a completude inocente do teu ser.
Sem cortes, sem metades
É assim que eu quero amor com você.



OZEAS CB RAMOS
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terça-feira, 5 de agosto de 2014

EFÊMERO



EFÊMERO

É vero
O impossível
Um dia inalcançável.
Mas hoje
É mero...
E após tanto esmero
Tornou-se efêmero.
É a vida...


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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

DESAPEGUE



Eu adoro xícaras...
Xícaras cheias de café...
Muitos cafés...
Mas estante...

DESAPEGUE

Quem tem e pode comprar um livro, após lê-lo, desapegue e passe-o a diante. Para que uma estante com muitos livros empoeirando? Só para alimentar o ego?
Você desapega e mais alguém aproveita o mesmo livro... Quem pega lê e igualmente passa para outra pessoa...
LIVRO TEM QUE TER PÉ.


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domingo, 3 de agosto de 2014

EXIJO HOJE DA VIDA



EXIJO HOJE DA VIDA

Exijo hoje da vida
Uma nova caneta vermelha;
Ainda sou a página
Desse gasto e meado viver.
Usarei o meu verso
Para escrever outros versos
Não mais de um velho eu
Que consumia o meu devir.
Escrevinharei jabuticabas
Que brotarem após florada
Do meu jacarandá-açú.
Depois de rascunhado avesso
Com dobraduras bem feitas
Farei um avião de papel
Que aprendi na infância
E na pedra do caminho
Lá no alto da montanha
Soltarei minha vida ao vento
Voarei com as correntes quentes
Para onde elas me levarem
Viverei por um instante
O meu sonho de liberdade...
Até que aprendiz de poeta
Consiga sem asas voar!


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sábado, 2 de agosto de 2014

SUA OPINIÃO É MUITO IMPORTANTE


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ELUCUBRAÇÕES



Preciso urgentemente de um ponto-e-vírgula; torcendo muito para que as minhas aspas e reticências não "acabem"... comigo, antes da vírgula deixada para trás ou daquele ponto final.


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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

CHARDONNAY AMILIE



CHARDONNAY AMILIE

Como deseja meu sotaque
Encontrar-se com teus ouvidos
E entre taças e taças
De um doce de teus sorrisos
Encantar-se por teus olhos
E embriagar-se por teus beijos!


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quinta-feira, 31 de julho de 2014

NUDEZ



NUDEZ

Quero ver o desnudar
Das tuas razões.
Porque as minhas
Eu já te entreguei.
Depois ver você nua
Pois vou me despir
Até de meu querer
Só para ter
Você em mim.


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LEVEZA - 31/07/2014



LEVEZA - 31/07/2014

Sabe, aquela pedra
Encantada e reluzente
Aquela que eu carregava
Ficou na madrugada
E nela se perdeu
Ficando apenas na lembrança.
Só dei conta de mim
Quando amanheci sozinho
e na azáfama de reviver
busquei novos sonhos.
Foi assim ao acaso
Que eu descobri em tempo
Que amo a leveza
Mais do que a pedra.
Enfim, o astro-rei luzente
Trouxe luz para meu dia.
Mais leve agora
Eu posso seguir...


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quarta-feira, 30 de julho de 2014

SENTIR



SENTIR

A poesia pode ser descrita
Em apenas um ato:
Sentir.
A vida em um hiato
Princípio e fim.


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segunda-feira, 28 de julho de 2014

PARA MINHA AMADA



PARA MINHA AMADA
(Dedicado a Puta romântica ALEZANDRA)

Ah saudade entranhável
De tua luxuria sagrada
Das chamas em nossa cama
De teu corpo ardente
Presente sempre quente
De desejos torpes
Minha puta amada
Romântica safada

Ah saudade indubitável
De sentir tuas labaredas
Subir ao cume de teus montes
De penetrar o teu vulcão
Sugar teu doce magma
Que corre de tuas coxas
E percorrer aos beijos
Todos os teus litorais

Ah saudade insuportável
De você mulher sofisma
De teus carinhos obscenos
E vivenciar toda explosão
De nossa paixão insana
Para refocilar ao teu lado
Depois de amarmos o amor.

Estou com vontade de você...


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domingo, 27 de julho de 2014

MERO JARDINEIRO



MERO JARDINEIRO
26/07/2014

Amei-te no jardim em silêncio
Onde procurei por linda flor
Quando te encontrei vi que eras,
Dentre todas, a mais bela
A flor perfeita, o meu amor.

Uma a uma, e em cada pétala
Amei-te em cada margarida
No bem querer meu bem
No mal me quer do não querer
De onde vou a toda brida.

Quem dera ser teu bem
Quem dera ter a tua flor
Desse jardim eu não sairia
Encantado por tua beleza,
Atraído por teu olor.

É assim, que eu mero jardineiro
Amo-te todo o tempo.


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RETICÊNCIA



RETICÊNCIA

...
Um deus fez o ponto.
Outro fez a reticência...
Eu amo as reticências,
Com ela o diabo criou a interpretação!


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sábado, 26 de julho de 2014

NADO

Nado sem o saber
Sem saber nada
Sei
E nado...
Nada


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FIM DE TARDE COM O SOL NASCENDO...


FIM DE TARDE COM O SOL NASCENDO...

Ontem na BR 324 ainda no ônibus sentido Salvador, com a monotonia chata de um engarrafamento de fim de tarde (toda tarde tem o seu!) íamos conversando, ele sentado em meu colo, torcendo, se contorcendo, falávamos sobre tudo. Pediu para ver o aplicativo no celular que dá a localização, muitas informações do trânsito, e indica a direção. Fica encantado com o que surge, faz muitas perguntas, desde o que é GPS, etc. Essa conversa durou um bom pedaço...
Ele estranhou que em certo trecho não havia casas, nem prédios, apenas um vazio imenso com mato para todo lado. Anda sempre alerta e qualquer coisa é motivo de puxar conversa.
De repente, percebemos o por do sol. Aquele finzinho de tarde, já escurecendo, e o sol já no horizonte escondendo-se... Um amarelo-alaranjado pintava o céu com algumas nuvens compondo o cenário bucólico e lindo.
− Pai, olhe o sol nascendo! – disse. O que eu retruquei de imediato, explicando que o sol estava se pondo e não nascendo.
− Quando o dia nasce, nasce com ele o sol. Quando chega o final da tarde, ele se põe. É assim. − Ao menos é assim para mim. Porque ele não concordava. O que ele via não era o mesmo que eu via com aquele cenário.
− Pai, deixe lhe explicar. Quando o sol vai em uma cidade ele nasce em outra. Não é isso?  o que tive que concordar. – então, ele está nascendo lá loooonge...
Aprendendo mais uma com esse meu companheiro inseparável. Para um mesmo fato, posso ver apenas o que está à minha frente, limitado, ou como ele, posso ver adiante. E assim enxergar de modo mais completo.
A viagem prosseguiu com ele pedindo para experimentar uma pamonha de puba (carimã) e puxando conversa com o senhor que a vendia...


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sexta-feira, 25 de julho de 2014

ENTÃO HOJE É O DIA

Imagem da Net


ENTÃO HOJE É O DIA
25 de julho - Dia do Escritor

Então hoje é o dia
Da caneta, do lápis de do papel
Do bloco de notas soltas
Do caderno digital
Da escrita sem pretensão
Da ideia magistral.

Então hoje é o dia
Da estória inventada
Da falácia alada
Dos seres inanimados
Do fogo, do vento, do tempo
Da terra, do ar e do mar.

Então hoje é o dia
Das histórias contadas
Das verdades encenadas
Das máximas pregadas
Até das mentiras sinceras
Narradas com a pureza da alma.

Então hoje é o dia
Do inteligente inocente
Do tímido e do louco
Das maldades e virtudes
Dos amores, tesões e luxúrias
Torpes, danosas e sacrossantas.

Sendo assim, hoje é o dia
Da alma com nome
Que escrevinha sentimentos
Que exalta a vida em sua plenitude
E que assina com o pseudônimo:
ESCRITOR.


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quinta-feira, 24 de julho de 2014

SARAU PROSA E POESIA


EBULIÇÃO



EBULIÇÃO

Na passarela dessa vida
Vejo gente, muita gente
Vejo rostos e rostos
Sorrisos soltos
Sorrisos muitos
Toscos
Alguns tolos
Olhares e olhares
Distantes
Alguns mortos
Mortos em movimento
Movimentos
Vida em constante ebulição
Vida que vibra
Energias vivas
Viva!


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quarta-feira, 23 de julho de 2014

AUTO PODA



AUTO PODA

Não esperei a minguante
Somente meu inverno...
E longe do meu jardim
Perdi a brotação temporã

Tenho podado minha árvore
A cada dia um talho
Sem atalho e caminho
Entalho as minhas razões.

Cortei galhos inúteis
Eliminei frutos pecos
que não davam frutos
traziam apenas pesar...

Perdi muita seiva vital
Vi meus sulcos secarem
Restos servindo ao fogo
Caiam pedaços de mim

Mas em minha raiz profunda
a esperança floresce
Agora renovado e mais leve
Teimo em renascer todo dia.


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terça-feira, 22 de julho de 2014

Melhor usar a palavra ABSURDO



Melhor usar a palavra ABSURDO

A gente pensa que já viu de tudo, mas basta um novo dia para o surpreendente acontecer. Penso ser melhor usar a palavra ABSURDO. Logo entenderão...
Ainda no Cia 1 (Simões Filho-BA) rumo ao Shopping Barra em Salvador, pouco antes de entrar no ônibus SF-Barra percebi que as coisas não seriam “normais”. O ônibus foi parado no ponto, umas seis pessoas encostaram para entrar, caia uma chuva fina, dessa que “molha besta”, e nada do motorista abrir a porta traseira. Logo um exaltado dava murros na lateral e gritava com o motorista. O fato era que o cobrador havia descido para trocar dinheiro, e sem ele na cadeira julgaram melhor não abrir. Quando finalmente entramos a primeira discussão entre esse mais exaltado e o cobrador. Por sorte encerraram sem maiores problemas.
Eu fui para a parte de trás do ônibus e logo encontrei assento na última cadeira do lado do motorista. Um cidadão brasileiro apareceu vindo da frente do carro pedindo dinheiro para ir “tirar a carteira do trabalho”. Com as pessoas que estavam no fundão ele não achou nada... Voltando para frente ele começou um prolongado discurso, que variava da “minha filosofia é simples”, passando pela religião, que ora dizia ser cristão ora ainda não... Aparentava estar embriagado, o que comprovamos não apenas pelo discurso sem nexo, mas por uma queda durante o trajeto. Esse pelo menos arrancava algumas gargalhadas dos passageiros que não se mostraram incomodados com seu longo e acalorado discurso.
No início da Avenida Bonocô uma senhora que após pagar a passagem e buscar seu lugar, retornou questionando uma atitude do cobrador. Viria mais uma discussão... O tal usou um cartão, mesmo tendo ela pago a passagem, o que segundo ela seria ilegal. O cobrador ofendido pela observação da passageira, que percebeu sua malandragem, alterou o tom, ameaçava parar o ônibus. Virou uma zorra total. Passageiros tomaram posição por cada um deles, e se revezavam na defesa. Mas também terminou mais essa discussão quanto a primeira.
Aí você perguntaria: E onde está o absurdo anunciado? Responderei a seguir...
Eu estava no banco de trás tentando ler as últimas páginas do livro O silêncio das montanhas, sentado no último banco e na última cadeira do lado esquerdo, ao meu lado pela ordem: um senhor, uma jovem senhora e a sua mãe, uma senhora de uns sessenta anos mais ou menos e um rapaz do lado oposto, que fez quase o percurso falando ao celular. Esses dois últimos conversavam tranquilamente quando ele abriu uma mala e pegou uma camisa de manga comprida. Ouvi quando pediu licença à senhora para tirar a que usava e vestir a de manga comprida. Ela aquiesceu e ele assim o fez. Seguiram conversando e ambos observaram que a camisa estava muito machucada. A coisa ficou complicada quando ele pegou uma calça. Sem a menor cerimônia nem senso de ridículo ou de pudor, pediu licença mais uma vez à sua gentil interlocutora, baixou e retirou a calça que estava usando até aquele momento e vestiu a que pegou. O cara de pau trocou de roupa ali em plena luz do dia e na presença de todos. A filha ria sem saber nem o que dizer, pois ouvia a mãe autorizar o jovem a trocar de roupa ali ao lado, cuidando a senhora apenas de virar o rosto. As demais pessoas limitavam-se a rir e menear a cabeça em sinal de desaprovação, mas nenhum de nós aparentou criar qualquer problema ao absurdo ali presenciado.
Afinal...


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domingo, 20 de julho de 2014

DO AMOR SEM CURA

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DO AMOR SEM CURA

Desisti de entender teu tempo
De ti esperar ao vento
De sentir esse portento
Desisti do amor sem cura
Que de tanto querer
Invento você aqui!


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sexta-feira, 18 de julho de 2014

VEM SER FELIZ



VEM SER FELIZ

Agora vem comigo
Vem ser feliz
Em uma cor
Ou em matiz
No sabor do arco-iris
Ou no vento leve de um sonho.


OZEAS CB RAMOS
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quinta-feira, 17 de julho de 2014

ININTELIGÍVEL



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quarta-feira, 16 de julho de 2014

UM NOVO PENSAR - A ÉTICA, O CONHECIMENTO E A MORAL - Final


Um exemplo que se ajusta a meu pensamento é extraído do conceito de santidade que encontramos no velho e novo testamentos (sou ocidental amigo). De modo geral, no VT para ser santo era preciso manter-se puro. Afastar-se de uma série de coisas e situações, realizar atos purificatórios, etc. Uma vez no NT, santidade é mais bem traduzida como maturidade. Uma pena, pois na tentativa de esboçar essa maturidade cometeram uma falta grave. Não há como trazer maturidade ao ser humano privando-o de sua capacidade intelectual em detrimento à fé. Maturidade está mais próximo da liberdade. A fé o aprisiona a alguns postulados e dogmas. É como se dissessem: espero que sejas maduro, pero no mucho.

Uma pergunta esperada é:

Se deus, a fé, a religião e seus postulados e dogmas, não fazem sentido para você, então o que faz? Como dar ao homem uma ferramenta de equilíbrio, de bons princípios, que ajude a ajustá-lo na sociedade?

Confesso que esperava mais do homem de nosso tempo. Esperava que nesse terceiro milênio, dedicássemos mais de nossa força mental para ”amadurecer” e encontrar uma via alternativa para, mesmo sem o pensamento religioso e sem a figura obscura de um ou mais deuses (desnecessários), alcançássemos equilíbrio pessoal e em sociedade.

Já temos o que se pode transformar em algo válido para esse fim: a ética. Ela que juntamente com o conhecimento e a moral fariam plenamente bem ao homem. Vejo valor na ética por ela não ser um conceito universal, tendo ela um caráter evolutivo. A cada tempo, a cada cultura, ela se renovaria. Estaria assim resolvida a questão relativa à sociedade. Mas você inteligente e intrigado, logo perguntaria: e quanto às questões transcendentes? De caráter ulterior que afetam o homem?

Tenho gasto aqui o meu latim, exatamente para expor o que eu penso sobre essas questões. Não há porque ter tais preocupações. Conhecendo a natureza humana, sabendo que tudo passa por transformações, e que nosso corpo mortal também passará, temos aí encontrado a nossa nova “paz de espírito”. Tudo se transforma, inclusive eu. Tudo passa inclusive eu.

Pessoalmente fico puto com isso. E penso:

- o universo - dez bilhões de anos
- a terra - quatro milhões de anos
- e eu, um merda-mortal vulgarmente chamado humano, menos de duzentos anos. Isso mesmo. Eu queria viver uns duzentos anos pelo menos. Mas não vai dar... Nem poderei dizer como o exterminador do futuro: “I'll be back”.

O que mais existir de dúvidas ficará no campo de nossa limitação. Não encontraremos respostas para todas as nossas inquietações. E não ter tais respostas não traz por inferência a noção de um deus, uma energia, ou coisa que o valha.

Mas sejam por um, cinqüenta ou duzentos anos, conhecer nossos limites e finitude é ter encontrado a nossa resiliência. Para uma mente esclarecida isso já é o bastante.

Mas se ao final você disser: eu creio e isso basta. Para mim, está de acordo. Que assim seja. E se puder pedir-lhe apenas dois favores, esses seriam:

1. Que a sua fé realmente faça sentido em seu viver. Lembre-se que crer traz implicações...

2. Mas que seja em sua vida. Não gaste a minha pouca paciência com a sua fé. Guarde-a como um valioso tesouro para você e/ou para quem solicitar. O que não é o meu caso.

Finalizando esses três textos, penso que consegui evitar ataques ao livre agir, ficando as minhas críticas no campo da especulação filosófica. Compreendendo o direito que cada pessoa tem de escolher um credo e fazer disso a sua razão. E que, ao contrário do R. Dawkins (o ateu mais feroz) não há sentido algum em ser ateu, uma vez que não se pode provar nem a existência nem a inexistência de deus. Por isso é que sou agnóstico e assim permanecerei.

E tenho dito!


OZEAS CB RAMOS


PS:
Recomendo a leitura do livro - Deus, um delírio, de R. Dawkins.
Leiam também:
UM SER LIVRE ATÉ PARA A NEVASCA - parte 1
O SENTIR COMO AFERIDOR DA FÉ PESSOAL - parte 2

O SENTIR COMO AFERIDOR DA FÉ PESSOAL – parte 2


Há quem diga (eu já ouvi inúmeras vezes) que a fé, as percepções que uma pessoa tem, está no sentir.

− Mas eu sinto essa “energia”, esse “deus” ou deuses, essa coisa algumas vezes inexplicável. – afirmam. É o tal: “eu creio porque eu sinto”! E ou: Eu sinto, logo existe.

Esse aferidor já era usado quando nos primórdios, por exemplo, (apenas por caráter de exemplo) nos salmos em suas poéticas explicações. Eles falavam “das entranhas” do ser, e era de onde buscavam afirmar o valor da fé que professavam. Uma valia desse “sentir” era que isso concedia ao “sentidor” um caráter mais ”especial” ante outros tantos. Esses passavam a líderes pelo sentir. Estavam mais próximos da sua divindade, de sua vontade e quase sempre eram seus representantes, os seus escolhidos.

Mesmo quando as alegações para a fé são confrontadas por argumentos mais lógicos, racionais, esse “sentidor” se esquiva, e baseia a sua crença em seu sentir. E para ele isso já é o bastante, terreno onde se sente confortável.

É tão óbvio (a mim) que sentir não pode e não deve ser aferidor, que basta lembrar que nosso corpo muda o humor e as percepções por muito pouco, basta um alimento e...

Outro aferidor seria a razão, a nossa capacidade cognitiva que instiga a todo ser humano a conhecer cada vez mais.

Para muitos, fé e conhecimento não se entendem. São de naturezas diferentes. Talvez por isso, quando confrontados as bases de uma fé, alguns prefiram por natureza particular, o sentir. A fé que eles afirmam possuir é bastante para sua necessidade.

Há um postulado que prega a razão e tentam integrar sentir e razão. Até citam físicos e outros tantos para fundamentarem as suas convicções. Esses têm respostas para tudo. Não há o que não possa ser explicado... Embora esses citados não sejam proeminentes em coisa nenhuma, e seus “experimentos” não tragam nenhuma luz para tantos outros... Servem esses apenas para fazer uma ponte entre o inexplicável e a crendice a ser mantida e afirmada.

Ser agnóstico é antes de tudo admitir a própria ignorância face às muitas questões da vida. Então de cara, para um agnóstico ter contato com uma pessoa “religiosa” que pode trazer “luz” para quaisquer questões é no mínimo de causar uma estranheza. Para nós se não se pode trazer uma explicação razoável, essa coisa é inexplicável, e assim permanece sem causar maiores traumas. Para esses outros, se parece inexplicável é porque ”deus” ou a necessidade de “melhorar sempre” que tal coisa acorre. É assim, que deus serve a todo propósito quando a razão humana não consegue uma explicação plausível.

Sem maiores argumentos, sentir e razão, não serviriam como aferidores. Eles sozinhos ou em dupla não alcançam muitas mentes ávidas por explicações...

Permanecem ainda relevantes: De onde eu vim, quem eu sou e para onde vou. Essas são em resumo as questões que movem a todo humano de qualquer tempo. São elas que revelam as nossas limitações.

Como bom agnóstico o que proponho aquele que crê e quer encontrar uma chance de expor sua crença, que quer a minha atenção, ao menos minha atenção, é:

Proponha um novo aferidor. Traga algo novo. Lógico, racional, provável. Nada de um punhado de retalhos, mal organizados, sem fundamentos sólidos... Mesmo que ainda que ao final eu repita Voltaire “Eu não concordo com uma só palavra que você disse, mas defenderei até o fim, o seu direito de dizê-la".

E tenho dito!


OZEAS CB RAMOS


Ps:
Recomendo a leitura desse texto (para quem tiver a paciência pois é um longo texto):
http://ceticismo.wordpress.com/ceti.../porque-sou-agnostico/

UM SER LIVRE ATÉ PARA A NEVASCA - parte 1


Quando um alguém, tendo uma colcha de retalhos, inúmeros retalhos, com um sem número de buracos deixados sem nenhuma lógica aparente, afirma ter em suas mãos um cobertor, esse o faz meramente pela fé pessoal e intransferível que deseja expressar. Ele exercita o seu direito, livre direito, de crer que o que ele vê e toca é o que ele crê. Isso é fé.

Esse pode ainda, com base nessa fé pessoal, crer ainda que um “alguém” está por trás da confecção não só desse cobertor, mas do frio, do sereno, da noite, etc.

Há outra questão. Se esse crer encontra eco em outra pessoa essa fé é compartilhada e tem grande chance de tornar-se religião, princípios superiores, etc.

O que si vê, real ou “mistérios” é de foro pessoal.

Por outro lado, é deveras possível que haja outro alguém que olhe a mesma peça à sua frente e pense: isso é um trapo imprestável. Esse igualmente exerce o seu livre direito de não “captar” a “essência” daquela peça. É um insensível, um cego. Mas até esse fato é seu direito.

Ambos, caso se respeitem e tenham interesse podem cada um a seu modo, com a sua capacidade ou limitação tentar mostrar ao outro a possibilidade desse outro estar equivocado. Isso se ambos se permitirem essa tarefa.

Cubram-se com seus “cobertores”, exercitem a sua liberdade de fé, de culto e de pensamento. Anseiem conhecer quem o fez, e onde esse reside... Mas pelo amor de seu cobertor, faça-o em você, para você, em seu ambiente. Deixem-me com meu frio e livre pensar.

Pois até enfrentar uma ”nevasca” é um direito que eu não abro mão.

E tenho dito!


OZEAS CB RAMOS


Ps:
Nada muda em meu pensamento, absolutamente nada, se você afirmar categoricamente, e insistir, e crer com toda a sua força, que a colcha é do mais perfeito linho, da mais pura seda, com a lã mais perfeita.

terça-feira, 15 de julho de 2014

FOI EM UM DIA ASSIM

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FOI EM UM DIA ASSIM

Foi em um dia assim
Que caminhei por detrás do sol
Para ver seu brilho e sua força
Como a luz que encantou
E atraiu os meus sentidos.

Foi em um dia assim
Que conheci o calor de teu corpo
Aquecendo-me, abraçando-me
E me entregando a teu amor
Fui feito teu astro celeste.

Foi em um dia assim
Que conheci a dor de querer
E a loucura de estar só
Quando atrás de ti eu corri
Eu encontrei as trevas da solidão.

Foi em um dia assim
Que me perdi de mim...
Na chegada, uma partida
No mesmo dia que te amei
Vi meu sol a extinguir-se...

Foi em um dia assim
Que encontrei um fim.
O sol não brilha mais...

OZEAS CB RAMOS
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domingo, 13 de julho de 2014

SEM VOCÊ AQUI

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SEM VOCÊ AQUI

Sem você aqui
Sou como a madrugada fria
Em seu silêncio estoico
Que dilacera a alma aflita.

Sem você aqui
Sou como o coração aturdido
Que perdeu os seus segredos
E agoniza em descompassos.

Sem você aqui
Sou como a poesia peta
Com seus versos tolos
Que exauri a vida.

Sem você aqui
Sou como um deserto alado
Que dilata suas fronteiras
Consumindo os sonhos.

Sem você aqui
Sou como o amanhã...


OZEAS CB RAMOS
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quinta-feira, 10 de julho de 2014

ESTIVE PENSANDO...



ESTIVE PENSANDO...

Quando escrevinho não busco sentido ulterior, nem desejo dar sentido último às palavras que desenho. Não procuro a beleza ou singeleza da forma como quem escreve poemas. 
Muitas vezes é um desabafo ou em muitos casos reflete apenas um momento. Seja com alguém, com algo que dizem, ou ainda ouvindo uma música, ou lendo... Muito do que escrevo é apenas daquele momento. Muitas vezes fugaz sem ensejar que seja perene... Não visa dar “pistas” sobre quem eu sou, o que penso ou o que estou sentindo. Não é a minha bússola pessoal, nem o meu mapa.

Se há algum valor no que faço está no simples fato de perpetuar as minhas vivências, experiências... Como quem acrescenta fatos ao seu “diário”.

Traduzo o que faço como simples ato de coragem. Coragem para tornar público os devaneios constantes, as loucuras constantes, os sentimentos... Quaisquer que sejam esses.
Nesse sentido, não me considero um escritor, muito menos sou um poeta. Chamo o que faço de RASCUNHO, pois quase sempre é com a caneta vermelha e um bloco de notas que nascem meus textos. Não tenho esse chamado “dom”. É antes a minha sem-vergonhice. Aquele momento em que o tímido transforma-se... Reinventa-se...

Retomei os rascunhos por necessidade. Usei essa atividade como terapia. Precisava esvaziar a caixa preta. Essa autoterapia trouxe o prazer sendo hoje como um hobby. Gosto de rascunhar a mim mesmo e às coisas que estão à minha volta. Escrever, lembrar, sonhar e escrever como quem tem uma necessidade, como uma compulsão. Mas como uma atividade qualquer, simplória, do dia a dia. É como ir ver meu time em um jogo no estádio ou ir ao parque com meu filho caçula. Não o faço para ser notado.

Há, entretanto uma satisfação, algo que me apraz mais que encontrar um leitor. Quando essa coragem encontra eco em alguém e esse começa a escrever. Fazer alguém pensar: se ele escreve, eu também posso!
Ou levá-lo a ter a mesma coragem de pular o precipício e publicar o que escreve.

Sempre pego carona com Quintana:
"Eu acho que todos deveriam fazer versos. Ainda que saiam maus, não tem importância. É preferível, para a alma humana, fazer maus versos a não fazer nenhum".

Comigo é assim, e assim sigo pensando...

OZEAS CB RAMOS
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O MEU AMOR ESTÁ VIRTUAL



O MEU AMOR ESTÁ VIRTUAL

Inda por horas seguimos
Contrariando Quintana*
Ficamos por horas afagando
E suavizando nossos sentimentos
Numa troca de caricias em palavras
Testemunhados por olhares atentos
Mútuos tanto quanto tolos.
Distantes sim, da chama do outro
Mas que alcança com ligeireza
Nossos corações sedentos.


OZEAS CB RAMOS
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EU QUERO É TEU CALOR ANIMAL - MÁRIO QUINTANA

Mas onde já se ouviu falar num amor á distância*
Num teleamor ?! 
Num amor de longe… 
Eu sonho é um amor pertinho… 
E depois 
Esse calor humano é uma coisa que todos - até os executivos têm 
É algo que acaba se perdendo no ar 
No vento 
No frio que agora faz… 
Escuta! 
O que eu quero 
O que eu amo 
O que eu desejo em ti 
É teu calor animal…

terça-feira, 8 de julho de 2014

MEU MANIFESTO



MEU MANIFESTO

Apesar de estar zuando o jogo nesse primeiro tempo, não tenho do que me envergonhar. Nossa seleção chegou até onde dava pra chegar. Esse é o nosso máximo e os jogadores deram esse máximo. Não via como nossa seleção chegasse mais longe. O único problema é que a copa é aqui e a paixão brasileira cobra mais por isso. Ainda mais quando somos lembrados por uma Copa que ficou muito no passado - 1950.
Se uma coisa tivemos foi muita sorte em ter pego os adversários que pegamos, senão já teríamos sido eliminados anteriormente.
Somos o país com mais títulos mundiais, e isso tende a ser logo logo ultrapassado.
Parabéns seleção brasileira. Parabéns Brasil pela grande Copa. Fomos gigantes pela própria natureza. E é com esse gigantismo que devemos voltar agora nosso olhar para a próxima eleição. Essa sim será a nossa "copa".
Olhar altivo de um povo em que se respeita e exerce seu dever cívico com desejo de criar mudanças para o país.
Queríamos copa, queiramos educação, saúde, segurança, igualdade social, desenvolvimento, etc. Queremos e precisamos mudar esse hábito de levar vantagem em tudo que gera tanta corrupção. Mudar nossa apatia política que garante aos corruptos tanta segurança que nada lhes afetará...
Essa sim, será a nossa hora. A hora de sermos mais que hexa-campeões...
Parabéns Brasil. Parabéns povo brasileiro. Ordeiro, receptivo, hospedeiro, amigo, educado, pacífico.
Eu, Ozeas CB Ramos, sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor.

OZEAS CB RAMOS
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NOITES DE JUNHO - Márcia Ribeiro

NOITES DE JUNHO
Por Márcia Ribeiro

Se você tivesse entrado na minha vida
De outra maneira
Deixando a porta aberta
A luz da sala acesa
Como se gostar fosse o seu nome
O tempo e o modo do verbo
A lenha queimando na fogueira
Então para sempre meus seriam
Estes seus olhos claros 
Que tem das noites de junho
O brilho de todas as estrelas
Porque seu nome
Quer dizer príncipe
Mas eu nunca serei sua princesa
Eu cheguei na hora incerta
Bati na porta errada 
E não adiantou
De nada
Confessar-te o meu amor 
Da vida inteira
E hoje
Quando finge que não me conhece
Você parece mais
Aquela estrela
Que brilha como duas
No frio das noites de junho
E no meu peito
Acende a fogueira

EVENTO LITERÁRIO: OUTRAS LEITURAS

Outras Leituras: uma tarde com música e poesia. 



segunda-feira, 7 de julho de 2014

SANTO ANTONIO DE JESUS-BA

De tanto cantar terras alheias, percebi que não conheço nada de minha cidade natal: Santo Antonio de Jesus.
Costumo dizer que fui "feito e criado" em Nazaré (erroneamente chamada de Nazaré das Farinhas), mas nasci mesmo em Santo Antonio de Jesus.

Brasão

Fundação:
29 de maio de 1880

Prefeitura
Imagem da Net

É conhecida como a capital do recôncavo ou cidade das palmeiras.
Tem seu gentílico: santo-antoniense e vulgarmente: papajacas.

Bandeira

Hino do município de Santo Antônio de Jesus
Letra e música: por Maria de Lourdes Passos Coni

Cidade das flores, quantas coisas tens
O dinamismo do povo, comunicação também
Tudo em ti expressa ternura e calor
Progresso do nosso Recôncavo
Transmitas carinho e amor

Segues sempre em frente, cresce mais e mais
Mostras que és capaz de produzir.
Cria nova metas, e os teus ideais
Procura a todos difundir

Fostes uma capela, hoje tu és grande
Palmeiras ressaltam tua beleza
Cidade sorriso, busca confiante,
Teu comércio exalta tua grandeza.

Brasil é o teu lar, líderes fizestes
Que te exibem aos múltiplos rincões,
Gente, amor, trabalho são os teus guindastes
Cenário de paz, de emoções


Localização:
A 190 Km de Salvador à margem da BR-101, e limita-se com os municípios de Aratuípe, Conceição do Almeida, Elízio Medrado, Laje, Muniz Ferreira, Nazaré, São Felipe e São Miguel das Matas.

Economia:
Tem seu ponto forte no comércio local.

Imagem da Net

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A cidade é bem conhecida em função das festividades por ocasião do São João.

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Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Ant%C3%B4nio_de_Jesus
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