quinta-feira, 22 de agosto de 2013

DEVANEIOS



DEVANEIOS

Minha finitude me consome os dias
arrastados pelas nuvens que passam (sempre passam)
levados pela força dos ventos
"o vento sopra aonde quer"...
Minhas marcas de expressão já não dizem nada
Há quem diga apenas, por elas, que eu estou ficando velho.
Eu não acho! Ainda me masturbo tanto quanto fazia aos 12, 13, 14 anos.
Meus sonhos cansados pela longa espera
Resolveram e me abandonaram (leprosos desgraçados).
Quase todos se foram, menos um.
Em meio aos devaneios sonho com a imortalidade.
Traduzida aqui como infinitude.
Meu atributo divino. Afinal, enquanto vivo, sou deus em mim.
Divindade alcançada quando pela palavra sou igualmente criador.
Logo, escrever não faz de um poeta. Tão somente um deus.
Se você leu até aqui, é provável que eu tenha alcançado.
E agora eu me encontro em você.

E assim, você é agora parte de mim.

OZEAS RAMOS

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