segunda-feira, 25 de março de 2013

TOPÓ 1 - PRIMEIRAS HISTÓRIAS



- PRIMEIRAS HISTÓRIAS

Estava em frente ao PC e iria começar a rascunhar sobre uma figura ímpar que não sai de minha memória. Quando perguntei algumas coisas a um de seus filhos, ele me falou que (hoje) era aniversário de sua morte. Eu não sabia e disse a ele não pensar no pai dele como estando morto. Afirmo que algumas pessoas não deveriam morrer, das quais ele seria uma. Tenho certeza que ele adoraria conhecer Miguel conversador. E Miguel adoraria aprontar por lá...

O que eu estava lembrando segue agora.
Ele me chamava de gordo. Época que eu era magro se comparado a hoje. Mas para ele era gordo, como um apelido.

Topó como ele era chamado. Vindo de Belém próximo a Cachoeira, cidade que eu fazia questão de comentar com ele porque sempre puxava assunto. Ele gostava de conversar.

Era barbeiro de profissão. Eu o chamava de cabeleireiro apenas pra vê-lo reagir contrário, mostrando sua carteira funcional, sindicalizado, etc..

Topó me diga: quem faz barba é barbeiro. Quem corta cabelo é cabeleireiro.
- Gordo, já te falei, sou barbeiro, olhe a minha carteira aqui. Leia o que diz. O “ficar retado” dele era engraçado mais que irado. Não me lembro dele sem paciência.

Outra coisa que ele detestava: quando eu o chamava de “meu sogro”.
- Gordo, já te falei, brinque comigo, com tudo, menos com minhas filhas.

A barbearia mudou algumas vezes de endereço em meus quase 30 anos de cliente abusado. Mudava o endereço mais algumas coisas eram sempre as mesmas. O barbeiro e seus “discípulos”, a cadeira que eu não acertava usar outra, a conversa e os abusos, e uma placa confeccionada com palitos de fósforos disposta na parede em frente à porta de entrada:


Não passe sem olhar
Não olhe sem entrar
Não entre sem cortar
Não corte sem pagar
Barbearia Topó

É isso. Próximo rascunho lembrarei de quando fiz minha primeira barba.

OZEAS CB RAMOS


PARTE 2 - TOPÓ - PARTE 2

PARTE 3 - TOPÓ - PARTE 3



domingo, 24 de março de 2013

VIRAR A PÁGINA



PEDRARIA VÃ




PEDRARIA VÃ


Caminhos e pedras são intrínsecos.
Sempre existirão pedras. Pedras no caminho daqueles que caminham.
O diabo Drummond é que um dia você encontra a "pedra" e sem saber o que fazer nem como agir, resolve carregá-la vida a fora.
Poderia desviar pular, destruí-la. Mas você carrega a "bendita" pedra.
Continua seu caminhar, que por si só já tem seus fardos próprios. E você mesmo em estupidez desmedida acrescenta peso à própria vida.
Você carrega a pedra bandida, mas é ela quem reclama todo tempo.
Que você está devagar.
Que você não cuida dela.
Que você não muda posição.
Que ela já está cansada.
Que se ela soubesse não se deixaria carregar por você.
Que ela não sabe o que tinha na cabeça quando aceitou seguir com você.
E mais um sem números de reclamações.
Tem pedra bandida que até diz não ver qualidade alguma naquele que a suporta no dia a dia.
Com o tempo, você acostuma com o troço. Nem senti o peso. E quando alguém mais curioso te pergunta o que você faz com a pedra, você nem pensa e responde:
É leve, bonita, até gosto dela!
E segue carregando-a vida a fora.
Mas o tempo é mestre daqueles que carregam pedras, pedras bandidas.
Surgem as dores. Carregar pedra traz consequências. As primeiras são as dores. O trem vive reclamando, exigindo de você cada vez mais, e ela mesma não oferece nada que alivie o caminhar. Não podemos esquecer que ela é apenas pedra.
O tempo mestre faz chegar uma hora na vida de todo caminheiro que você começa a perceber que carrega um peso sem préstimo.
O que resta é desprender-se. Até penso que de você mesmo e não tanto da pedra. Quando você entende a inutilidade que está vivendo.
A pedra fica. Quem segue é você.
Sem pedras. Sem peso.


OZEAS CB RAMOS

sexta-feira, 15 de março de 2013

QUEM DERA UM DIA

QUEM DERA UM DIA



Muitos desejam sentir uma vez, experimentar uma vez.
Outros querem para toda a vida.
Há ainda aqueles que querem que seja eterno enquanto dure...
Ou juram que será eterno! Será para sempre!
Eu, quis apenas por um dia. Um único dia.
Desejei a eternidade em um único dia.
Viveria feliz em lembrar desse dia
Todos os demais seriam vividos sob essa lembrança.
Tanto anseio, que vez por outra eu penso:
Se na vida houvesse um caixa de penhor
Onde pudesse negociar meus dias futuros
Eu trocaria meu saldo de dias
Todos eles, sem importar quantos
Por um único dia a teu lado.
Ter nesse dia um afago sincero
Um olhar que não fosse de solidariedade
Compaixão ou pena!
Um toque sem interesses
Um carinho que não viesse pelo contrato
Um beijo que não fosse roubado
Um dia em que eu de fato tivesse importância.
Que ontem não existisse e o amanhã fosse uma realidade tão distante
Que não merecesse um segundo de pensamento.
Um dia para me ver refletido
E confundido pela verdade em teus olhos.
Ver você sorrir em me ver e ter o teu abraço!
Para logo depois ouvir, sem pedir, sem cobrar
Que tu me amas.
De me receberes dentro de ti, por desejo
E não por consentimento...
Um dia de amor por amor!
Para ter o teu corpo não sem antes ter o teu coração.
Um dia, no qual dizer (pela bilionésima vez)
O quanto eu te amo, encontrasse eco em sua alma.
Um dia que ao fim, te veria pela última vez
E eu mesmo, feliz, realizado, pleno, diria à sra. vida:
Obrigado! Como valeu à pena viver!!!
Agora podemos seguir.
Vamos?


OZEAS RAMOS

domingo, 10 de março de 2013

TODO PROSA

A rede está vazia porque fui ali...

 TODO PROSA

Amei amores e desejei amores.
Fiz amigos para toda minha vida.
Arrumei inimigos que passarão.
Em meu caminhar deixei pedras.
Cometi desatinos sem limite.
Delirei delírios mil.
Fiz viagens a muitos lugares,
E a lugar algum.
Conheci loucuras alheias
Morei com a solidão.
Chorei lágrimas sem fim.
Solidifiquei minhas chatices.
Desprezei a fé!
Contei e ouvi muitas estórias.
Cheirei flores, senti perfumes.
Plantei arvores cujos frutos não delicio.
Construí casas que não me abrigam.
Destruí casas que guardo os entulhos.
Tive filhos. Três naturezas singulares.
Construo aqui um sonho, novo sonho:
Publicar um livro.
Por isso estou todo prosa.
Porque trago versos.
Gabolices em versal.
Agora é com você vida.
Por mim, estou pronto!
Para gozar meu sonho,
Ou para seguir contigo
No caminho sem volta!

OZEAS RAMOS

sexta-feira, 8 de março de 2013

GRITOS DE SILÊNCIO



GRITOS DE SILÊNCIO

Em meu delírio
Eu me encontro

E grito para mim mesmo
Gritos de silêncio!
Por não compreender
Minha própria alma
Agonia e desvario.
Como posso amar-te tanto
Mais que a mim mesmo?
Em silêncio permaneço
Até espertar
Com um sussurro teu!

OZEAS RAMOS
@ozeascbr

quarta-feira, 6 de março de 2013

ANSEIO PELO MAR

 
ANSEIO PELO MAR
 
Se pudesse revelar o que deseja minha alma
Sua compreensão mudaria
Entenderias os meus porquês...
A minha inquietude:
Pois tenho em mim um nascedouro de amor
Sem ter o mar para desembocar.
Anseio pelo mar!

OZEAS RAMOS


domingo, 3 de março de 2013

POMBOS DESGRAÇADOS

 
 
POMBOS DESGRAÇADOS
 
Sonhos são para mim, como pombos.
Quando estão na praça parecem singelos
Quando próximos trazem doença e dor
Se me aproximo eles sempre voam
Para bem longe
E perco-os de vista
Como ainda ensejá-los[1]?
Pomba[2]!
São todos uns desgraçados!
 
OZEAS RAMOS






[1] Ensejar = Dar ocasião de. Esperar ou espiar a oportunidade de
[2] Pomba = Expressão de espanto que ouvia e falava quando criança.



sexta-feira, 1 de março de 2013

APRECIE SEM MODERAÇÃO

Sugiro que leiam antes, o poema de Mário Quintana (http://rascunho1966.blogspot.com.br/2013/02/sublime-criacao.html).
Se ele pode...

Imagem da Net.

 APRECIE SEM MODERAÇÃO

Dizem que mulheres apreciam os doces e homens os salgados.

Para mudar essa preferência masculina, sugiro criarem um doce
e nominá-lo: doce de buceta!


Adoro doces: Cocada, pudim (de leite moça), pé de moça. E por que não doce de buceta?


Esse deverá ser:
Sempre encorpado. Tons do avermelhado ao rosa. De sabor e aroma marcantes. 


Não levaria canela nem cravo. Após preparo deverá ser deixado sempre em local fresco e arejado. Não se deve armazenar por muitos dias. Fica bem em qualquer tamanho.

Mesmo que tenha alguma acidez, poderá ser consumido após cada refeição. Mas nada impediria que se degustasse também antes de dormir.


Consumido com frequência, ajudaria na perda de peso e controle do humor. Pode ser acompanhado com vinho tinto ou licor, devendo ser apreciado sem pressa e sem moderação.


A amiga pode preparar que eu aceito convite para ir comer seu docinho. E caso o amigo tenha em casa e não aprecie, pode me convidar para comer, e me acompanhar, sem problemas, no cafezinho.


Fica a sugestão.


OZEAS CB RAMOSwww.facebook.com/rascunho1966

NOVO SENTIDO




NOVO SENTIDO

Na vida você tem
Para cada direção (horizontal e vertical)
Dois sentidos possíveis:
Ou você vai
Ou você vem.
Se chegou a sua hora
E percebe que precisa mudar
E deseja dar um novo sentido
À sua vida...
Dê uma guinada:
Vire a esquina!
Tanta faz se vai virar à direita
Ou se vai virar à esquerda
Vire!
Não basta voltar atrás
Uma vez que estaremos na mesma reta da vida!
Sob algumas circunstâncias, é o único modo de
Trazer algo novo para a velha vida.
Novo fluxo, novas pessoas, novo ir e vir.
Mude!!!

OZEAS RAMOS

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