sábado, 26 de janeiro de 2013

RAPINA PÚTRIDA




 RAPINA PÚTRIDA

Fostes na undécima hora
O que o Urubu-rei é para a presa
Uma imagem cruel, devoradora
Urubu femea nem pia, em silêncio espreita
Maquina o que faz melhor:
Destruir.
Não sei se terás outra presa
Mas minha carne senhora pútrida
Não terás...
Pareço-te morto por estar decumbente?
Não te enganes
Viverei
Apesar das feridas.
Para ver quem hoje come
Sendo amanhã por outro devorado
Na eterna lei do mato!
Aqui será teu fim
Por acaso pensas que irás ao alto?
O céu não te acolherá
Sentirás da terra o calor
O melhor do inferno!
Enganei-me com tua beleza bandida
Porque és rapina!
E o cadavér que te cabe, contigo está.
E por agora
sou eu quem vomita diante de ti.

OZEAS RAMOS

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